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	<title>Arquivos samanta - FATO MT</title>
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	<title>Arquivos samanta - FATO MT</title>
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		<title>Samanta Lopes: Agosto, mês da Filantropia Afro, de negros para negros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Aug 2022 11:10:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Reprodução Agosto &#8211; mês da Filantropia Afro, de negros para negros Agosto é mês de celebrar a filantropia entre negros. E, para explicar um pouco, busquei a fala de uma das fundadoras do movimento nos Estados Unidos: ‘Não somos vítimas da História’, diz Jacqueline Bouvier Copeland, PhD em Antropologia. A iniciativa promove ações filantrópicas de [&#8230;]</p>
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<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/04/ew/8x/04ew8xq1clovs9n85f7fy4k32.jpg" width="906" height="509" alt="Agosto - mês da Filantropia Afro, de negros para negros" title="Agosto - mês da Filantropia Afro, de negros para negros"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Reprodução</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">Agosto &#8211; mês da Filantropia Afro, de negros para negros</div>
</figcaption></figure>
</p>
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<p class="">Agosto é mês de celebrar a filantropia entre negros. E, para explicar um pouco, busquei a fala de uma das fundadoras do movimento nos Estados Unidos: ‘Não somos vítimas da História’, diz Jacqueline Bouvier Copeland, PhD em Antropologia. A iniciativa promove ações filantrópicas de e para negros desde 2011, conectando pessoas negras nos Estados Unidos e, nos últimos anos, pelo mundo.</p>
<p>A inspiração de criar um mês para fomentar a colaboração ativa entre a comunidade foi baseada no “Ano Internacional dos Povos Africanos da ONU”. A ação é um ato de enfrentamento e solidariedade que remonta à antiguidade da cultura africana. A importância da filantropia negra é reafirmar que a comunidade pode ser forte e colaborativa através do “Black Money”. Unida, pode promover novos negócios, apoiar quem está em situação de vulnerabilidade e acelerar quem tem recursos para seu crescimento, tudo com base no conceito africano de ubuntu: “Eu sou porque você é. Não existo ou prospero, a menos que você também o faça”.</p>
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<p>Outro ponto importante é ressignificar os estereótipos de pobreza e marginalidade nos quais o imaginário social nos coloca, delimitando nossas riquezas ao modelo normalizado e meritocrático. Entre negros, recursos como o tempo, os talentos compartilhados, as histórias, tudo que trocamos é riqueza. Estar longe dos nossos é perder a referência de quem somos e do quanto nossos ancestrais se empenharam para chegarmos até aqui. Reconhecer esse legado e cultivá-lo vai além de apenas acumular recursos, é resistir e se conectar a quem se é.</p>
<p>Muitas pessoas negras no Brasil vêm adotando ações filantrópicas, como apoiar financeiramente estudantes para que possam cursar o Ensino Superior sem precisarem trabalhar, dedicando toda sua energia a formar-se em áreas como Medicina, Direito, entre outras. Geralmente as pessoas que financiam as formações são profissionais de mercado que buscam pessoas com potencial para que se tornem talentos no mercado de trabalho, um ciclo virtuoso para fazer diferença a partir desse investimento.</p>
<p>No dia 4 de agosto de 2022, aconteceu o primeiro evento GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), em parceria com a The WISE Fund, no espaço Instituto Unibanco, em São Paulo, e as vagas para participar esgotaram-se rapidamente. Um marco nesse evento foi o lançamento do Estudo sobre Filantropia Negra Global (“Global Black Funding Equity Index”), ação pioneira que pretende fazer um levantamento sobre a filantropia negra no mundo e do Prêmio da Filantropia Negra Global, que irá reconhecer organizações, associações e/ou investidores que melhor representem os negros.</p>
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</ul>
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<p class="">Existem outras iniciativas como o Pacto pela Equidade Racial através de um índice para identificar empresas que realmente promovem a inclusão de pessoas negras; o ID_BR (Instituto Identidades do Brasil), que tem um prêmio para empresas com ações afirmativas voltadas a pessoas negras; o Baobá, que promove editais e fomentos para entidades que atuam com ações de inclusão em territórios vulneráveis, entre outros, que há anos atuam para fomentar formações e conscientização para reverter o cenário da exclusão social e baixa mobilidade social fomentados pelo preconceito racial.</p>
<p>Um dos marcadores sociais que frequentemente é atribuído às pessoas negras é a marginalidade. O embranquecimento que vemos no mundo acadêmico se reflete na falta de oportunidades no mercado corporativo, que possui níveis de exigência quanto a desempenho escolar e entregas de projetos e atividades durante a vivência escolar. As pessoas negras, em sua grande maioria, precisam otimizar seu tempo entre afazeres, conseguir renda e deslocar-se por horas em longas distâncias para acessar aos equipamentos que ficam em regiões mais centrais, o que prejudica sua qualidade de vida e promove desgastes físicos, emocionais, financeiros e de autoestima.</p>
