sexta-feira, outubro 23, 2026

Após ter transferência de domicílio barrada, futuro de Moro é incerto


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Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
Rafael Cautella/Lide Ribeirão Preto

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública

Uma semana após ter a transferência de seu domicílio eleitoral para a capital paulista barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o ex-juiz Sergio Moro permanece com seu futuro político incerto no União Brasil.

O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) marcou para esta terça-feira, às 11h, em Curitiba, um pronunciamento ao lado de dirigentes da legenda, como o presidente Luciano Bivar e o vice-presidente Antônio Rueda. No entanto, lideranças do partido ouvidas pelo GLOBO afirmam que ainda não há qualquer definição sobre os próximos passos de Moro na política.

A pessoas próximas, o ex-juiz tem indicado preferência pela disputa ao Senado, concorrendo assim contra o senador e seu ex-aliado Alvaro Dias, do Podemos.

Em São Paulo, Moro havia anunciado a pré-candidatura como senador, mas dirigentes disseram ao GLOBO que ele estava “praticamente convencido” a disputar a Câmara, ideia defendida por integrantes do diretório paulista desde a filiação do ex-juiz, em 31 de março.

Mesmo com o domicílio eleitoral mantido em Curitiba, quadros internos da sigla, como o deputado e vice-presidente do União Brasil Junior Bozzella (SP), continuam defendendo publicamente uma pré-candidatura à Câmara Federal. A avaliação é que Moro não teria dificuldades de se eleger e poderia atuar também como um puxador de votos, ajudando a ampliar a bancada do partido no Congresso.

O martelo deve ser batido apenas após divulgação de uma pesquisa interna encomendada pelo União Brasil, na qual o partido testa o nome de Moro em três cenários: deputado federal, senador e governador do Paraná — sendo o último cargo considerado pouco provável por interlocutores de Bivar, já que, no Paraná, a legenda apoia a reeleição do governador Ratinho Júnior (PSD).

Dirigentes da sigla ouvidos reservadamente acreditam que o ex-juiz teria dificuldades de emplacar a candidatura ao Senado porque o diretório estadual é presidido por Felipe Francischini, apoiador de Bolsonaro.

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