segunda-feira, outubro 19, 2026

MP do home office mexe no FGTS e jornadas em situações excepcionais


source
Governo anunciou pacote de mudanças no regime de trabalho que envolve o home office
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Governo anunciou pacote de mudanças no regime de trabalho que envolve o home office

A medida provisória que regulamenta o trabalho home office, anunciado pelo governo federal nesta sexta-feira (25), abre brechas que afetam o FGTS, férias e auxílio-alimentação dos trabalhadores. Segundo o Palácio do Planalto, a proprosta é uma adequação ao regime trabalhista após a pandemia de Covid-19.

Além de estabelecer a contratação em home office por jornada ou produção, o projeto autoriza empresas de cidades em calamidade pública a adiarem o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). As empresas ainda terão liberdade para facilitar o teletrabalho, antecipar férias e feriados e adotar a redução proporcional de jornada de trabalho e salário ou suspensão temporária do contrato.

Tabalhadores desses municípios também poderão ter acesso ao saque-calamidade do FGTS, a antecipação do abono salarial e o aumento de parcelas do seguro-desemprego.

“Serve como um manual. Aconteceu alguma coisa, seja o que for, do ponto de vista de fenômeno climático ou não, o governo tem um roteiro completo daquilo que tem que fazer”, afirmou o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni.

A MP possibilita empresas a adotarem o modelo híbrido. O texto ainda permite que o funcionário trabalhe em uma localidade diferente de onde foi contratado.

Leia Também

Quer ficar bem informado sobre tudo que acontece na economia do Brasil e do Mundo? Acompanhe o  canal do Brasil Econômico no Telegram

“Vale a legislação da onde ele celebrou o contrato. Dito isto, ele pode morar em outro estado, ele pode morar em outro país, não há problema nenhum. Agora, a beleza disto é que fica permitido que esses detalhes constem do acordo individual entre a empresa e o trabalhador”, afirmou o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Bruno Dalcolmo.

A reforma trabalhista de 2017 já havia criado regras para o trabalho remoto. Entretanto, de acordo com Dalcolmo, era um modelo “binário” e que gerava insegurança jurídica.

“Não existia nenhuma regulamentação até 2017. Então foi revolucionário naquele momento. Mas naquele momento o trabalho remoto era uma coisa binária, ou você está lá, ou você está aqui. Não tinha essa coisa de flexibilidade. Então o texto gerava esse tipo de interpretação, ele gerava insegurança política, ele amarrava muito as empresas e os trabalhadores”, ressaltou Dalcolmo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Seduc prorroga até 23 de outubro prazo para escolha de curso técnico no Ensino Médio

Estudantes que ingressarão no 1º ano do Ensino Médio da Rede Estadual em 2027 terão até 23 de outubro para escolher um curso de...

Polícia Civil cumpre mandados em SP contra investigado por divulgar fotos íntimas de vítima de MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19.10), a Operação Imagem Violada, para cumprir mandados de busca e apreensão contra...

Força Tática prende mulher e apreende dois adolescentes com tabletes de maconha

Policiais militares da Força Tática do 5º Comando Regional prenderam uma mulher, de 35 anos, e apreenderam dois adolescentes, de 16 e 17 anos,...

Festival High Tech reúne robótica, games e cultura geek em Cuiabá

Cuiabá recebe, de 21 a 23 de outubro, a 2ª edição do Festival Estadual High Tech – Tecnologia, Indústria e Cultura Digital. Realizado pela...