domingo, abril 19, 2026

7 mitos e verdades sobre o estilo de vida vegano

7 mitos e verdades sobre o estilo de vida vegano
Redação EdiCase

7 mitos e verdades sobre o estilo de vida vegano

Em 1 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Veganismo. A data foi escolhida em 1994, por Louise Wallis (na época, presidente da Vegan Society da Inglaterra), para homenagear o 50º aniversário da fundação do movimento.

O veganismo é uma filosofia de vida que busca excluir todas as formas de crueldade e exploração animal, seja na alimentação, nos cosméticos, no vestuário etc. É um movimento que tem crescido cada vez mais no Brasil e no mundo. Entretanto, ainda é um assunto que costuma gerar muitas dúvidas. Por isso, confira abaixo os principais mitos e verdades sobre o tema.

1. A dieta vegana é sempre saudável ?

Mentira. A dieta vegana também pode contar com muitos alimentos ultraprocessados. “Muitos desses produtos produzidos a partir de plantas, especialmente as carnes, são considerados alimentos ultraprocessados, isto é, são formulações industriais fabricadas a partir de substâncias extraídas ou derivadas de outros alimentos (no caso, as plantas) e sintetizadas em laboratório (corantes, aromatizantes, conservantes e aditivos)”, diz a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Cuidado com o consumo de alimentos processados

Conforme explica a Dra. Marcella Garcez, se a sua dieta, mesmo que vegana, for baseada no consumo de produtos processados ela também pode ocasionar problemas de saúde. “Então, é importante prestar atenção ao que você está comprando e entender como aquele produto foi fabricado e o que traz em sua composição. Mas a melhor opção para aqueles que desejam abandonar os produtos de origem animal de maneira realmente saudável é apostar nas preparações caseiras de alimentos vegetais in natura”, explica.

2. Não comer carne causa queda de cabelo?

Mentira. Se bem estruturada, a dieta vegana não interfere na saúde e crescimento dos fios, destaca a Dra. Jaqueline Zmijevski, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Fellow em Tricologia pela Associação Médica Brasileira (AMB). “No entanto, falta de proteínas, ferro, zinco e vitaminas podem ocasionar eflúvio telógeno, ou seja, a queda dos fios “, explica.

A vitamina B12 é uma preocupação, pois a sua deficiência é uma das principais causas de queda capilar em veganos e vegetarianos. “Nesse caso, suplementos orais ou alimentos enriquecidos podem ajudar. Ambos utilizam vitamina B12 produzida a partir de cultura de bactérias em laboratório”, conta a médica.

3. Veganos devem consumir suplementos alimentares?

Verdade. Segundo a Dra. Marcella Garcez, geralmente é possível que uma dieta baseada no consumo de vegetais, ou exclusivamente composta de vegetais, desde que bem planejada, conte com todos os nutrientes necessários à manutenção da saúde do organismo. “Porém, podem ocorrer carências e algumas são mais frequentes nos casos de pessoas vegetarianas e veganas, como as carências de proteínas, vitamina B12, cálcio e ferro”, explica a médica.

4. Alimentação vegana é benéfica para os rins?

Verdade. Esse tipo de dieta oferece benefícios aos rins, de acordo com a médica nefrologista Dra. Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. “Uma alimentação baseada em verduras, legumes e grãos está associada à diminuição de fatores de risco relacionados à doença renal “, afirma.

Segundo ela, isso ocorre porque há um maior aporte de fibras e antioxidantes na alimentação. “Esses nutrientes ajudam o corpo contra componentes inflamatórios e o estresse oxidativo. Além disso, a dieta vegana reduz o risco de hipertensão, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica – três problemas que são altamente relacionados com doenças renais”, explica.

Alimentação deve ser saudável e equilibrada

A médica, entretanto, ressalta que existem algumas excessos quanto a esse benefício. “Devemos ressaltar, sempre, que esse tipo de benefício não se aplica àqueles pacientes que mantêm um alto consumo de alimentos ultraprocessados, principalmente os ricos em sódio e aditivos químicos alimentares, que estão relacionados à inflamação. O planejamento de uma dieta vegana requer muitos cuidados e a consulta com um profissional é fundamental”, acrescenta a Dra. Caroline Reigada.

5. Alimentação vegana afeta a fertilidade?

Depende. Segundo o Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita, se você consome alimentos ricos em nutrientes, a alimentação não pode interferir na fertilidade.

“De uma forma geral, temos que pensar em ofertar os nutrientes adequados para o organismo, sejam eles de origem animal ou vegetal. Quando a dieta fornece os macros e micronutrientes necessários, não há interferência alguma da alimentação para dificultar a concepção de um filho”, explica o médico. “No entanto, se houver, por exemplo, baixa ingestão proteica ou de ômega 3, isso pode afetar a qualidade do óvulo”, acrescenta o médico.

6. Procedimentos estéticos são mais eficazes em pessoas veganas?

Mentira. Segundo a Dra. Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS, todo procedimento estético para bioestímulo de colágeno depende de ingestão adequada de proteína para síntese de colágeno e elastina. “Portanto, para esses pacientes, o importante é ter consumo de proteína vegetal combinada, oferecendo aminoácidos essenciais necessários para a formação de colágeno e elastina”, afirma.

7. Cosméticos veganos não são eficazes?

Mentira. Não há nenhuma definição oficial para cosméticos veganos, mas esses produtos normalmente são classificados como cosméticos que não possuem ingredientes e subprodutos de origem animal e que também não são testados em animais, segundo Maria Eugênia Ayres, farmacêutica e gestora técnica da Biotec Dermocosméticos.

“Os benefícios dos cosméticos veganos são os mesmos que os tradicionais. Eles ajudam a hidratar, retardar sinais de envelhecimento e fazer tudo aquilo que os convencionais fazem, mas sem utilizar produtos de origem animal. Para isso, utilizam equivalentes químicos e vegetais, garantindo os cuidados da pele e da beleza”, garante Maria Eugênia.

Por Maria Claudia Amoroso

Fonte: IG SAÚDE

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