quarta-feira, junho 24, 2026

Janja foi roubada por bolsonaristas que atacaram o Planalto: “Ladrões”

Janja durante visita ao Palácio do Planalto
Reprodução/Twitter

Janja durante visita ao Palácio do Planalto

A primeira-dama Janja  contou no último domingo (15), em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo , que foi roubada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). A esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou que um presente que recebeu há pouco tempo foi levado por bolsonaristas que invadiram o Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.

“Roubaram daqui um conjunto de prata que eu ganhei de uma embaixada, tinha acabado de receber. Estava aqui em cima da minha mesa na sexta-feira (6) e levaram. Então, eles não foram só vândalos, não. Eles são ladrões”, relatou. A primeira-dama ainda não recuperou o objeto.

O fotógrafo oficial da Presidência da República, Ricardo Sukert, também foi vítima de roubo. Os bandidos bolsonaristas levaram todo o equipamento de trabalho do profissional de fotografia. “Levaram minha máquina fotográfica, cartões que eu tinha de memória, lentes, drones. E chamou atenção que eles abriram os computadores e levavam os HDs”, contou.

Além de roubarem, os terroristas também danificaram objetos e obras de arte que estavam no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.

O quadro As Mulatas, do pintor Di Cavalcanti, avaliado em R$ 8 milhões, sofreu ataques dos bolsonaristas. A tela estava no Salão Nobre do Planalto e foi rasgada a facadas. Os bandidos destruíram a obra O Flautista, de Bruno Giorgi, e o relógio de Balthzar Marinot, do século XVII.

Margareth Menezes revela ideia de memorial sobre ato terrorista

Margareth Menezes, ministra da Cultura, afirmou na semana passada que ainda não sabe se será possível restaurar o relógio do século XVII destruído por terroristas no ato antidemocrático que ocorreu em Brasília. A cantora também revelou que pode criar um memorial para relembrar o episódio do dia 8 de janeiro.

“O relógio talvez é a obra mais sensível ainda. Existem outros daquele tipo, mas de tamanhos menores. Está muito danificado, muito danificado. A gente não tem essa resposta ainda”, explicou a ministra.

À época, Margareth Menezes se reuniu com a primeira-dama Janja da Silva para discutir como o Ministério da Cultura ajudará para restaurar as obras de artes que foram destruídas no ato terrorista.

Margareth Menezes explicou para os jornalistas que, durante a reunião com Janja, surgiu a ideia de criar um memorial sobre os ataques que foram feitos contra os Três Poderes. De acordo com a ministra, a estrutura ainda não foi totalmente elaborada e que nem existe um local para realizar a instalação.

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Fonte: IG Política

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