quarta-feira, setembro 16, 2026

Entenda por que nem todos os remédios curam doenças

Entenda por que nem todos os remédios curam doenças
Redação EdiCase

Entenda por que nem todos os remédios curam doenças

Vamos refletir sobre alguns assuntos importantes neste contexto. Primeiramente, a singularidade de cada ser humano; em segundo plano, o mercado farmacológico; e, para finalizar, vamos analisar o quanto as pessoas trocam os bons hábitos por facilidades.

Seres humanos são singulares

Já somos cerca de 8 bilhões de habitantes no planeta, e ninguém é igual a ninguém. Nossas individualidades nos colocam num status de “especiais”, não existem cópias, não existem as mesmas vontades, não existem reações idênticas. Se para tudo somos seres diferentes, por que pensamos que o mesmo remédio funcionaria igualmente em todos os organismos?

Nossa estrutura física, nossos sistemas orgânicos e principalmente nosso cérebro não reagem igualmente. Sendo assim, todo remédio deveria ser personalizado para funcionar individualmente e melhor. Mas essa não é a nossa realidade.

Seguindo com nossa reflexão, vejamos a estrutura de produção dos farmacológicos. Seria mais oneroso produzir remédios personalizados, portanto a indústria define as doses das drogas em cápsulas, e todos, ou quase todos, tomam a mesma quantidade. Será que isso é eficiente para a saúde ou para o lucro?

Busca por facilidade prejudica o corpo

Terminando, quero chamar a atenção para a busca do ser humano por facilidades. Que bom seria tomar um remedinho e emagrecer o quanto gostaríamos, que maravilha tomar um comprimido e ver nossas angústias desaparecerem, ou, ainda, que sensacional passar uma pomadinha e instantaneamente perceber as dores sumirem.

Iludidas por essas irrealidades das facilidades, muitas pessoas deixam de movimentar seu corpo , escolher alimentos mais saudáveis, buscar ajuda psicológica, compartilhar carinho, amor e dosar seu tempo entre o trabalho e a vida familiar, social e pessoal. Isso, por sua vez, prejudica a sua saúde.

Afeto também é remédio

Assim, acredito que existam doenças que não são curáveis por remédios, mas são tratadas por um abraço, por uma frase de amor, por uma caminhada despretensiosa, por um gesto de caridade ou, até mesmo, por uma identificação consciente de que nossas limitações e fragilidades fazem parte de nós. Os caminhos dos bons hábitos nem sempre são os mais fáceis, mas certamente serão os mais eficientes e singulares. Experimente.

Texto originalmente publicado na Revista Bicicleta (Edição 129).

Por Anderson do Prado-Pinduca

Psicanalista e personal trainer

Fonte: IG SAÚDE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Idoso é atingido por três tiros na porta de casa e internado em estado grave no pronto-socorro

Imagens de uma câmara de segurança mostram o momento em que um idoso de 62 anos é seguido por um homem em uma moto...

Jovem é sequestrada por ex-marido, agredida na frente dos filhos e quebra vidro de carro para fugir

Uma jovem de 20 anos que possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, de 52 anos, afirmou ter sido agredida por ele na madrugada deste...

Ex-prefeito afirma que modelo criado por Pivetta em Lucas virou referência no Brasil

A transformação de Lucas do Rio Verde iniciada por Otaviano Pivetta em 1997 foi o exemplo que inspirou o irmão Adriano Pivetta a entrar...

Motociclista em alta velocidade mata jovem atropelado após manobra perigosa e foge do local

Lucas Daniel Souza de Oliveira, de 22 anos, morreu, na madrugada deste domingo (13), após ser atropelado por um motociclista que trafegava em alta...