sexta-feira, abril 24, 2026

Conheça os ricos de cortar o remédio ao meio

Conheça os ricos de cortar o remédio ao meio
Redação EdiCase

Conheça os ricos de cortar o remédio ao meio

Prática comum pode prejudicar o tratamento de doenças e provocar até intoxicação

Há pessoas que costumam cortar o comprimido ao meio, seja para tomar a metade da medicação ou para facilitar a ingestão. Porém, esse tipo de prática é contraindicada. Além de prejudicar o tratamento do paciente, isso pode colocar a saúde em risco.

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Estudo sobre corte de comprimidos

Em um estudo divulgado pela Universidade Católica de Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi descoberto que, além dos riscos à saúde, isso pode provocar até intoxicação. O remédio analisado foi o diurético mais receitado para hipertensão no país. Durante os testes, foram partidos 750 comprimidos.

Em nenhum deles as duas metades tinham a mesma quantidade do princípio ativo, que é a substância que age no organismo. A diferença, de acordo com a pesquisa, chegou a 15%, ou seja, um dos pedaços faz menos efeito que o outro.

O que diz a Anvisa?

De acordo com uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) , de 2003, os comprimidos revestidos, medicamentos com liberação controlada, cápsulas, drágeas e pílulas não podem ser partidos. Inclusive, essas são informações que devem constar na bula dos remédios.

Por que dividir o comprimido ao meio prejudica o tratamento?

De acordo com o farmacêutico Ademir Valério, presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, os comprimidos partidos ao meio ou em 4 partes, podem prejudicar o tratamento porque as partes após o corte não são idênticas, o que acarreta diferenças no conteúdo de medicamentos em cada uma das partes. Também pela possibilidade de haver perdas, quando o comprimido pode “esfarelar” não garantindo as doses de cada tomada.

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Comprimidos que podem ou não ser divididos

Ainda segundo o farmacêutico Ademir Valério, os comprimidos sulcados, aqueles que têm uma marca no meio, teoricamente poderiam ser divididos se os usuários possuíssem um instrumento de corte específico para esta finalidade, mas, mesmo assim, a Anvisa não recomenda a quebra.

Comprimidos sem sulcos, de forma alguma devem ser partidos. Comprimidos que tecnicamente são preparados pela indústria para liberarem os ativos de forma gradual (liberação controlada) também não podem ser partidos por modificar a disponibilidade da substância química ativa. As drágeas, que têm camada rígida para proteção do conteúdo, não podem ser partidas, por comprometer a integridade do medicamento da composição.

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Fonte: IG SAÚDE

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