quinta-feira, abril 16, 2026

Mulheres ao volante: caminhoneira comenta desafios da profissão

Ana Carolina Silva, conhecida nas redes sociais como “Tal da Loira”,
Divulgação

Ana Carolina Silva, conhecida nas redes sociais como “Tal da Loira”,

Uma estimativa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) feita em 2021 mostrou que as mulheres representavam 0,5% dos caminhoneiros no Brasil. A profissão exige que as motoristas provem diariamente que são capazes de dirigir caminhões e enfrentar longos dias nas estradas no Brasil. Além disso, elas precisam lidar com outros obstáculos, como o preconceito por serem mulheres e estarem no comando do volante.

Entre no  canal do iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

Ana Carolina Silva, conhecida nas redes sociais como “Tal da Loira” (@taldaloiraoficial_), compartilha com seus mais de um milhão de seguidores a rotina nas estradas. Ela que, inicialmente, se arriscaria na carreira do Direito, mudou de ideia ao conhecer seu namorado. Ana passou a ver de perto a rotina de um motorista de caminhão e se apaixonou pelas viagens.

“Eu comecei viajar com ele e gostei muito da profissão. Foi então que me interessei pelo caminhão. Aprendi a dirigir, tirei minha CNH e hoje viajo para todas as partes do Brasil. Saio de casa no domingo e volto na sexta-feira. Tiro o sábado de folga e me preparo para seguir o próximo destino no dia seguinte”, conta.

A motorista pontua não ser fácil lidar com o preconceito. Ela comenta sofrer muitas críticas e passa por situações constrangedoras, como as cantas. Às vezes, fica na estada quando o caminhão quebra em lugares desconhecidos. A caminhoneira relata ainda que questionam o fato de uma mulher ser responsável por levar as cargas. Mas, Ana cita uma pesquisa feita pelo Instituto Renault, que coloca os homens como causadores de 70% das infrações de trânsito.

“Existem muitas piadas sobre sermos motoristas, como ‘mulher no volante, perigo constante’. Mas, a pesquisa mostra que 65% dos homens ultrapassam o sinal vermelho, enquanto entre as mulheres a porcentagem é de 15%. Então, diariamente nós estamos provando que esses comentários não estão certos”, frisa.

Acompanhe também perfil geral do Portal iG no Telegram !

“Eu acredito que teremos um longo caminho pela frente ainda, mas logo o número de mulheres no volante e nas estradas vai aumentar. A carga mais pesada que levamos é preconceito. Hoje, diferente de tempos atrás, nós mulheres estamos à frente de muitas profissões. Apesar dos desafios, sigo firme, tenho meus caminhões, e vou provando que o caminho que faço é de crescimento”, conclui.

Fonte: IG Mulher

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...