O deputado federal Neri Geller (PP) teve seu mandado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico na eleição de 2018. A decisão foi unânime e assim o parlamentar ficará inelegível até 2026. Além disso, seu registro de candidatura ao Senado foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Neri é acusado de abuso de poder econômico e captação ilegal de recursos, quando foi eleito deputado federal. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o deputado, que é produtor rural, teria feito triangulações com doações de empresas, o que é proibido pela legislação, por meio da conta do filho dele, Marcelo Piccini Geller.
“O MPE formula desde a exordioal pedido de afastamento de sigilos bancário e fiscal, tensionado se aprofundar na trama financeira e verificando a apartir daí triangulação monetária”, afirmou o ministro Mauro Campbel em seu voto.
Os outros seis ministros da Corte Eleitoral acompanharam o voto do relator.
“No mérito, por unanimidade deu parcial provimento ao recurso ordinário eleitoral para determinar a cassação do diploma do recorrido, Neri Geller, bem como a declaração de sua inelegibilidade pelo período de oito anos, subsequente ao período de 2018, nos termos do voto do relator”, diz o resultado do julgamento.
Geller também é acusado de ter realizado doações na campanha de 2018 que totalizaram R$ 1,327 milhão em favor de 11 candidatos que concorreram ao cargo de deputado estadual.
A equipe jurídica do parlamentar agora tenta reverter a decisão através de recurso.

