A Assembleia Legislativa de Mato Grosso não cedeu à pressão dos servidores e rejeitou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derrubava o acórdão do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso que impedia o pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) de 2018.
Os servidores estaduais vêm marcando presença na galeria do plenário da ALMT há cerca de três semanas para reivindicar a derrubada do veto e conseguir a aplicação de 4,19% aos salários. O valor foi suspenso em 2018 pelo então governador Pedro Taques, através do acórdão do TCE sob a alegação de que a situação fiscal do Estado não permitia o pagamento do reajuste.
A pauta causou polêmica, pois para a maioria dos deputados a votação da PDL é inconstitucional, assim como para o chefe do executivo Mauro Mendes (UB) e para o secretário chefe da Casa Civil, Rogério Gallo.
Já para os servidores e para alguns deputados que votaram a favor da derrubada, o RGA é um direito que deve ser pago, uma vez que hoje o Estado tem condições de reaver o valor outrora suspenso.
Havia 20 deputados presentes na sessão, 11 votaram contra e oito votaram a favor do PDL. O presidente da casa, deputado estadual Eduardo Botelho (UB), não vota.

