quinta-feira, junho 11, 2026

Plínio Valério defende autonomia do Banco Central e critica governo

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento nesta terça-feira (21), declaração do presidente Lula atacando, na visão dele, a autonomia do Banco Central (Bacen). O parlamentar afirmou que a fala demonstra que Lula desconhece o funcionamento do mercado financeiro e da economia. Plínio ressaltou que o objetivo da lei é blindar o órgão de pressões político-partidárias, tornando mais transparente a condução da política monetária. Segundo ele, a autonomia legal do Bacen separa os círculos político do monetário, que são duas coisas diferentes.

Lembrou, referindo-se a matéria de O Globo, que, quando era deputado federal, Lula defendeu na Constituinte a autonomia do Bacen. Acrescentou, com base na reportagem, que Lula chegou a apresentar, em 1987, um projeto na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) para criação de um órgão autônomo com objetivo de regular moeda e crédito.

Para Plínio, a independência do Bacen foi uma conquista institucional marcante, sendo louvada por especialistas da área. Ele informou que apenas dois países da América do Sul, Argentina e Venezuela, não têm um banco central autônomo e estão sofrendo muitíssimo com isso.

Consignado

O senador criticou também decisão adotada pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que reduziu os juros de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas, de 2,14% para 1,7%. Segundo ele, a medida foi levada ao Conselho Nacional de Previdência Social, vinculada ao ministério, e entrou em vigor imediatamente. Plínio ressaltou que, apesar da intenção ter sido boa, o resultado foi o inverso do desejado, com a suspensão dessas operações por parte dos bancos privados e também públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

— Na prática, essa canetada inviabilizou o crédito consignado para as pessoas que mais necessitam de crédito mais barato. Tornou difícil também a vida de 77 mil pequenas e médias empresas e de 240 mil agentes de crédito. Dessa forma inadvertida, jogou alguns milhões de aposentados e pensionistas em linhas de crédito bem mais caras nos bancos, no colo de agiotas ou no rotativo dos cartões que cobram até 400% de juros ao ano. Só para lembrar, a taxa de juros do que não é consignado é, em média, de 5,2% ao mês. Nas financeiras é de 20% — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Seciteci fortalece debate sobre acolhimento e transformação social no Programa Mulheres Mil

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci-MT) esteve presente, nessa terça-feira (9.6), no III Encontro Nacional “Cuidar, Resistir...

Procon Estadual orienta sobre cuidados com a compra de presentes e comemorações do Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados é na próxima sexta-feira, 12 de junho. Quem pretende comemorar a data e ainda não comprou o presente deve redobrar...

Para atender alta complexidade, Hospital Central tem médicos de 36 especialidades

Em julho, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso ampliará seu escopo de sete para 12 especialidades cirúrgicas 100% cobertas pelo Sistema...

Polícia Militar abre inscrições para a 26ª edição da Corrida Homens do Mato em Cuiabá

A Polícia Militar de Mato Grosso abriu, nesta quarta-feira (10.6), as inscrições para a 26ª Corrida Homens do Mato, no Quartel do Comando Geral,...