segunda-feira, outubro 26, 2026

Falta de medicamentos: Saúde não tem estimativa para abastecimento

Medicamentos estão em falta no Brasil
Reprodução – 23/06/22

Medicamentos estão em falta no Brasil

O Ministério da Saúde não estima quando o abastecimento de medicamentos e de insumos no Brasil estará normalizada. A pasta acompanha a falta de 86 substâncias em todo o país. As informações foram dadas pela cúpula da pasta nesta sexta-feira em entrevista à imprensa, em que apresentou um balanço de medidas já realizadas.

No rol de substâncias em falta, constam antibióticos, antialérgicos, soro fisiológico e contraste iodado. Como O GLOBO mostrou, tanto a pasta quanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) admitem risco de desabastecimento, que se reflete em prateleiras vazias de farmácias e de hospitais.

“Cada caso é um caso. A gente não tem como definir uma data precisa porque cada demanda uma questão específica. Tem a questão de preço, de dificuldade de importação, de produção de insumos… O que a gente vem fazendo é trabalhar a medida regulatória adequada e monitorar se a situação está resolvida ou não. Então, não dá para a gente prever um prazo”, afirmou o secretário-executivo da pasta. Daniel Pereira.

Entre as razões para a escassez, a pasta apontou, em sua maioria, causas globais: lockdown na China — maior polo produtor de insumos, como o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) —, guerra na Ucrânia e escassez de matérias-primas. O ministério também relegou aos estados parte da responsabilidade pela escassez. Na tentativa de reverter o cenário, o governo permitiu a venda acima do teto de preço e zerou a alíquota de importação em alguns casos.

No caso do contraste iodado, a pasta orienta a racionalização do uso diante da escassez global do medicamento. O produto reúne o conjunto de substâncias usado em exames radiológicos para aprimorar a imagem de partes do corpo.

A recomendação consta em diretriz elaborada junto ao Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR). Agora, a previsão é que a oferta do produto só seja normalizada em setembro:

“Não é recomendar o racionamento, mas a racionalização do uso. Isso significa a priorização de procedimentos em pacientes com maior risco, em condições clínicas de urgência e emergência, evitar desperdícios que possam vir a ocorrer e considerar, também, a utilização de outros métodos diagnósticos em substituição aos procedimentos”, declarou a secretária de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Maíra Botelho.

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Fonte: IG SAÚDE

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