quarta-feira, abril 29, 2026

Quem tem mamilo invertido pode amamentar? Veja como fazer e cuidados

Entenda como pessoas com mamilo invertido podem realizar a amamentação
MART PRODUCTION/Pexels

Entenda como pessoas com mamilo invertido podem realizar a amamentação

A amamentação é um tema cercado de muitas dúvidas e dificuldades, o que pode se intensificar para pessoas que têm o mamilo invertido. Apesar de amedrontar muitas pessoas que amamentam, essa alteração não impede que o aleitamento seja realizado; no entanto, o momento pode exigir alguns cuidados ou mesmo amparo de profissionais para fazer as adaptações necessárias.

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De acordo com a ginecologista, mastologista e obstetra Mayka Volpato, ter os mamilos invertido acomete 3% da população. A rara alteração pode estar associada a distúrbios genéticos ou pela dificuldade do tecido em se proliferar e projetar a papila do mamilo para fora.

A aréola tem fibras colágenas duras e uma camada fina de músculo capaz de se contrair onde acontece a projeção da papila. “Na papila normal, a contração do músculo areolar resulta na projeção do mamilo. A retração da papila ocorre quando as forças contráteis dos músculos areolares são incapazes de superar a tensão entre os ductos centrais e a pele do mamilo, o que é chamado de mamilo invertido”, afirma a médica.

É habitual que o mamilo invertido seja associado ao alargamento dos dutos mamários, o que pode levar a doenças como mastite ou levar a outras infecções. O fenômeno também pode ocorrer após biópsias, pós-operatório de cirurgias mamárias, câncer ou mesmo aplicação de piercing.

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Quais são os tipos de mamilo invertido

Entenda quais são os tipos de mamilo invertido e veja como identificá-los:

  • Grau 1: é possível puxar o mamilo para fora ao pressionar levemente a pele areolar e mantê-lo assim por alguns minutos; depois o mamilo inverte novamente
  • Grau 2: acomete a maioria das pessoas com mamilo invertido; é necessária a manipulação forçada pra colocar o mamilo para fora
  • Grau 3: a projeção do mamilo não acontece e a papila fica enterrada debaixo da pele, mesmo quando existe manipulação ou tentativa de colocá-la para fora

A especialista chama alerta que a inversão do mamilo não é o mesmo que retração do mamilo. Os termos são comumente confundidos. Ao contrário da inversão, em que o mamilo é puxado para dentro, a retração ocorre quando uma parte dele é puxada para dentro porque ficou presa por apenas um duto, o que resulta numa aparência de fenda.

Existem cirurgias que podem corrigir o mamilo invertido, mas podem comprometer o aleitamento. “É importante salientar que a correção cirúrgica do mamilo invertido lesa e causa fibrose em toda a árvore ductal e por isso não se pode prever o sucesso do aleitamento”, aponta Mayka.

Então, como realizar a amamentação com o mamilo invertido?

Uma maneira de resolver a inversão do mamilo é verificar a possibilidade de rolá-lo com os dedos. Assim, é possível que exista uma indução para o mamilo se projetar. Também é possível usar um dispositivo que realiza sucção especial, chamado de corretor de mamilo. Basta utilizá-lo antes da mamada. Lembre-se de manusear com cuidado para não causar dores, lesões ou desconfortos.

Mayka aponta que buscar ajuda profissional com enfermeiras de bancos de leite ou consultoras de amamentação é uma etapa importante para conseguir projetar a papila para fora e posicionar corretamente o bebê. O iG Delas já contou como funciona uma consultoria de amparo às lactantes .

De acordo com a médica, é importante que essa pessoa se sinta segura e incentivada a realizar testes para descobrir como amamentar. Ajustar a postura pode ser uma boa tática para facilitar o aleitamento.

São indicadas as posturas invertida (o bebê se posiciona do lado do corpo, ficando abaixo do braço apoiado na costela da pessoa que amamenta) e cavaleiro (o bebê se senta na coxa da pessoa que amamenta como se estivesse montado em um cavalo), que dão mais liberdade e acesso para ajustar a mama enquanto o bebê se amamenta.

O último recurso nesses casos seria utilizar um intermediário de silicone. No entanto, o método não é totalmente indicado porque diminui a produção de leite. Por mais que o protetor dê ao bebê um estímulo sensorial e facilite a pega, a ingestão de leite é baixa e o recém-nascido pode confundir os bicos. Portanto, se for necessário utilizá-lo, é importante retirá-lo logo após o bebê encontrar a mama e manter a pega.

Fonte: IG Mulher

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