quinta-feira, abril 23, 2026

Ministério da Mulher pede 30 dias para explicar declaração de Damares

 Damares Alves (Republicanos-DF)
Reprodução

Damares Alves (Republicanos-DF)

Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos  ( MMFDH ) pediu 30 dias para enviar ao Ministério Público Federal ( MPF ) uma explicação sobre as declarações da  ex-ministra Damares Alves  (Republicanos-DF) sobre  casos de abuso sexual infantil e tráfico de crianças , que teriam acontecido na Ilha de Marajó (PA) .

No pedido, realizado pela atual ministra da pasta, Cristiane Britto destacou que precisava de mais tempo para analisar os registros de 5.440 denúncias de estupro e tráfico de crianças no Pará entre 2016 e 2022 que recebeu do governo federal.

No dia 11 de outubro, a  Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão determinou um prazo de três dias  para que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informasse dados sobre todas as denúncias de violência contra crianças que recebeu desde 2016.

O pedido da Procuradoria solicita que as denúncias devem ser reportadas “detalhadamente” e incluiu as “em trâmite ou não, nos últimos sete anos (2016-2022), envolvendo tráfico transnacional de crianças e estupro de vulneráveis”.

A ex-ministra disse, durante o culto em Goiânia, que crianças da Ilha de Marajó estavam sendo traficadas e tinham os dentes “arrancados pra elas não morderem na hora do sexo oral”. Ela também afirmou que eles só se alimentam de “comida pastosa para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal”.

Damares afirmou, ainda, que “explodiu o número de estupros de recém-nascidos” e que no MMFDH há imagens de crianças de oito dias de vida sendo estupradas. De acordo com a ex-ministra, um vídeo de estupro de crianças é vendido por preços entre R$ 50 e R$ 100 mil.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos emitiu um comunicado na última segunda e afirmou que a ex-chefe da pasta se baseia em dados de inquéritos já instaurados “de uma série de fatos gravíssimos praticados contra crianças e adolescentes”.

“Sobre o caso específico do Marajó, o programa Abrace o Marajó foi criado justamente como resposta à vulnerabilidade social, econômica e ambiental, que caracteriza uma porção expressiva da Amazônia Brasileira”. A pasta ainda afirmou que investiu R$ 950 milhões em “iniciativas para o desenvolvimento econômico e social do arquipélago”.

Em 13 de outubro, o MPF emitiu um comunicado e informou que atuou em quatro inquéritos para investigar denúncias sobre tráfico internacional de crianças na Ilha de Marajó desde 1992, mas nenhum deles possui relação com as falas da ex-ministra.

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Fonte: IG Política

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