domingo, junho 14, 2026

Meirelles diz que nova âncora fiscal é difícil de cumprir

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda
Antonio Cruz/Agência Brasil

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda

O ex-presidente do Banco Central em dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Henrique Meirelles, disse que o novo arcabouço fiscal tem metas difíceis de serem cumpridas, apesar de tornar as despesas mais flexíveis. Ele foi o responsável pela elaboração do teto de gastos, regra fiscal em vigor desde 2016, quando foi ministro da Fazenda, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior.

Meirelles disse, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que uma regra fiscal que seja vinculada à receita, e não ao gasto, é um desafio. “As normas clássicas de ajuste fiscal no Brasil e internacionais dizem que o governo faz ajuste fiscal pela despesa, sem depender de receita. Despesa, o governo controla, receita, não”, afirma.

Entre no canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o perfil geral do Portal iG

“Fazendo as contas, com o que tem hoje, não chega lá onde dizem. É necessário um aumento de receita de R$ 150 bilhões. Essa complementação com receita é necessária. Ela é possível? Vamos ter de ver”, diz.

Ele afirma ainda que “é uma regra positiva no sentido de controlar a despesa”, mas diz que “ela não é o suficiente para atingir as metas de primário que foram anunciadas pelo ministro [Fernando Haddad]”.

“Em tese, tudo é factível, mas precisa ver os custos. Qual, afinal, será a consequência”, finalizou.

O “novo arcabouço fiscal” propõe, através meta de superávit e controle de gastos, zerar o déficit público primário da União no próximo ano e ter superávit primário de 1% do PIB em 2026. O superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excluindo gastos com pagamento de juros.

Como anunciou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os gastos da União se limitarão a 70% do crescimento da receita. Com isso, o Orçamento volta a ter aumento real, ou seja, acima da inflação. No entanto, caso a arrecadação não seja suficiente para atingir a meta de superávit, esse percentual cai para 50% no ano seguinte e 30% no posterior.

Por exemplo, se a projeção for de alta de 5% acima da inflação na arrecadação no ano seguinte, as despesas poderão crescer até 3,5%. Agora, se esses 5% não forem suficientes para atingir o superávit primário, as despesas subirão apenas 2,5% ou 1,5%.


Fonte: Economia

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Moradoras de Juína e Guarantã do Norte ganham R$ 100 mil no sorteio do Nota MT

Uma moradora de Juína e outra de Guarantã do Norte ganharam os prêmios de R$ 100 mil no sorteio do programa Nota MT, realizado...

Mato Grosso sediará Certificação Nacional de Cães de Busca, Resgate e Salvamento

Mato Grosso receberá, entre os dias 15 e 19 de junho, a Certificação Nacional de Cães de Busca, Resgate e Salvamento – Etapa Centro-Oeste,...

Força Tática prende homem após tentar matar companheira com facão e incendiar casa

Policiais militares da Força Tática do 6º Comando Regional prenderam, nesta sexta-feira (12.6), um homem suspeito de tentativa de feminicídio contra sua companheira, de...

Prefeito de Rosário Oeste destaca importância de parceria com Governo de MT: “cuida da população”

Moradores dos bairros Cohab Serra Dourada e Benedito Alonso, em Rosário Oeste, receberam das mãos do governador Otaviano Pivetta, nesta sexta-feira (12.6), as escrituras...