quarta-feira, outubro 7, 2026

Brasil é um dos países mais afetados por ataques de hackers


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Ataques hackers são comuns no Brasil
Unsplash/Mika Baumeister

Ataques hackers são comuns no Brasil

O Brasil está entre os cinco países mais afetados por ataques hackers de ransomware — tipo de vírus que promove o sequestro de dados de pessoas e empresas. Em geral, os cibercriminosos que promovem a invasão pedem um resgate para devolver o acesso e podem até paralisar as operações das companhias.

Considerando os cinco países mais afetados, 47% de ataques de ransomware impactaram organizações instaladas nos Estados Unidos. Em seguida, aparecem Itália (8%), Austrália (8%), Brasil (6%) e Alemanha (6%).

O levantamento aponta um aumento anual de 107% nos ataques de ransomware e de 33% de volume de invasões e extorsões. A pesquisa mostra ainda que não apenas os ataques estão aumentando, mas que 20% dos custos associados a todos os incidentes eram atribuídos a prejuízos na reputação das marcas das empresas e ao temor de vazamento de dados dos clientes e consumidores.

Segundo a Accenture — multinacional de consultoria de Gestão e Tecnologia da Informação — , para muitas organizações, o ransomware é visto como um problema tecnológico ou de segurança, e não uma questão a ser enfrentada pela empresa, para o negócio.

Paralisação das operações

A questão é que em muitos casos de invasão a empresa pode ser obrigada a paralisar suas operações por cerca de três semanas. Esta foi a média de tempo constada para uma recuperação parcial. Na maioria dos casos, no entanto, a recuperação total demorou cerca de 60 dias.

De acordo com a consultoria, as empresas podem se recuperar mais rapidamente dependendo da resposta após a ocorrência de um ataque. Uma resposta adequada a um ataque de ransomware e uma extorsão deverá ser tratada como um risco de negócio que exige priorização de uma gestão de crises efetiva.

A Accenture destaca que o primeiro passo é documentar todo o ocorrido. Depois, é preciso seguir um roteiro de decisão durante a crise, que pode ajudar organizações a se preparar melhor e acelerar as respostas.

“Empresas que estejam preparadas para o ataque, conseguem detectar e parar um ataque desses em horas com pouco ou nenhum prejuízo. As empresas que não estão preparadas podem levar semanas ou meses para voltar à normalidade”, destaca André Fleury, diretor executivo da Accenture para Cibersegurança na América Latina.

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