sábado, outubro 24, 2026

Dois humanos com morte cerebral recebem coração de porco nos EUA

Dois xenotransplantes foram realizados com sucesso nos EUA
Divulgação/NYU Langone Health

Dois xenotransplantes foram realizados com sucesso nos EUA

Uma equipe do NYU Langone Health, centro médico acadêmico localizado nos Estados Unidos, realizou com sucesso dois transplantes de corações de porcos geneticamente modificados em humanos recentemente falecidos.

As duas pessoas que receberam os transplantes, Lawrence Kelly, de 72 anos, e Alva Capuano, de 64 anos, faleceram de morte cerebral e foram mantidos em suportes ventilatórios.

Os procedimentos aconteceram nos dias 16 de julho e 6 de julho e, de acordo com os médicos e cientistas envolvidos no processo, o sucesso indica um grande avanço para determinar se órgãos de animais podem ser modificados e usados em humanos que precisam de transplante.

Após as cirurgias, conhecidas na medicina como xenotransplantes, não foram observados sinais de rejeição precoce em nenhum dos órgãos, e os corações funcionaram normalmente. 

“Este é o primeiro passo no desenvolvimento de uma compreensão profunda dos aspectos mecânicos, moleculares e imunológicos do transplante de xenocoração e a viabilidade de utilizar a prática clínica padrão e ferramentas para fazê-lo”, destacou o Dr. Alex Reyentovich, diretor médico de transplante cardíaco e diretor do programa avançado de insuficiência cardíaca da NYU Langone, em comunicado .


De acordo com os pesquisadores, os corações de porco tinhamum total de 10 modificações genéticas, entre elas, 4 para previnir a rejeição e o crescimento anormal dos órgãos nos humanos.

Segundo Nader Moazami, diretor cirúrgico de transplante cardíaco no Instituto de Transplantes Langone da NYU, a ideia dos envolvidos nas pesquisas é confirmar que os ensaios clínicos podem avançar utilizando as modificações genéticas em práticas de transplante já testadas e comprovadas.

“Nosso objetivo é integrar as práticas usadas em um transplante cardíaco típico e cotidiano, apenas com um órgão não humano que funcionará normalmente sem ajuda adicional de dispositivos ou medicamentos não testados”, afirmou.

Os dois transplantes seguiram procedimentos utilizados para fazer o primeiro xenotransplante da história, realizado em janeiro deste ano. O homem de 57 anos, contudo, morreu em março devido a insuficiência cardíaca .

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Fonte: IG SAÚDE

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