sábado, outubro 24, 2026

Filha critica internação do padrasto: “Colônia de férias de criminoso”

A biomédica Caroline Fernandes, filha da empresária Gleici Keli Geraldo, morta a facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, classificou como uma “piada de mau gosto” o uso de dinheiro público para custear o tratamento psiquiátrico do acusado, que está internado em uma unidade de saúde em Cuiabá. 

Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto

“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu ela em suas redes sociais no domingo (6).  

As publicações foram feitas após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, divulgar trechos das câmeras de segurança da residência onde ocorreram os ataques, em Lucas do Rio Verde (a 330 quilômetros de Cuiabá).

Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha do casal, então com 7 anos, também foi atacada e atingida por oito facadas. A menina sobreviveu e foi socorrida.

Em uma série de publicações, Caroline questionou a condição psiquiátrica atribuída ao padrasto e apontou comportamentos registrados cerca de 40 minutos antes do crime que, segundo ela, contrariam a tese de insanidade mental.

Ela listou: “Confere o corredor para ver se as vítimas seguem dormindo; escolhe a arma do crime; lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la; anda em círculos tomando coragem”, afirmou. 

Caroline também relatou que, após matar a própria esposa, Daniel teria deixado o cômodo e retornado para atacar a filha. 

“Senta na cama, acorda-a, pede desculpas, abraça e desfere 4 facadas nas costas e outras 4 no peito. E em seguida vai direto onde deixou o telefone, desbloqueia e manda mensagem para o irmão”, escreveu. 

A biomédica ainda apontou o fato de Daniel ter relatado detalhes sobre o crime logo após os acontecimentos e, posteriormente, segundo ela, ter afirmado não se lembrar do que havia feito.

Ela questionou os gastos do Estado com a internação e defendeu que, caso não existam vagas disponíveis em hospital público, o acusado deveria receber tratamento no sistema prisional.

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