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	<title>Arquivos negacionismo - FATO MT</title>
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	<title>Arquivos negacionismo - FATO MT</title>
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		<title>Alckmin cita negacionismo durante a pandemia e Queiroga rebate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 20:10:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reprodução/YouTube &#8211; 17.08.2022 Geraldo Alckmin (PSB) Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  nestas  eleições de 2022 , afirmou que o governo federal foi negacionista durante a  pandemia da Covid-19 e defendeu a ciência nesta sexta-feira (21), durante evento do Instituto Coalizão Saúde (Icos). No local, também estava o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><meta name="robots" content="noindex"><mreta name="googlebot" content="noindex"></p>
<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b1/ao/yk/b1aoykicq2amk329stjdy2fbv.jpg" width="906" height="509" alt="Geraldo Alckmin (PSB)" title="Geraldo Alckmin (PSB)"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Reprodução/YouTube &#8211; 17.08.2022</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">Geraldo Alckmin (PSB)</div>
</figcaption></figure>
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</div>
<p class=""> <strong>Geraldo Alckmin </strong> (PSB), candidato a vice-presidente na chapa de <a data-mce-href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2022-10-20/lula-eleicoes-rio-.html" href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2022-10-20/lula-eleicoes-rio-.html">Luiz Inácio <strong>Lula</strong> da Silva (PT)</a>  nestas  <a data-mce-href="https://eleicoes.ig.com.br/" href="https://eleicoes.ig.com.br/"> <strong>eleições de 2022</strong> </a> , afirmou que o governo federal foi <strong>negacionista</strong> durante a  <a href="https://saude.ig.com.br/2022-10-19/cientistas-hibrido-covid-laboratorio-estados-unidos.html" data-mce-href="https://saude.ig.com.br/2022-10-19/cientistas-hibrido-covid-laboratorio-estados-unidos.html">pandemia da <strong>Covid-19</strong> </a> e defendeu a ciência nesta sexta-feira (21), durante evento do Instituto Coalizão Saúde (Icos). No local, também estava o <a href="https://saude.ig.com.br/2022-10-17/queiroga-baixa-cobertura-vacinal.html" data-mce-href="https://saude.ig.com.br/2022-10-17/queiroga-baixa-cobertura-vacinal.html">Ministro da Saúde Marcelo Queiroga</a> , que rebateu a fala do ex-governador.</p>
<p>Alckmin, que é também é médico anestesista, relembrou a epidemia da peste bubônica no século passado e comparou com a pandemia de coronavírus. Ele também se disse a favor da reforma tributária e desonerações para modernizar a saúde.</p>
<p>&#8220;Quando teve epidemia de peste bubônica há um século, os ratinhos traziam a doença no porão dos navios. A resposta do governo foi em 1900 criar no Rio de Janeiro o Instituto Soroterápico Federal. Não teve negacionismo dizendo que vacina faz virar jacaré e dá AIDS. O que se fez foi criar a Fiocruz e o Instituto Soroterápico Federal&#8221;, disse Alckmin.</p>
<p>Em seguida, Marcelo Queiroga afirmou que os imunizantes foram comprados e disponibilizados para aqueles que quiseram receber a vacina contra a Covid-19.</p>
<p>&#8220;Eu distribui mais de 535 milhões de doses de vacina para a população brasileira na pandemia. Todos que desejaram receberam vacina. É por isso que estamos aqui sem máscara&#8221;, disse o ministro.</p>
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<p class="">Após o evento, Queiroga deu uma entrevista para a rádio CBN e comentou sobre o negacionismo.</p>
<p class="">&#8220;Ele (Alckmin) fala de negacionismo. Há várias vertentes de negacionismo. Por exemplo, negacionismo da corrupção. Temos várias declarações recentes de vários atores da política brasileira fazendo referências ao que aconteceu no passado&#8221;, afirmou o chefe da Saúde.</p>
