quarta-feira, abril 22, 2026

35% das mulheres têm medo de engravidar e perder o emprego

 Dados do IBGE mostra que 71,9% dos postos de trabalho perdidos em 2020 eram ocupados por mulheres
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Dados do IBGE mostra que 71,9% dos postos de trabalho perdidos em 2020 eram ocupados por mulheres

Pesquisa feita pela Empregos.com revela que 35% das mulheres ouvidas têm medo de perder o emprego após engravidar. Segundo a diretora da Fundação Mulheres Aceleradas, Larissa DeLucca, apesar de o Brasil ter leis de proteção às mulheres, elas ainda não impedem completamento que as mulheres com filhos sejam marginalizadas no mercado de trabalho.

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“Essa insegurança acontece porque, mesmo que hajam leis que impeçam a demissão delas por gravidez, as demissões ainda são recorrentes no Brasil. O medo é de engravidar e perder o seu sustento por ser demitida, não conseguindo garantir a sua sobrevivência nem a de seu vindouro filho. Em um mercado que é estruturalmente masculino, a mulher ter que se ausentar por alguns meses pela gravidez significa uma grande perda na competição com seus colegas homens, que são beneficiados por diferenças que não dizem nada sobre o desempenho profissional”, avalia a profissional. 

Além das voluntárias, o levantamento também ouviu 610 profissionais do gênero feminino, que apontam que os problemas paras as mulheres começam bem antes da gestação. Já nas entrevistas de emprego, as empresas se mostram contrárias às mulheres que desejam ser mães. Essa realidade também é mostrada pelas respostas das entrevistadas, 45% das mulheres já participaram de processos seletivos com salários diferentes para homens e mulheres e 34,3% tiveram dificuldade de conseguir emprego por serem mães. 

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Larissa aponta que um dos principais erros das políticas de proteção às mulheres é a falta de uma fiscalização mais rigorosa nas empresas. Já que não adianta muito criar leis que serão ignoradas. 

“Atualmente, as medidas criadas são o bastante e muito importantes para proteger mulheres grávidas, no entanto, o principal erro está na fiscalização da garantia desses direitos. Não basta existir a lei, deve haver constante fiscalização para garantir, por exemplo, a licença maternidade e que a funcionária não seja prejudicada pela licença, quando o descumprimento for constatado, as represálias devem ser severas por parte do estado”, argumenta DeLucca. 

Outro fator apontado pela especialista é o cultural. Segundo ela, a cultura do machismo sustenta a ideia de que o papel das mulheres é unicamente no ambiente doméstico e de criação dos filhos, não conseguindo seguir uma carreira profissional tão competente como qualquer homem.  

“Tem motivações culturais que também contribuem para esse medo. Historicamente, faz pouco tempo que o papel da mulher na sociedade era apenas de criar os filhos e cuidar da casa, esse pensamento ultrapassado segue introjetado em uma sociedade que segue com ideais machistas e impeditivos para as mulheres”, conclui Larissa.

Fonte: IG Mulher

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