A Vara Única de Querência recebeu a denúncia e tornou réu o vereador Neriberto Martins (PSC), preso por apontar uma arma para um colega parlamentar durante a sessão plenária. Toda ação foi gravada por câmeras de segurança da Câmara Municipal de Querência.
Na última semana, a defesa de Neriberto propôs a revogação da prisão preventiva e a conversão em prisão domiciliar, alegando que o vereador é responsável por um menor de 6 anos. O pedido foi negado por falta de provas de que a presença do pai seria imprescindível ao menor.
O juiz Thalles Nobrega Rezende Miranda de Brito, ao negar o pedido de prisão domiciliar, ainda destacou que o parlamentar pode potencializar o temor da vítima e das testemunhas do caso, pois ainda pode estar em posse de arma. Três testemunhas afirmaram que estava claro que Neriberto tinha o desejo de atirar.
Outro fato que contribuiu para o juiz manter a prisão, foi que o vereador fugiu do local do crime. A prisão veio a ser cumprida no dia 24 de março, três dias após o crime, em Cuiabá.
O Caso
Neriberto Martins é sargento aposentado da Polícia Militar. Durante uma sessão plenária na Câmara Municipal de Querência, no dia 21 de março deste ano, que discutia sobre o aumento de mais duas vagas no legislativo, os ânimos se exaltaram entre Neriberto e Edmar Batista (PDT).
Em dado momento Neriberto partiu para violência e deu um soco no colega, que revidou. Neriberto sacou uma arma e apontou para Edmar, logo após foi contido por policiais que estavam presentes e a sessão foi encerrada.
Neriberto foi preso por tentativa de homicídio.

