A esquerda de Mato Grosso decidiu e ainda nesta quarta-feira (3) vai anunciar a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), como candidata ao Governo do Estado. A decisão foi tomada após o senador Carlos Fávaro (PSD) confirmar que não enfrentará o governador Mauro Mendes (União Brasil) nas urnas.
A federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PV e PCdoB até o fim desta terça-feira (2) não tinha nenhum candidato para fazer oposição a Mendes e após muitas tentativas de encabeçar um nome, os esquerdistas preferiram apostar em uma chapa feminina, já que Mato Grosso nunca foi governado por uma mulher.
A esquerda pode contar com o apoio do PSD, PDT, PSDB, Cidadania e Solidariedade. Havia a possibilidade de que o PP pudesse fazer parte do palanque do candidato à presidência Lula da Silva, no entanto, o presidente interino da sigla, deputado federal Claudio Cajado, vetou a coligação do partido com o PT em todos os estados. Já o PSB ainda aguarda uma decisão nacional, já que a sigla indicou o vice Geraldo Alckmin na chapa do Lula à presidência.
Essa é a primeira vez que a primeira-dama entra em uma disputa eleitoral e de cara enfrentará alguns pesos. O primeiro é que seu filho, o deputado federal Emanuelzinho (MDB), que vai tentar a reeleição, está no palanque de oposição. Segundo é que seu marido, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) é o principal desafeto político do governador Mauro Mendes (União Brasil). Terceiro é que Márcia é alvo de busca e apreensão e está impedida de adentrar a sede da Prefeitura e na Secretaria Municipal de Saúde. Ela é acusada pelo Ministério Público de participar de um esquema de contratações através de cargos comissionados na saúde, para favorecer politicamente o prefeito e o filho.

