quinta-feira, abril 23, 2026

Proeminauris: como é a cirurgia de correção das orelhas de abano

Como cuidar das orelhas de abano?
Divulgação

Como cuidar das orelhas de abano?

O termo “prominauris” é utilizado para definir as orelhas de abano. Ele é composto pelas palavras latinas “prominere” (proeminente) e “auris” (orelha). Esse termo surge no século 16, quando o cirurgião italiano Gaspare Tagliacozzi realiza a primeira operação para corrigir as orelhas de abano. Desde então, esse procedimento cirúrgico é conhecido como “Prominauris”, sendo considerado um avanço na área da medicina estética.

Entre no  canal do iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais! Essa cirurgia apresentou maior desenvolvimento técnico no Século 20, após a 1.ª Guerra e de maneira mais acentuada nas duas últimas décadas. Entretanto, há históricos transcritos a seu respeito nos documentos de Sushruta – fundador da medicina Ayurveda, ou medicina tradicional Indiana. O clássico Sushruta Samhita é considerado o primeiro livro de cirurgia da história da medicina – Tagliacozzi em 1597, e mais tarde Dieffenbach em 1846, que advogaram o uso de retalho para reparar perdas do pavilhão auricular.

Devemos a Gillies, em 1920, o pioneirismo no uso de cartilagem costal na modelagem do arcabouço auricular. Esse novo concerto técnico trouxe valiosas contribuições científicas, que abriram alentadas perspectivas nos enfoques anatômico, artístico e estético.

Comumente essa condição é mais conhecida como otoplastia, ou simplesmente “orelhas de abano”. O termo surgiu em pessoas que apresentavam uma característica física peculiar: orelhas muito grandes e pendentes. Essa característica era considerada desproporcional e muitas vezes alvo de piadas. Com o tempo, esse termo foi adotado para se referir a qualquer pessoa com orelhas grandes, independentemente da sua aparência. 

A advogada de direito médico e hospitalar Dra. Beatriz Guedes comenta que “orelha de abano” na verdade é uma expressão pejorativa. Ela abala a autoestima e eleva a possibilidade de situações desagradáveis e até bullying na infância e adolescência. “É importante a conscientização para o nome técnico prominauris (orelhas proeminentes), para não gerar constrangimento, discriminação e bullying nas pessoas com essa condição”, alerta Beatriz Guedes. Embora haja ligeira assimetria entre as orelhas na maioria dos pacientes, deformidades auriculares detectáveis esteticamente ocorrem em 3 a 5% da população. Prominauris, também conhecida como protrusão auricular, se caracteriza pelo avanço anormal da orelha a partir do córtex mastóideo (osso localizado atrás da orelha).

Acompanhe também perfil geral do Portal iG no Telegram !

O cirurgião plástico da Clínica Libria, Dr. Hugo Sabath, explica que a prominauris apresentam aparência e tamanho padrão, mas são marcadas pela proeminência das dobras na parte superior e da anti-hélice com ligeiro protrusão lateral. Essas características já são visíveis no nascimento, tornando-se ainda mais evidentes com o aumento da idade. A origem da Prominauris tem um componente genético significativo, uma vez que, cerca de 59% dos indivíduos acometidos com essa característica familiar. É esperado que seja herdado como um traço autossômico dominante, sendo que a incidência varia. O único modo de tratamento é por meio de uma cirurgia plástica chamada Otoplastia.

“Normalmente, a otoplastia é realizada com o paciente sedado e com anestesia local, com duração média de uma hora. A cirurgia deve ser realizada em ambiente hospitalar. O procedimento é realizado por uma incisão atrás da orelha, seguindo a dobra natural da pele. Através desse pequeno corte, é feita a retirada do excesso de pele e o ligamento da cartilagem, para que fique mais flexível. Porém, cada orelha deve ser examinada separadamente porque a deformidade pode diferir de uma orelha para a outra.” comenta o cirurgião plástico da Clínica Libria. Dependendo do caso, pode ser necessária a retirada de parte da cartilagem — para diminuir o tamanho da orelha. A cirurgia é finalizada com pontos de fixação (geralmente, internos e absorvíveis). Os pontos têm a função de manter a nova anatomia da orelha e de fechar o corte.

Prominauris em crianças

De acordo com o cirurgião plástico, a otoplastia pode ser realizada a partir dos seis anos, idade na qual o desenvolvimento da orelha está completo e a cirurgia não irá interferir.

O cirurgião responsável pela cirurgia saberá dizer, após examinar as estruturas das orelhas, se a criança pode se submeter ao procedimento ou se precisa esperar mais um pouco para que o crescimento das orelhas e estabilize. Por mais que seja uma cirurgia estética, a otoplastia tem, também, uma função social, pois age no psicológico do paciente, devolvendo-lhe a autoestima e a qualidade de vida.

O termo orelha de abano é considerado incorreto
Divulgação

O termo orelha de abano é considerado incorreto

Como já comentado, o termo “orelhas de abano” ou com outra malformação pode provocar episódio bullying, prejudicando a autoestima de crianças e adultos. Geralmente, o bullying começa a acontecer ainda na pré-escola e pode atrapalhar até o rendimento escolar da criança. Como na idade pré-escolar, o crescimento das orelhas chega a quase 100% do tamanho final. Na maioria dos casos, as crianças que estão sendo vítimas do bullying por conta da formação da orelha, ficam amedrontadas e têm vergonha de contar para a família sobre o problema que está passando, permanecendo assim caladas e se isolando cada vez mais.

“As vítimas dessa agressão psicológica ficam marcadas, e o problema pode agravar levando a criança a crescer com traumas e prejudicá-la por toda a vida, fazendo com que se torne um adulto inseguro e com transtornos de autoestima e personalidade.” conscientiza a Dra. Beatriz Guedes.

Cicatriz e pós-operatório da Otoplastia

“A cicatriz se localiza atrás da orelha, no sulco formado entra ela e o crânio. O pós-operatório geralmente não é doloroso, os medicamentos prescritos pelo profissional serão suficiente para combater a dor.” esclarece o médico da Clínica Libria. Costuma-se cobrir a incisão com curativos feitos com pomada cicatrizante e gaze. O curativo deve ser retirado no consultório, pelo médico, entre 24 a 48 horas após a cirurgia. Caso seja necessário, o médico pode recomendar ao paciente, a manutenção do curativo. Nos casos de correção de orelha de abano, o paciente deverá usar uma faixa de tecido compressiva específica por um mês. A faixa deve ser retirada apenas para o banho.

Cuidados pós-cirurgia:

  • – Evitar exposição ao sol, ao frio e traumatismos locais por 30 dias;
  • – Seguir a risca as prescrições médicas e comparecer aos retornos programados;
  • – A faixa e curativo devem ser retirados em consultório pelo médico responsável após 48h da cirurgia, e deve ser lavada a região com água e sabonete neutro. Secar com cuidado e colocar a tiara de malha protegendo a orelha com algodão;
  • – Passar pomada cicatrizante apenas se recomendado pelo médico;
  • – Pode voltar as atividades após 2 dias;
  • – Usar a tiara de malha por 30 dias, tirando apenas para tomar banho.

Em quanto tempo se vê o resultado definitivo?

“Após a retirada do curativo se tem em torno de 70% do resultado, porém após 3 meses o resultado será definitivo.” Finaliza o cirurgião da Clínica Libria, Dr. Hugo Sabath.

Fonte: IG Mulher

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...