sábado, abril 18, 2026

Peelings e remédio para psoríase: as novidades da nossa dermatologia

75º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Divulgação/SBD

75º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Na última semana aconteceu eu São Paulo o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Foram mais de 5 mil médicos discutindo as inovações, tendências e desafios dos múltiplos braços da dermatologia, que compreende a estética, cirurgia e doenças.

Embora muito pouco privilegiada em relação a recursos públicos, a pesquisa no Brasil se destaca pela sua qualidade. Nós somos um país que produz muita ciência com pouco investimento.

Em relação às doenças, os novos medicamentos para psoríase e alopécia areata foram os protagonistas. Para ambas, a tendência é o uso de medicamentos injetáveis, que apresentam excelentes resultados.

Na dermatologia estética, aconteceu o que já prevíamos: o corpo é o novo rosto. A busca por procedimentos corporais aumentou muito em relação aos outros anos e as tecnologias corporais foram destaque pelos seus bons resultados. Peelings químicos também ocuparam um ponto central nas discussões. Entendemos que o paciente de hoje quer resultados rápidos e eficientes e já há muitos anos sabemos que o peeling sempre cumpre o que promete. Minha aula, inclusive, foi sobre o clareamento de áreas íntimas com peeling.

Complicações também foram bastante exploradas. A banalização dos procedimentos estéticos repercute no aumento exorbitante dos casos de complicações e isso exige treinamento do dermatologista para resolver os casos e evitar sequelas.

Os nossos desafios também são muitos. Um dos maiores é diagnosticar e tratar os pacientes portadores de hanseníase (antigamente chamada de Lepra). O Brasil representa 90% dos novos casos de todo o continente Americano e, por conta da pandemia, o número de notificações caiu. De 27 mil casos em 2019 para 15 mil casos em 2021. Só chegaremos ao controle dessa doença se encontramos esses pacientes e fizermos o rastreio da doença nas pessoas que convivem com eles.

A cobertura dos novos medicamentos pelo SUS e convênios também foi pauta. A sua incorporação é extremamente lenta e burocrática, atrasando o tratamento dos pacientes. Outra questão preocupante é o aumento do número de casos de câncer de pele. Precisamos entender onde estamos errando na hora de passar a mensagem ao paciente de que o câncer de pele pode ser prevenido com o uso de filtro solar.

Por fim, há esperança. Nossa especialidade é dinâmica e espero que no próximo ano tenhamos muitos cenários a se comemorar.

Fonte: IG SAÚDE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...