sábado, agosto 15, 2026

Lula dispensa do Alvorada primo do torturador Brilhante Ustra

Primo do torturador Brilhante Ustra foi dispensado pelo governo Lula
Reprodução/Facebook

Primo do torturador Brilhante Ustra foi dispensado pelo governo Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incluiu o coronel Marcelo Ustra da Silva Soares, primo do torturador da ditadura militar Carlos Alberto Brilhante Ustra na lista de dispensa dos 40 militares que trabalhavam na coordenação do Palácio do Alvorada .

A retirada do coronel ocorreu em 13 de janeiro, no entanto, a decisão só foi publicada na edição desta terça-feira (17) no Diário Oficial da União. A liberação não foi justificada pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Marcelo Ustra é bisneto de Celanira Martins Ustra, avó do torturador Brilhante Ustra. O coronel era responsável pela assessoria técnica militar do Gabinete de Segurança Institucional desde 2020, quando Jair Bolsonaro (PL-RJ) ainda era presidente da República.

Marcelo tem boa relação com o ex-mandatário do governo federal. Ele participou da comitiva de Bolsonaro para Orlando, nos Estados Unidos, em dezembro do ano passado.

Além disso, o coronel usou as redes sociais em novembro do ano passado para compartilhar um vídeo do torturador com a seguinte frase: “Alguém pelo amor de Deus ressuscitem (sic) este homem urgente”.

Quem é o torturador Brilhante Ustra?

Ele foi coronel do Exército e comandou o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna) no período da ditadura militar, regime responsável por matar milhares de brasileiros que lutavam por um país democrático.

O DOI tinha como responsabilidade capturar de forma ilegal os inimigos do regime, torturando-os sem qualquer piedade. Ustra é considerado um símbolo da repressão militar após o AI-5 (Ato Institucional n° 5), um dos momentos mais duros do Brasil.

A Justiça de São Paulo classificou Ustra, em primeira e segunda instância, como torturador. Historiadores o colocam como um dos militares mais cruéis da história do país.

Em 2016, o militar foi homenageado pelo então deputado federal Jair Bolsonaro. Durante a votação de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o capitão da reserva dedicou seu voto à “memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma”. O crime foi ignorado pelos deputados do Congresso e Bolsonaro não recebeu nenhuma punição.

O caso repercutiu negativamente na imprensa, mas ganhou a simpatia de um grupo de brasileiro. Dois anos depois, Bolsonaro foi eleito presidente da República.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Maioria do Supremo valida Moratória da Soja firmada há 20 anos entre produtores

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) validar a chamada Moratória da Soja, acordo celebrado há 20 anos pelas principais empresas que...

Homem é preso com estoque de remédios ilegais para emagrecimento e é solto após pagar fiança

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (12), um homem, de 42 anos, durante o cumprimento de um mandado de...

Pivetta: Fui pego de supresa com operação da PF; o tempo provará inocência de Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) comentou hoje (12) o impacto político da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que atingiu diretamente seus principais aliados....

Com relatoria de Rodrigo da Zaeli, Comissão aprova porte de arma para empresários

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei nº 5.438/2025,...