O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e mais duas pessoas estão sendo investigados pela Polícia Federal de Rondonópolis por difamação na propaganda eleitoral, nas eleições de 2018, contra o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), que na época disputava um cargo no Senado Federal.
Cattani, Ângela Maria Marques e Dilson Lira dos Anjos foram identificados como autores da publicação e compartilhamento de um vídeo difamatório que tinha o objetivo de prejudicar a candidatura de Sachetti. No conteúdo, o então ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) e o então presidente Michel Temer (MDB) também eram atacados como políticos do mesmo “balaio de quem não presta” e como “sócio e compadre de todas as horas e esquemas”. Além disso, o deputado foi chamado de ineficiente e acusado de cuidar apenas de seus interesses e dos interesses do grupo Amaggi.
Sachetti entrou na Justiça por quebra de sigilo telefônico dos aplicativos de redes sociais Whatsapp e Facebook e descobriu que o vídeo foi publicado por Ângela e compartilhado por Dilson e Cattani. Na época Cattani era candidato a deputado estadual pelo PSL, mas conseguiu apenas o cargo de suplente do deputado Sílvio Fávero (PSL), que veio a falecer em decorrência da Covid-19.
O inquérito tramita nas mãos do juiz Wanderlei José dos Reis, da 46ª Zona Eleitoral de Rondonópolis e a audiência preliminar de transação penal está marcada para o dia 14 de julho. Transação Penal é quando o réu aceita cumprir pena antecipada de multa ou restrição de direitos para que o processo seja arquivado.