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		<title>Twitter proíbe anúncios com negacionismo climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2022 00:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[anuncios]]></category>
		<category><![CDATA[climatico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Ignacio Twitter O Twitter informou que n&#227;o permitir&#225; mais em seu site anunciantes que estejam contr&#225;rios ao consenso cient&#237;fico sobre as mudan&#231;as clim&#225;ticas. O an&#250;ncio foi feito ontem, coincidindo com o Dia Internacional da Terra, e ocorreu pouco depois de a Uni&#227;o Europeia firmar um novo acordo exigindo que as&#160;grandes empresas de tecnologia examinassem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cz/fv/c3/czfvc3pzt8hdrg7hxicc6jv1i.jpg" width="906" height="509" alt="Twitter " title="Twitter "> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Bruno Ignacio</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">Twitter </div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class="">O Twitter informou que n&atilde;o permitir&aacute; mais em seu site anunciantes que estejam contr&aacute;rios ao consenso cient&iacute;fico sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O an&uacute;ncio foi feito ontem, coincidindo com o Dia Internacional da Terra, e ocorreu pouco depois de a Uni&atilde;o Europeia firmar um novo acordo exigindo que as&nbsp;grandes empresas de tecnologia examinassem seus pr&oacute;prios sites&nbsp;mais detalhadamente, em busca de &ldquo;discurso de &oacute;dio, desinforma&ccedil;&atilde;o e outros conte&uacute;dos nocivos&rdquo;, segundo a Associated Press. </p>
<h3 class="">Entre no&nbsp; <a href="https://t.me/iGBrasilEconomico" target="_blank" rel="noopener" data-mce-href="https://t.me/iGBrasilEconomico">canal do Brasil Econ&ocirc;mico no Telegram</a> e fique por dentro de todas as not&iacute;cias do dia</h3>
<p>&ldquo;Os an&uacute;ncios n&atilde;o devem prejudicar conversas importantes sobre a crise clim&aacute;tica&rdquo;, disse a empresa em comunicado, descrevendo sua nova pol&iacute;tica.  </p>
<p>As medidas v&atilde;o na esteira de a&ccedil;&otilde;es adotadas por outras das chamadas &ldquo;big techs&rdquo; (grandes empresas de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o), como o Google, que j&aacute; havia anunciado provid&ecirc;ncia similar. </p>
<p class="">Segundo a AP, n&atilde;o houve indica&ccedil;&atilde;o de que a mudan&ccedil;a afetaria o que os usu&aacute;rios publicam na rede social, que, junto com o Facebook, tem sido alvo de grupos que buscam promover alega&ccedil;&otilde;es enganosas sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O Twitter disse que fornecer&aacute; mais informa&ccedil;&otilde;es nos pr&oacute;ximos meses sobre como planeja oferecer &ldquo;contexto confi&aacute;vel para as conversas clim&aacute;ticas&rdquo; de seus usu&aacute;rios.  </p>
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<li> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2022-04-23/familiar-falta-de-protecao-menina-11-anos-morta-carnaval.html" title="Menina 11 anos morta: familiar pede mais prote&ccedil;&atilde;o na sa&iacute;da da Sapuca&iacute;" target="_self" rel="noopener">Menina 11 anos morta: familiar pede mais prote&ccedil;&atilde;o na sa&iacute;da da Sapuca&iacute;</a> </li>
<li> <a href="https://economia.ig.com.br/2022-04-23/brasil-tem-3-gasolina-mais-cara-do-mundo.html" title="Brasil tem 3&ordm; gasolina mais cara do mundo, diz Oxford Economics" target="_self" rel="noopener">Brasil tem 3&ordm; gasolina mais cara do mundo, diz Oxford Economics</a> </li>
</ul>
</aside>
</div>
<p class="">Os relat&oacute;rios do painel cient&iacute;fico, apoiado pela ONU, sobre as causas e efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas fornecem a base &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es internacionais para conter os efeitos adversos da a&ccedil;&atilde;o humana no meio ambiente.&nbsp; </p>
