quarta-feira, abril 29, 2026

IPCA-15: agosto tem deflação de 0,73%, indica prévia do IBGE

IPCA-15 registra a maior deflação desde o início da série em 1991, aponta IBGE
JOÃO GODINHO – 2.5.2016

IPCA-15 registra a maior deflação desde o início da série em 1991, aponta IBGE

Influenciada pela queda nos preços administrados, a prévia do índice de preços no país registrou  deflação de -0,73% no mês de agosto, no comparativo com o mês anterior. Foi a menor taxa registrada desde o início da série histórica, iniciada em novembro de 1991.

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE, e foram divulgados nesta quarta-feira (24).

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG 

A deflação acontece quando a cesta de produtos analisada pelo IBGE registra um preço menor em um mês, em relação ao mês anterior.

O recuo no índice geral de preços reflete tanto os impactos da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre energia elétrica e combustíveis, quanto a diminuição dos preços da gasolina e do diesel praticados pela Petrobras.

Somente a gasolina teve seu preço reduzido três vezes nas refinarias, sendo que a última delas começou a valer no dia 16 de agosto. No dia 20 de julho, o preço da gasolina passou de R$ 4,06 para R$ 3,86; no dia 29 de julho, foi de R$ 3,86 para R$ 3,71. No último dia 16, caiu de R$ 3,71 para R$ 3,53.

A Petrobras também anunciou duas reduções no preço do diesel nas refinarias em uma semana. O valor médio de venda passará de R$ 5,41 para R$ 5,19.

Deflação por dois ou três meses

Na última terça-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que espera “dois ou três meses” de deflação neste ano, principalmente por conta de medidas como a redução de impostos e o teto do ICMS sobre combustíveis e energia. Isso significa que o país poderá ter redução dos preços até as vésperas das eleições. Campos Neto também prevê inflação abaixo de 6,5% neste ano. 

A inflação era um dos principais obstáculos identificados pela equipe que trabalha na reeleição do presidente Jair Bolsonaro, levando o presidente a lançar mão de mecanismo para conter o avanço dos preços.

Inflação menor em 2022

O corte do ICMS, juntamente com a redução dos preços da gasolina, tem levado analistas a reduzirem as expectativas de inflação para este ano. O Boletim Focus do Banco Central, que reúne as projeções de mais de cem instituições do mercado para os principais indicadores, aponta que o mercado financeiro reduziu pela oitava semana seguida sua projeção para a inflação deste ano.

Os economistas agora projetam que o IPCA termine o ano abaixo de 7%: 6,82% contra 7,01% do boletim da semana passada.

Fonte: IG ECONOMIA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Alunos de projeto social do CBMMT conquistam nove medalhas em campeonato estadual de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Bom-Jitsu, iniciativa do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), conquistaram nove medalhas no Campeonato Mato-grossense 2026 de Jiu-Jitsu (GI),...

Arena Pantanal recebe segunda rodada do FIFA Series de futebol feminino nesta terça-feira (14)

A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe, nesta terça-feira (14.4), a segunda rodada do FIFA Series, com confrontos do futebol feminino internacional. A programação começa...

Sine Estadual oferta mais de 2.537 vagas de trabalho nesta semana

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está ofertando 2.537 vagas de emprego...

Sejus articula ações com instituições para ampliar vagas e fortalecer sistema prisional em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sediou, nesta segunda-feira (13.4), uma reunião institucional com representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e...