A federação composta pelos partidos PT, PV e PCdoB vive uma celeuma decorrente da incessante busca por um candidato que faça oposição ao governador Mauro Mendes (União Brasil) nas eleições de outubro. Os nomes de pré-candidatos ao Governo e ao Senado Federal, que deveriam ter sido consolidados no último mês, continuam indefinidos e nas vésperas do início das convenções partidárias, surgem dois fatos novos adiando ainda mais a decisão do grupo.
Emanuel Pinheiro (MDB), José Roberto Stopa (PV), Zé do Pátio (PSB), Domingos Sávio (PT), Maria Lúcia Cavalli (PCdoB) foram alguns dos nomes colocados como pré-candidatos da federação para disputar a cadeira de chefe do Executivo.
No Senado, Márcia Pinheiro (PV), Enelinda Scalla (PT) e Aluísio Arruda (PCdoB).
Acontece é que agora o deputado federal Neri Geller (PP) e o ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (MDB) demonstraram interesse em fazer parte do palanque do pré-candidato a presidência, Lula da Silva (PT), em Mato Grosso. O primeiro que ser senador da República, já o segundo governador do Estado.
A aproximação não tem agradado a todos, a exemplo do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que já se manifestou contrário ao acolhimento de Neri Geller como o pré-candidato ao Senado da federação, por acreditar que o federal é apenas mais um representante do agro e não do trabalhador, como defende os princípios do partido petista.
Com isso, a decisão ficará para o próximo dia 15. Basta que o grupo entre em acordo. As convenções partidárias terão início no dia 20 e seguem até o dia 5 de agosto.