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<p>O não se ver nesses espaços é outro fator que o movimento tende a reverter. Em muitas escolas, desde o ensino básico, não há pessoas negras nas salas de aulas, seja como pessoas educadoras, seja na gestão, e, mesmo entre as famílias que são um pouco menos vulneráveis, poucas atuam em cargos de gestão. </p>
<p>Na escola pública, há poucas pessoas que atuam em empresas, elas, no geral, fazem um esforço maior para matricular e manter suas crianças no sistema privado, que oferece melhores resultados na aprendizagem escolar. As pessoas negras que oferecem a oportunidade de formação para jovens negros atuam nas mentorias, apoiam seu desenvolvimento pessoal e profissional, inspiram e, com isso, geram novas oportunidades e criam espaços seguros de desenvolvimento pessoal para si e para as pessoas apoiadas. </p>
<p>Aqui não se trata de assistencialismo – a consciência de que um investimento está sendo realizado e que precisa ser valorizado cria conexões humanizadas e fomenta novas ações. Trata-se da construção de um legado que se renova a cada pessoa negra que se ergue e começa a caminhar com autonomia, confiança e com propósito reforçado por uma identidade que lhe dá orgulho e qualidade de vida.</p>
<p>A filantropia entre negros é um jeito diferente de olhar para nosso futuro, porque, quando falamos de ubuntu, todas as pessoas negras avançam juntas, suas vidas melhoram e tudo que as circunda também. Isso, sim, é pertencimento e sustentabilidade, garantia de um legado próspero para a sociedade.</p>
<p id="infocoweb_fonte" class="infocoweb_fonte">Fonte: <a target="_blank" href="http://delas.ig.com.br/comportamento/2022-08-28/samanta-lopes--agosto--mes-da-filantropia-afro--de-negros-para-negros.html#ee0eb3c5-f7ef-47e3-8b2c-ff44292a5e5b" rel="noopener">IG Mulher</a></p>
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		<title>Samanta Lopes: Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2022 16:10:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Divulgação Dia da Mulher Negra latino americana e caribenha Reflexões e mudanças de comportamento caminham juntas, sempre! E falar sobre o dia 25 de julho, no qual se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, é fundamental para nós, pessoas nascidas na América, principalmente na parte considerada latina. Há mais duas comemorações [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://fatomt.com.br/samanta-lopes-dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/">Samanta Lopes: Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha</a> apareceu primeiro em <a href="https://fatomt.com.br">FATO MT</a>.</p>
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<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ab/go/s4/abgos4yinznu1anjgomeh98zl.jpg" width="906" height="509" alt="Dia da Mulher Negra latino americana e caribenha" title="Dia da Mulher Negra latino americana e caribenha"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Divulgação</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">Dia da Mulher Negra latino americana e caribenha</div>
</figcaption></figure>
</p>
</div>
<p class="">Reflexões e mudanças de comportamento caminham juntas, sempre! E falar sobre o dia 25 de julho, no qual se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, é fundamental para nós, pessoas nascidas na América, principalmente na parte considerada latina.</p>
<p>Há mais duas comemorações que são conectadas a esse mesmo dia: Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, data sancionada pela Lei nº 12.987/2014 (mais informações:  <a href="https://bit.ly/3B6R98Y)">https://bit.ly/3B6R98Y)</a> .</p>
<p>Tereza de Benguela foi líder em um quilombo durante 20 anos e representa um capítulo que estava invisibilizado na história das mulheres que compõem a resistência ao domínio de povos conquistadores, em sua maioria vindos da Europa. Hoje, os estudos sobre essas mulheres e suas vivências fazem parte do arcabouço que fundamenta um termo cunhado por Lélia Gonzalez: FEMINISMO AFRO-LATINO-AMERICANO.</p>
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<p>Nessa hora, imagino que muitas pessoas pensam: “Puxa, feminismo?!”.</p>
<p>Então vamos lá: feminismo não é ser contra o mundo e queimar tudo, mas ser uma pessoa consciente. Veja que escrevi – pessoa – que acredita na equidade entre todas as pessoas e, por isso, apoia, dialoga com mulheres e defende os direitos delas, direitos esses que nos têm sido negados há séculos, em todo o mundo.</p>
<p>“De acordo com a Associação de Mujeres Afro, na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas (54% da população) se identificam como negras. E tanto no Brasil quanto fora, esse grupo é o que mais sofre com as desigualdades socioeconômicas e raciais.” &#8211; Dados mapeados pelo SIPAD.</p>
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<li> <a href="https://delas.ig.com.br/beleza/2022-07-23/5-dicas-para-voce-nao-errar-na-finalizacao-dos-seus-cachos.html.ampstories" title="5 dicas para não errar na finalização dos cachos" target="_self" rel="noopener">5 dicas para não errar na finalização dos cachos</a> </li>
<li> <a href="https://delas.ig.com.br/comportamento/2022-07-23/site-elege-mulheres-negras-brasil-destaque-2022.html" title="Site elege as 10 mulheres negras brasileiras de destaque em 2022" target="_self" rel="noopener">Site elege as 10 mulheres negras brasileiras de destaque em 2022</a> </li>
