domingo, outubro 4, 2026

Hackers violam segurança para forçar ChatGPT a escrever malware

Inteligência artificial é capaz de escrever códigos maliciosos
Unsplash/Markus Spiske

Inteligência artificial é capaz de escrever códigos maliciosos

O ChatGPT promete agilizar uma série de tarefas do dia a dia, como buscar informações, escrever códigos ou redigir e-mails. Ele pode, também, facilitar o desenvolvimento de malwares, golpes e outros ataques. Cibercriminosos estão driblando as restrições e colocando a inteligência artificial para fazer seu trabalho sujo.

A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, colocou algumas barreiras no algoritmo para impedir que ele seja usado para desenvolver programas maliciosos ou campanhas de roubo de informações.

Ao pedir diretamente à inteligência artificial para escrever um e-mail de phishing ou um código de malware, por exemplo, o programa responde que não pode fazer essas tarefas, porque elas são ilegais.

No entanto, cibercriminosos deram um jeitinho para ela executar trabalhos desse tipo.

Telegram e scripts violam segurança do ChatGPT

O laboratório Check Point Research, da empresa de cibersegurança Check Point descobriu duas formas usadas por agentes mal-intencionados.

Uma delas envolve a API do GPT-3, que serve de base para o ChatGPT. Ela não tem as mesmas restrições do programa que ficou famoso nos últimos meses.

A partir dela, os criminosos conseguiram criar um bot de Telegram que se conecta à inteligência artificial, mas não tem as mesmas restrições que ela.

Usando este robô, os pesquisadores da Checkpoint conseguiram pedir que o algoritmo escrevesse uma mensagem se passando por um banco, para ser usada em um e-mail de phishing, e um script que coleta arquivos PDF e os envia para um servidor externo usando FTP.

Os desenvolvedores do bot, inclusive, usam a ferramenta como negócio. As primeiras 20 mensagens são grátis. A partir disso, eles cobram US$ 5,50 por 100 envios.

Esta não é a única forma de driblar a segurança. Os cientistas da Checkpoint Security encontraram, em um fórum online, um script que contorna a segurança do ChatGPT e permite usá-lo como o usuário quiser — até para desenvolver malware.

Se pedir com jeitinho, ele faz

Não é a primeira vez que a Check Point Research pega o ChatGPT criando malware.

Em janeiro de 2023, os pesquisadores encontraram posts em fóruns de hackers que traziam relatos do uso da inteligência artificial para aprimorar códigos, complementar scripts ou até mesmo fazer malwares do zero.

Em resposta, a OpenAI colocou restrições para evitar que a ferramenta fosse explorada dessa forma.

No entanto, nos testes feitos pelo Tecnoblog, foi possível criar um código para abrir o drive de CD — uma brincadeira inofensiva.

Em uma primeira tentativa, o ChatGPT se recusou. Na segunda, ele fez. O que mudou? No primeiro pedido, a palavra “malware” foi usada, mas no segundo, não.

Fonte: IG TECNOLOGIA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Idoso é atingido por três tiros na porta de casa e internado em estado grave no pronto-socorro

Imagens de uma câmara de segurança mostram o momento em que um idoso de 62 anos é seguido por um homem em uma moto...

Jovem é sequestrada por ex-marido, agredida na frente dos filhos e quebra vidro de carro para fugir

Uma jovem de 20 anos que possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, de 52 anos, afirmou ter sido agredida por ele na madrugada deste...

Ex-prefeito afirma que modelo criado por Pivetta em Lucas virou referência no Brasil

A transformação de Lucas do Rio Verde iniciada por Otaviano Pivetta em 1997 foi o exemplo que inspirou o irmão Adriano Pivetta a entrar...

Motociclista em alta velocidade mata jovem atropelado após manobra perigosa e foge do local

Lucas Daniel Souza de Oliveira, de 22 anos, morreu, na madrugada deste domingo (13), após ser atropelado por um motociclista que trafegava em alta...