sexta-feira, junho 12, 2026

Tratamento para calvície pode melhorar a autoestima

Tratamento para calvície pode melhorar a autoestima
Redação EdiCase

Tratamento para calvície pode melhorar a autoestima

Os procedimentos estéticos estão evoluindo constantemente e, cada vez mais, é possível amenizar imperfeições e realçar a beleza. Apesar de esse mercado ter um apelo totalmente voltado à aparência física, existem outros ganhos que os tratamentos podem oferecer, como a melhora da autoestima.

A calvície é o pesadelo de muitas pessoas, e existem diversos fatores que podem desencadeá-la além da genética – por exemplo, doenças autoimunes, cicatrizes, uso de bonés e chapéus, medicamentos, entre outros. Porém, o problema vai além da perda de cabelo, perde-se também a autoconfiança.

Como a calvície afeta a saúde mental?

Segundo uma pesquisa publicada no Journal Cosmetic Dermatology, pacientes que sofrem com calvície e problemas relacionados à saúde mental, entre eles, a depressão e a ansiedade, sentiram uma melhoria em relação ao transtornos, após o transplante capilar.

“A perda de cabelo pode afetar a forma como a pessoa enxerga a vida, impactando várias esferas, desde a profissional, a social [até] a amorosa”, afirma o médico tricologista Julio Pierezan, especialista em transplante capilar, que também já sofreu com a condição aos 18 anos.

“Eu tinha muita vergonha de quem era por conta da minha calvície. Minha autoestima era muito baixa. Até que resolvi fazer o transplante capilar. Foi nesse momento que escolhi ser um especialista nessa área para ajudar as pessoas. Sem contar que a minha vida mudou positivamente”, relembra.

A conclusão que chegou a pesquisa, realizada com 35 homens, foi que a cirurgia de transplante capilar melhorou os resultados psicossociais dos pacientes afetados e eles experimentaram menos solidão, ansiedade e tristeza após a cirurgia.

Como identificar os sinais da calvície?

Nem sempre é tão simples, pois a progressão pode ser bem lenta, dificultando a visualização da perda de cabelo . Quando o assunto é alopecia androgenética, aquela que é causada por alterações genéticas, os primeiros sintomas tendem a surgir no fim da adolescência/no início da vida adulta. Neste caso, costuma ocorrer o aprofundamento das entradas ou o afinamento dos fios. Porém, esse processo pode levar anos.

Quando o problema é causado por fatores externos, a evolução tende a ser mais rápida, facilitando o diagnóstico. Em todo caso, assim que o paciente notar qualquer mudança, não só a queda, mas a rarefação e até uma certa transparência do couro cabeludo, o ideal é buscar ajuda de um profissional para uma avaliação.

Como funciona o tratamento para a calvície?

Muitos desconhecem os procedimentos e acabam não buscando ajuda após o início da rarefação dos fios ou quando estão com as famosas entradas. Essa progressão da queda , às vezes, têm um impacto tão negativo nos pacientes que pode fazer com que as pessoas recorram a uma série de soluções. Contudo estas, em vez de melhorarem o problema, tendem a tornar o indivíduo ainda mais dependente e inseguro, como uso de chapéus, bonés, micropigmentação e maquiagens temporárias.

“É preciso falar abertamente sobre o problema e entender que não há motivos para se envergonhar. Somente por meio dessa postura vamos conseguir romper preconceitos que causam tanto sofrimento às pessoas. Não é errado querer mudar algo em você, desde que os motivos dessa escolha sejam genuinamente seus. Ou seja, se isso te fará se sentir melhor, vá em frente”, aconselha o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC) e da World FUE Institute.

Os tratamentos vão variar de acordo com a necessidade do paciente. Em alguns casos, é possível usar apenas medicamentos via oral e de uso tópico. Entretanto, o transplante capilar entra quando as falhas são visíveis e/ou já não há mais cabelo. “Retiramos os fios de uma região doadora, que não é suscetível ao hormônio da calvície, e implantamos na outra”, conta o especialista.

Pessoas carecas podem fazer implante capilar?

De acordo com Julio Pierezan, os pacientes que possuem uma perda muito grande e não têm fios suficientes para doar de uma área para outra não podem recorrer a parentes/amigos. Neste caso, ele recomenda a técnica chamada body hair transplant . Ela utiliza pelos extraídos de outras partes do corpo, como do peitoral e da barba para implantar no couro cabeludo.

“Assim como no caso do transplante convencional, os resultados são definitivos e os fios implantados não sofrem afinamento, mas eles podem cair eventualmente devido a quadros de estresse, doenças e uso de medicamentos. Mas, em condições normais, isso não se aplica”, conclui o especialista.

Por Ana Marigliani

Fonte: Mulher

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