<p>A empresa j&aacute; tem um t&oacute;pico dedicado ao clima em seu site e entregou um documento durante a confer&ecirc;ncia clim&aacute;tica da ONU, do ano passado, no qual afirma&nbsp;combater a desinforma&ccedil;&atilde;o em torno das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.&nbsp;  </p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://tecnologia.ig.com.br/2022-04-23/twitter-proibe-anuncios-mudancas-climaticas.html#263" rel="noopener">IG TECNOLOGIA</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1137780&amp;c=6922344"></script></body></html></p>
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		<title>YouTube ganha dinheiro e desobedece regras com negacionismo climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2022 20:35:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[climatico]]></category>
		<category><![CDATA[desobedece]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Unsplash YouTube mant&#233;m v&#237;deos com desinforma&#231;&#227;o clim&#225;tica Por&#160;Laura Scofield e Matheus Santino Quem busca por &#8220;aquecimento global&#8221; na barra de pesquisa do YouTube recebe como retorno v&#237;deos negacionistas e desinformativos sobre a mudan&#231;a clim&#225;tica, mesmo que o tema j&#225; seja consenso entre cientistas da &#225;rea e a pr&#243;pria plataforma j&#225; reconhe&#231;a que as atividades humanas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
<html><body></p>
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<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7n/bf/vy/7nbfvyyq9410weiuykoxy51ai.jpg" width="906" height="509" alt="YouTube mant&eacute;m v&iacute;deos com desinforma&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica" title="YouTube mant&eacute;m v&iacute;deos com desinforma&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Unsplash</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">YouTube mant&eacute;m v&iacute;deos com desinforma&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica</div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class="">
<p> <em>Por&nbsp;Laura Scofield e Matheus Santino</em>  </p>
<p>Quem busca por &#8220;aquecimento global&#8221; na barra de pesquisa do YouTube recebe como retorno v&iacute;deos negacionistas e desinformativos sobre a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, mesmo que o tema j&aacute; seja consenso entre cientistas da &aacute;rea e a pr&oacute;pria plataforma j&aacute; reconhe&ccedil;a que as atividades humanas contribuem para o fen&ocirc;meno. Dentre os respons&aacute;veis pelas fake news clim&aacute;ticas, destacam-se bolsonaristas e ruralistas, como revela uma investiga&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita da Ag&ecirc;ncia P&uacute;blica. </p>
<p>A reportagem simulou uma busca na plataforma por meio da ferramenta YouTube Data Tools e obteve dados diretamente do algoritmo de recomenda&ccedil;&atilde;o da rede. Dos 121 v&iacute;deos analisados, 37 apresentaram informa&ccedil;&otilde;es que contradizem o consenso cient&iacute;fico sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas potencializadas pela a&ccedil;&atilde;o humana, o que representa 30,5% da amostra. Destes, ao menos 15 v&iacute;deos s&atilde;o monetizados, ou seja, geram dinheiro para seus publicadores e para o YouTube por meio da dissemina&ccedil;&atilde;o de mentiras sobre o clima.&nbsp; </p>
<p>Boa parte do conte&uacute;do que nega a exist&ecirc;ncia do aquecimento global &eacute; respaldado pelos argumentos de dois cientistas, Ricardo Fel&iacute;cio e Luiz Carlos Molion, que aparecem em 70% dos v&iacute;deos negacionistas da amostra. Os dois pesquisadores que contradizem a ci&ecirc;ncia j&aacute; foram financiados pelo agroneg&oacute;cio brasileiro.&nbsp; </p>
