quarta-feira, outubro 7, 2026

Iniciativa privada demonstra interesse em apoiar projeto em Alto Taquari


A segunda fase do projeto de Interiorização do Água para o Futuro, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros no município de Alto Taquari, a 488 Km de Cuiabá, poderá contar com apoio da iniciativa privada. Na quarta-feira (06), integrantes do Grupo Atvos, que atua na produção e comercialização de etanol, açúcar VHP e energia elétrica através da cana-de-açúcar e da biomassa, se reuniram com a promotora de Justiça Ludmilla Evelin de Faria Sant’Ana Cardoso para discutir o assunto.

“Por iniciativa do próprio Grupo Atvos, avalizado pelo Programa Renova Bio, agendamos um encontro para apresentação dos projetos Água para o Futuro e Reconstruindo Sonhos. Ficou definido que será submetida à diretoria do grupo a possibilidade da Atvos contribuir patrocinando a segunda fase do projeto Água para o Futuro em Alto Taquari, além de doar as mudas que serão requeridas nos Programas de Recuperação de Áreas.

Ela destaca que esse tipo de interação com a iniciativa privada abre possibilidades para que o Ministério Público encontre outras formas de suporte para as ações desenvolvidas em prol da coletividade. “O interesse do grupo pelo projeto surgiu após a participação de colaboradores da empresa em um dos cursos de capacitação promovido pela equipe do projeto Água para o Futuro. Além da possibilidade de parcerias na execução do projeto, também iniciamos discussões no sentido de que o grupo Atvos, além de manter a política de exclusão das Áreas de Preservação Ambiental das áreas arrendadas, pois não podem ser exploradas, insira em sua política de escolhas de áreas a serem arrendadas apenas propriedades que tenham nascentes protegidas e/ou em recuperação”.

Explicou que “em razão das determinações legais, os contratos de arrendamento excluem as áreas de APP e de reserva legal do cômputo da área a ser explorada, porém é importante que a empresa pense além dessa determinação legal e conheça a realidade de toda a propriedade rural (e não apenas a parte que interessa a ela), tendo ciência, inclusive, da existência do estado das nascentes existentes na propriedade. Essa estratégia é importante para que o proprietário rural seja estimulado a cumprir suas responsabilidades ambientais, notadamente no que diz respeito à proteção de nascentes. Este tipo de ação fomenta a cultura de proteção ambiental, tão necessária nos dias atuais”.

Fonte: MP MT

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