segunda-feira, setembro 21, 2026

Moraes diz que redes sociais foram ‘instrumentalizadas’ por radicais

Ministro Alexandre de Moraes avalia estragos após vandalismo no STF
Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro Alexandre de Moraes avalia estragos após vandalismo no STF

Nesta quarta feira (1º), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), Alexandre de Moraes , afirmou que as redes sociais foram “instrumentalizadas” – usadas como meio para atingir um objetivo – por radicais para propagação de “fake news” e   propôs a adoção de novas regras contra o problema. 

A declaração do ministro foi dada durante uma reunião com representantes de plataformas digitas como a Meta (dona de Facebook , Instagram e WhatsApp ), do Telegram , do TikTok , do Kwai e do Google .

Moraes tem realizado esse tipo de reunião desde 2022, quando assumiu o mandato.

“Obviamente, a culpa não foi das redes. Senão, as redes estariam na Colmeia e na Papuda também”, disse Moraes, se referindo a presídios de Brasília.

“Mas as redes foram instrumentalizadas. Então, essa instrumentalização, com a experiência que tivemos todos nas eleições e até no 8 de janeiro, acho que a gente pode aproveitar para construir alguma coisa para tentar evitar isso”, declarou.

Uma semana após o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assumir a presidência da República, no dia 8 de janeiro, extremistas, que se organizaram pelas redes sociais, invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente do TSE ainda pediu aos representantes das plataformas durante o encontro que elaborem propostas a fim de aumentar o controle das “fake news” nas redes sociais.

“Minha ideia, nesta primeira conversa, é que a gente comece a construir dois planos distintos: algo em torno de uma autorregulação – isso é muito importante, não tenho a menor dúvida que, se não for algo construído junto, a chance de ser eficiente é muito pequena. Vocês tem que mostrar para a gente os melhores caminhos. O segundo é alguns ‘standarts’ para regulamentação que vai ser feita no Congresso”, disse.

Ao final da reunião, o ministro agradeceu o “apoio” e o comparecimento dos representantes das plataformas digitais no combate às “fake news” , porém, sem citar nomes, afirmou que alguns apoios foram “forçados”.

“Eu tomei a liberdade de chamá-los para agradecer o apoio – às vezes, um apoio um pouco forçado – durante as eleições. Todos tivemos, eu diria, que nos adaptar a novas formas, acho que acabou dando certo: prazos, tempos, vocês sabem melhor que eu”, afirmou.

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Fonte: IG Política

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