quinta-feira, junho 25, 2026

Mulher não consegue parar de emagrecer após bariátrica; médico explica

Mulher não consegue parar de emagrecer após bariátrica; médico explica
Reprodução

Mulher não consegue parar de emagrecer após bariátrica; médico explica

Tracey Hutchinson é uma mulher inglesa de 52 anos que chamou a atenção da internet nos últimos dias por não conseguir parar de perder peso após realizar uma cirurgia bariátrica. Ela pesava 101 kg antes de realizar o procedimento. Após a cirurgia, chegou a 66 kg, que seria o peso desejado, contudo, continuou perdendo peso. Atualmente, ela se autodescreve como uma pessoa “pele e osso”, com apenas 41 kg.

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Tracey teve o pedido para realização da bariátrica negado pelo sistema de saúde inglês, por isso, recorreu à realização do procedimento na Turquia, onde a cirurgia é mais barata.

O que pode ter acontecido?

De acordo com o cirurgião especializado em bariátrica Fabio Rodrigues, diversos fatores podem ter influenciado os resultados exagerados do procedimento. “O primeiro é a técnica utilizada. Como não sabemos exatamente qual tipo de cirurgia foi realizada na Turquia, pode ter sido utilizada alguma técnica com abordagens metabólicas, que apesar de serem bastante seguras, podem, em alguns casos, causar quadros de desnutrição no paciente”.

Ele explica que, para a realização do procedimento, é necessária uma equipe multidisciplinar que analise o caso do (a) paciente como um todo: “inclusive, o fator psicológico, que parece muito presente no caso. Por que a primeira cirurgia foi negada? Quais critérios a paciente não atendia para realizá-la? Tanto essas questões, quanto o abalo emocional da mudança de sede da cirurgia podem tê-la afetado”, aponta o especialista.

Além disso, diz ele, não se pode determinar previamente qual peso o (a) paciente terá após o procedimento. “Isso é definido pela própria estrutura muscular do indivíduo, além de questões inerentes ao organismo de cada um. Cada caso é um caso, algumas pessoas precisam refazer a cirurgia, já outras têm resultados maiores que os esperados. É preciso analisar os casos individualmente”, finaliza.

Fonte: Mulher

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