</ul>
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<p class="">Eu, enquanto mulher negra da periferia de São Paulo, vivenciei desde pequena o quanto ser marginalizada causa impactos profundos em nossa autoestima, nas nossas expectativas e nos nossos sonhos. Muitas vezes, quando estava na escola pública, os educadores nos motivaram a persistir e superar barreiras – sim, na minha época encontrei várias pessoas educadoras que acreditavam, assim como Paulo Freire, na educação transformadora. Nas ruas, por outro lado, termos como “negrinha”, “mulatinha”, entre outros, demonstravam como era a leitura da sociedade em relação a uma menina negra, que morava em uma casa feita com porão, porque já era sabido que haveria enchente por estarmos em área de charco, e esse tipo de região era um dos lugares disponibilizadas a preços populares, no extinto plano habitacional do Banco Nacional da Habitação (BNH).</p>
<p>Ainda hoje, a casa com porão existe, as enchentes pararam há algumas décadas, e o rio, que tinha até peixinhos, virou um grande lixão com água a céu aberto. Eu mudei de casa, mas ainda moro perto. Quase todos os meus familiares, mais novos que eu, estudaram na mesma escola, e pude acompanhar de perto quanto a qualidade e o empenho em mudar a realidade pela educação declinaram, e como todas as pessoas envolvidas nesse processo estão cansadas. Essa realidade se estende por todos os países de nosso continente, as Américas da linha do Equador, e para baixo dela, vêm apresentando declínio em todas as áreas: educação, saúde, alimentação, qualidade de vida, entre outros. Envelhecemos, temos menos crianças e a renda per capita cai mês a mês, frente ao aumento de impostos e dos insumos que precisamos para viver.</p>
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<p>No meio de tudo isso, há ações “salvacionistas” que tentam criar alguma equidade, entidades internacionais enviam recursos, e grandes grupos estrangeiros aqui instalados fazem ações que hoje estão ganhando um novo nome: ESG de transformação. No entanto, quando vamos aos territórios onde a grande maioria da população “dorme”, porque viver é outra história, encontramos aumento na fome, ausência de estrutura básica como saneamento e boas escolas, e não há empregabilidade nem manutenção de renda para uma vida digna. Ou seja, se a verba parar de chegar, se a empresa sair do território, todos voltam a passar fome e não há outras perspectivas.  </p>
<p>Falar dessas datas em um mês em que tantos movimentos celebram sua relevância é fundamental para garantir que não haja apagamento histórico, afinal, sem memória, não mudamos o futuro. Eu mesma estou apoiando o Pacto pela Equidade Racial. Por meio dele, teremos um encontro de mulheres pretas no dia 30 de julho, em São Paulo, homenageando escritoras brasileiras, a partir da obra de Maria Firmino, e vamos registrar tudo para manter a memória viva.</p>
<p>Mas trago aqui algumas perguntas para sua reflexão: sua empresa organiza ou pensa em organizar grupos de leitura para conhecer obras brasileiras, conhecer as histórias invisibilizadas de pessoas escritoras ou de outras frentes artístico-culturais brasileiras? Pensa em organizar excursões para museus como o Museu Afro Brasil, que fica no Parque do Ibirapuera, no coração de São Paulo, com as famílias das pessoas colaboradoras para criar novos repertórios e ampliar as discussões sobre o que realmente é incluir a diversidade? Há, ainda, o Museu da Pessoa, entre outros que atuam nesse resgate e recebem poucos visitantes e pouquíssimos apoiadores.</p>
<p>Pensam em realizar algum tipo de atividade periódica para falar da história dos povos originários, que ocupavam o lugar onde sua empresa está? E sobre a história dos antepassados das pessoas colaboradoras? Conhecem quilombos, ocupações indígenas ou de movimentos pela terra, que produzem muitas vezes o próprio alimento, hortas familiares, entre outras, que poderiam ser parceiras em alimentar as pessoas na empresa e ampliar o acesso a recursos sustentáveis no território? Sabem se há abrigos que podem apoiar com doações e com presença, para o exercício da escuta ativa? Sabem se há entidades que apoiam pessoas refugiadas e como podem somar esforços? Se há comunidades que possuem associações de bairro com atividades de aprendizagem em moldes da educação popular de Freire?</p>
<p>Datas como 25 de julho precisam ser incluídas nos calendários das ações anuais, com atividades periódicas e contínuas que culminam na celebração, para que haja a valorização real do que estamos construindo. Garantir que a história sirva de guia para um novo futuro é fundamental, e todas as pessoas são parte dessa construção, concorda?!</p>
<p id="infocoweb_fonte" class="infocoweb_fonte">Fonte: <a target="_blank" href="http://delas.ig.com.br/comportamento/2022-07-25/samanta-lopes--dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha.html#b9dc8fe6-d9c2-49c2-a003-efa72e824faa" rel="noopener">IG Mulher</a></p>
<p>O post <a href="https://fatomt.com.br/samanta-lopes-dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/">Samanta Lopes: Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha</a> apareceu primeiro em <a href="https://fatomt.com.br">FATO MT</a>.</p>
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