quinta-feira, setembro 24, 2026

Polícia Federal desarticula esquema de fraudes contra o INSS no interior da Bahia


Salvador/BA – A Polícia Federal, em ação conjunta com a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) do Ministério do Trabalho e da Previdência, integrantes da força-tarefa previdenciária, deflagrou nesta terça-feira (22/3) a OPERAÇÃO MARCO REVERSO, que visa desarticular esquema de fraudes executadas em detrimento da Previdência Social, protagonizadas por servidor público federal nas Agência da Previdência Social de MUTUÍPE/BA e AMARGOSA/BA, possivelmente em parceria com uma advogada atuante na área previdenciária.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em SANTO ANTÔNIO DE JESUS/BA e dois em AMARGOSA/BA, expedidos pela Justiça Federal em Jequié/BA, que decretou também o afastamento das funções públicas do servidor do INSS.

Conforme apurado, pelo menos desde 2016, o servidor público vem realizando concessões de benefícios, mediante inserções de períodos de atividades, urbana e ou rural, suspeitos de serem fictícios, nos sistemas informatizados da Previdência Social, bem como realizando agendamentos e antecipações de atendimentos em desacordo com as normas da Autarquia Previdenciária.

As investigações apontam que o servidor do INSS realizava os atendimentos em detrimento do sistema de agendamento do INSS, burlando a impessoalidade e atuando indevidamente nos processos.

Ademais, as concessões ocorriam principalmente em reabertura de processos administrativos de benefícios indeferidos anteriormente, mediante a inserção de dados fictícios. Dessa forma, os benefícios, ao serem deferidos, geravam pagamentos retroativos em valores altos, em parcela única, com grande prejuízo à Autarquia Federal.

A suspeita é de que a concessão indevida dos processos beneficiava especialmente os clientes de uma advogada com atuação na área previdenciária na região de SANTO ANTÔNIO DE JESUS/BA, MUTUÍPE/BA e AMARGOSA/BA. Os valores decorrentes dos citados pagamentos indevidos eram, em sua maioria, transferidos pelos segurados à citada advogada.

O prejuízo estimado aos cofres púbicos até o momento supera os R$ 3 milhões, relativos a 47 benefícios com constatação de fraude, números estes que, com o avançar das investigações, poderão se revelar muito superiores.

Os envolvidos podem responder por diversos crimes, dentre eles, estelionato previdenciário (art. 171, §3º do CPB) e inserção de dados falsos em sistema informatizado (313-A do CPB).

Comunicação Social Polícia Federal na Bahia

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Contato: (71) 3319-6002

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