segunda-feira, junho 15, 2026

Bilionários russos reagem a sanções após invasão à Ucrânia


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Bilionários russos reagem a sanções após invasão à Ucrânia
Reprodução Twitter

Bilionários russos reagem a sanções após invasão à Ucrânia

A estratégia de asfixiar a economia russa vem atingindo não só o governo e as empresas do país, como também a elite financeira. Após a invasão à Ucrânia, o Ocidente  tem aplicado sanções contra os oligarcas russos — termo usado para se referir aos mais ricos que passaram a ganhar prestígio após o fim da União Soviética — acusados de atuar em prol dos interesses de Vladimir Putin.

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Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido proibiram magnatas russos de acessar ativos ou realizar transações financeiras. Na prática, a medida congela dinheiro e bens pessoais dos atingidos.

Entre os sancionados, estão o próprio presidente russo, Vladimir Putin, além de Mikhail Fridman, que controla o principal banco privado da Rússia; Igor Sechin, presidente da Rosneft, maior produtora de petróleo do país; e Alexei Mordashov, o homem mais rico da Rússia.

Medidas semelhantes já haviam sido aplicadas durante a anexação da Crimeia, em 2014.

Na última terça (1º), o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que estava trabalhando em conjunto com aliados europeus para confiscar iates, apartamentos de luxo e jatos particulares da elite russa.

No dia seguinte, o Departamento de Justiça norte-americano anunciou a criação de uma força-tarefa para perseguir bilionários que teriam ajudado Putin na invasão à Ucrânia.

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Ontem (3), o país decidiu ampliar o número. Agora, 19 oligarcas e 47 parentes adicionados à lista estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. Todos serão cortados do sistema financeiro americano e seus bens no país serão confiscados.

O que os bilionários estão fazendo para driblar as sanções

Temendo as sanções, os magnatas optaram por mover seus iates para as Maldivas, na Ásia Meridional, que não tem tratados de extradição com os EUA. Nesta semana, pelo menos cinco barcos de luxo foram rastreados na região.

Um deles era o iate Clio, propriedade de Oleg Deripaska, fundador da gigante de alumínio Rusal, sancionada pelos Estados Unidos.

Na França, autoridades  informaram terem apreendido um iate ligado ao oligarca Igor Sechin, presidente-executivo da Rosneft. Sechin foi vice-primeiro-ministro da Rússia de 2008 a 2012.

Ainda não há informações sobre jatinhos confiscados, mas eles também estão sendo movidos para países neutros. Estão sendo monitorados,  inclusive pelo estudante Jack Sweeney, de 19 anos, que ficou conhecido por rastrear os voos de Elon Musk, dono da Tesla.

O russo Roman Abramovich, dono do Chelsea,  anunciou que colocará o time de futebol à venda e que pretende doar todo o dinheiro para as vítimas da guerra na Ucrânia.

Por fim,  com a exclusão da Rússia do Swift, maior sistema de transações bancárias do mundo, e a  consequente instrasação do rublo,  empresas russas estão recorrendo a bancos chineses para movimentar valores.

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