A operação Descobrimento da Polícia Federal, que desarticulou uma quadrilha que praticava tráfico internacional de drogas, foi tema de uma reportagem no programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (24). Sete pessoas foram presas, dentre elas o ex-secretário do Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nilton Borges Borgato e o ex-assessor especial do governo Silval Barbosa, Rowles Magalhães.
A Polícia Federal contou com a ajuda da polícia português, da Interpol e da Agência Americana Antidrogas.
Uma doleira conhecida da Justiça, Nelma Kodama, também tinha importante participação no esquema. Em 2014 ela foi condenada e presa na operação Lava Jato, quando tentava fugir do Brasil com 200 mil euros escondidos na calcinha.
A investigação teve início em fevereiro de 2021, quando a Polícia Federal da Bahia encontrou mais de meia tonelada de cocaína em um jato de luxo, que pertence a empresa portuguesa Omni, de taxi aéreo, da qual Rowles é sócio.
De acordo com a polícia, Nilton Borgato fazia parte do primeiro escalão e seria o responsável pela aquisição da droga junto ao fornecedor e pela entrada da mercadoria na Europa. Além disso, ele facilitava a entrada de drogas vinda da Bolívia para Mato Grosso e coordenava a chegada de entorpecentes até São Paulo. Seu apelido na organização era Índio.
Borgato pediu afastamento do cargo de secretário em março deste ano para disputar as eleições 2020. Ele é pré-candidato a deputado federal pelo PSD.
Rowles Magalhães também era do primeiro escalão da organização e foi preso em São Paulo. Em sua residência foram encontrados artigos de luxo como relógico, bolsas, diamantes e até pele de onça. Ele já havia sido condenado por crimes de estelionato e improbidade administrativa.
Ricardo Agostinho, Marcelo Mendonça de Lemos e Cláudio Rocha também comandavam o esquema. Ao todo foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Também foram decretadas medidas patrimoniais de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueis de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

