terça-feira, abril 28, 2026

CPI do MEC: ‘Investigação está sob forte ameaça’, diz Randolfe

Randolfe Rodrigues fala sobre o pedido de abertura da CPI do MEC
Reprodução / CNN Brasil – 28/06.2022

Randolfe Rodrigues fala sobre o pedido de abertura da CPI do MEC

Após protocolar o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de corrupção na gestão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que as investigações estão “sob forte ameaça”.

“Desde a semana passada, é de conhecimento de todos, em áudio do próprio senhor Milton Ribeiro, de que o presidente da República interveio de forma clara para impedir que a investigação avançasse em um claro crime, conforme o código penal, de obstrução às investigações e de uso de informações privilegiadas”, disse Randolfe em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (28).

“Além disso, outros elementos necessitam ser investigados por essa CPI e outros elementos dão conta que a investigação em curso por parte do Ministério Público Federal e da Polícia Federal está sob ameaça.”

Aos jornalistas, Randolfe questionou o motivo de, mesmo tendo uma aeronave disponível no dia da prisão de Ribeiro , ele não ter sido transferido para Brasília , “como deveria ocorrer conforme quaisquer programações de ações dessa natureza da parte da Polícia Federal”, afirmou.

“É necessário perguntar por que até o dia de hoje não houve respostas sobre apreensão do celular do senhor Milton Ribeiro? porque até o dia de hoje o celular do senhor Milton Ribeiro não foi devolvido?”, indagou o senador, dizendo também que, segundo as informações que se tem até o momento, “está sendo organizada uma ação” para substituir o delegado da PF Bruno Calandrini da condução das investigações.

PF determinou abertura de apuração sobre “eventual interferência” no inquérito contra o ex-ministro após Calandrini escrever uma mensagem a colegas dizendo ter havido “interferência” do órgão na operação que prendeu Ribeiro. Ele citou como exemplo o fato de, após a prisão, o ex-ministro não ter sido transferido de São Paulo para a carceragem da PF no Distrito Federal, como determinado pela Justiça.

Randolfe afirmou que, em “circunstâncias normais”, não seria necessário abrir uma CPI para a apuração do caso, mas que essa investigação está “sob ameaça e intervenção do senhor presidente da República e do senhor ministro de Estado de Justiça”.

*Em atualização

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Fonte: IG Política

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