sábado, abril 25, 2026

MPT pede novas informações à Volkswagen sobre trabalho escravo


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MPT pede novas informações à Volkswagen sobre trabalho escravo
Divulgação Volkswagen

MPT pede novas informações à Volkswagen sobre trabalho escravo

O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou audiência administrativa com a Volkswagen na tarde desta terça-feira (14) para dar continuidade à investigação sobre casos de trabalho escravo ocorridos na Fazenda Vale do Rio Cristalino (Fazenda Volkswagen), localizada no Pará, nas décadas de 70 e 80. A reunião ocorreu na sede da Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília.

Durante a reunião, o MPT expôs o histórico e as principais questões acerca do material já coletado durante os trabalhos de apuração empreendidos até o momento. Em seguida, foram solicitados novos documentos à empresa sobre fatos ocorridos em sua propriedade rural. 

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A partir da documentação a ser apresentada, o MPT pretende aprofundar seu entendimento acerca da extensão dos danos causados e do número de trabalhadores e trabalhadoras atingidos pela conduta da empresa. 

Entenda o caso

Em 2019, o MPT recebeu documentação impressa relacionada a situações de submissão de trabalhadores a condições degradantes de trabalho na Fazenda Cristalino, projeto agropecuário da Volkswagen no país nas décadas de 70 e 80. O material foi reunido pelo padre Ricardo Rezende Figueira que, à época, era coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para a região de Araguaia e Tocantins da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para apurar as denúncias, foi constituído um grupo de trabalho composto por procuradores do Trabalho, com ampla experiência no combate ao trabalho escravo contemporâneo. 

A reunião contou com a participação do procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, e dos procuradores do Trabalho Rafael Garcia Rodrigues, que coordena o grupo, Lys Sobral Cardoso, titular da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Christiane Vieira Nogueira, Silvia Silva da Silva e Ulisses Dias de Carvalho.

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