sexta-feira, abril 17, 2026

Na mira do TSE, Telegram chega a 60% dos smartphones no Brasil


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Telegram chega a 60% dos smartphones brasileiros
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Telegram chega a 60% dos smartphones brasileiros

Em constante crescimento no Brasil desde janeiro de 2019, o Telegram chega atualmente a estar presente em 60% dos smartphones dos brasileiros. No último ano, o número de celulares que têm o aplicativo instalado aumentou 15% — maior crescimento entre Signal, Facebook Messenger, Instagram e o WhatsApp, seu principal rival. Os dados são da pesquisa feita pelo Mobile Time com a consultoria Opinion Box.

A pesquisa ouviu 2.107 brasileiros que possuíam smartphones de todas as cinco regiões do Brasil, entre os dias 12 e 20 de janeiro de 2022. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, e a confiabilidade do estudo é de 95%.

No quesito de popularidade dos mensageiros, o WhatsApp continua dominante. Instalado em 99% dos celulares no Brasil, o app pertence à Meta, dona do Facebook Messenger e Instagram; o Messenger está presente em 71% dos smartphones, enquanto a rede de fotos e vídeos foi baixada em 82% dos aparelhos.

Em 2 anos, Telegram tem crescimento de 33%

Mas, desde janeiro de 2019, o Telegram cresce mais que seus concorrentes. Durante os últimos dois anos, o mensageiro cresceu 33% em popularidade no Brasil. O app Signal, alternativa que foca em privacidade, está na lanterna, instalado em apenas 12% dos smartphones.

Os números casam com outras estatísticas que vêm sendo observadas sobre o crescimento do Telegram. Em 2021,  o mensageiro foi o aplicativo que mais ganhou novos usuários no mundo segundo a consultoria App Annie. Pavel Durov, cofundador e CEO da plataforma, comemorou a marca em seu canal pessoal, e ressaltou que o Telegram preza pela privacidade.

Quando se trata de fidelidade aos aplicativos, 46% dos entrevistados abrem o Telegram todo dia ou quase todo para responder ou enviar mensagens. O número de usuários ativos diariamente corresponde a 94% no WhatsApp e 79% no Instagram.

Se anos atrás o Telegram era apenas uma alternativa para quando o WhatsApp caia, isso parece ter se invertido: menos pessoas estão desinstalando o mensageiro. Há dois anos, a Mobile Time avaliava que o risco do usuário apagar o app era de 21%. Agora, ele está em 19%.

Telegram corre risco de ser bloqueado no Brasil

Mas enquanto cresce em popularidade, o Telegram levanta preocupações da Justiça Eleitoral no Brasil . O TSE já enviou um ofício para entrar em contato com representantes do mensageiro no país, mas não recebeu resposta.

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O Telegram está de fora do  acordo da Justiça Eleitoral firmado com plataformas e redes sociais para combater fake news. Luís Roberto Barroso, ministro do STF e ex-presidente do TSE, avisou que app pode ser banido caso continuasse a evitar as autoridades.

O uso da plataforma vem chamando a atenção por manter conversas e grupos extremistas sem moderação. Sobretudo, muitos políticos entraram na plataforma e abriram canais: páginas que abrigam um número ilimitado de participantes e têm administradores que selecionam o conteúdo para distribuição em massa. O presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, supera adversários e tem mais de um milhão de inscritos em sua página pessoal.

67% dos usuários do Telegram frequentam canais

A pesquisa do Mobile Time descobriu que 67% dos usuários do Telegram participam de canais. Além disso, 15% está em algum grupo cujo principal assunto é política.

Quanto às regiões do Brasil com a maior base de instalações do Telegram, o Norte e Centro-Oeste lideram: o app foi baixado em 73% e 67% dos celulares dos usuários das regiões, respectivamente. Entretanto, a margem de erro para essas duas regiões é maior, porque ambas tiveram menos entrevistados na pesquisa.

No Sudeste, o concorrente do WhatsApp está instalado em 57% dos smartphones. Esse percentual é maior no Nordeste, com 59%. No Sul, o Telegram foi baixado em 6 a cada 10 aparelhos.

Por fim, o Telegram está mais presente em dispositivos de usuários masculinos (67%) do que femininos (59%). Curiosamente, o app está instalado na mesma proporção em celulares dos jovens entre 16 a 29 anos e dos adultos de 30 a 49 anos. Metade dos que baixaram têm acima de 50 anos.

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