<p>De acordo com as pr&oacute;prias regras do YouTube, esses conte&uacute;dos n&atilde;o deveriam enriquecer seus produtores. Em 2020, a ONG Avaaz solicitou &agrave; plataforma que deixasse de recomendar conte&uacute;dos &#8220;t&oacute;xicos&#8221; e barrasse a monetiza&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;deos ligados ao negacionismo clim&aacute;tico. Em outubro de 2021, a rede se comprometeu apenas com uma das reivindica&ccedil;&otilde;es e proibiu a monetiza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e an&uacute;ncios que &#8220;contradizem o consenso cient&iacute;fico sobre a exist&ecirc;ncia e as causas das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&#8221;, o que inclui &#8220;material que se refere &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es no clima como se fossem mentira ou um golpe, com afirma&ccedil;&otilde;es negando que as tend&ecirc;ncias de longo prazo mostram um aumento na temperatura global, e dizendo que as emiss&otilde;es de gases do efeito estufa ou as atividades humanas n&atilde;o contribuem para esse cen&aacute;rio&#8221;. </p>
<p>Mas os conte&uacute;dos persistem. Entre as contradi&ccedil;&otilde;es mais frequentes encontradas na busca est&atilde;o a nega&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia humana ou a apresenta&ccedil;&atilde;o do tema como se ainda houvesse debate entre os cientistas sobre as causas do aquecimento global. &Eacute; o caso do v&iacute;deo monetizado intitulado &#8220;O aquecimento global &eacute; uma farsa? E se for verdade?&#8221;, do canal Fatos Desconhecidos, que foi publicado em abril de 2017 e atualmente conta com mais de 320 mil visualiza&ccedil;&otilde;es. Nele, o apresentador traz argumentos dos &#8220;dois lados&#8221; para que o p&uacute;blico chegue a uma conclus&atilde;o sobre o &#8220;suposto aquecimento global&#8221;. O canal tem hoje mais de 18 milh&otilde;es de inscritos. </p>
<p>&#8220;O YouTube est&aacute; basicamente incentivando as pessoas a disseminarem desinforma&ccedil;&atilde;o&#8221;, avalia Joachim Allgaier, pesquisador e doutor em comunica&ccedil;&atilde;o e sociedade digital na universidade alem&atilde; Hochschule Fulda. Em 2019, Allgaier estudou a preval&ecirc;ncia do negacionismo clim&aacute;tico no YouTube e identificou que &#8220;a maioria dos v&iacute;deos&#8221; analisados trazia &#8220;vis&otilde;es de mundo opostas ao consenso cient&iacute;fico&#8221;, incluindo a nega&ccedil;&atilde;o do aquecimento global antropog&ecirc;nico e teorias de conspira&ccedil;&atilde;o.&nbsp; </p>
<p>Para o pesquisador, v&iacute;deos como o publicado pelo canal Fatos Desconhecidos criam uma &#8220;falsa equival&ecirc;ncia&#8221;. &#8220;Geram a impress&atilde;o de que a opini&atilde;o de alguns cientistas minorit&aacute;rios &eacute; t&atilde;o importante quanto a opini&atilde;o de muitos, muitos e muitos milhares de cientistas especialistas no tema&#8221;, explicou &agrave; reportagem. Um estudo publicado em 2013 na Environmental Research Letter mostra que 97,1% dos artigos que abordaram a influ&ecirc;ncia humana nas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em 20 anos de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica garantiram que ela afeta o clima mundial.&nbsp; </p>
<p>Outro conte&uacute;do monetizado encontrado no levantamento &eacute; o v&iacute;deo &#8220;Como REFUTAR o aquecimento global antropog&ecirc;nico? PARA LEIGOS!&#8221;, do canal Ci&ecirc;ncia Sem Fronteiras &ndash; Thiago Maia Oficial, que soma 57 mil inscritos. Em suas redes sociais, Maia afirma ser embaixador da Am&eacute;rica do Sul da Clintel, organiza&ccedil;&atilde;o internacional que defende que n&atilde;o existe emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica. O canal de Maia &eacute; o que mais aparece na amostra analisada pela P&uacute;blica: o youtuber j&aacute; publicou nove v&iacute;deos sobre o aquecimento global, todos negando a exist&ecirc;ncia do fato cient&iacute;fico. Ao menos quatro s&atilde;o monetizados. Somados, os nove conte&uacute;dos chegaram a mais de 217 mil visualiza&ccedil;&otilde;es, 22 mil curtidas e 1.435 coment&aacute;rios. De acordo com a ferramenta SocialBlade, o canal de Maia, que existe desde 2011, rende entre US$ 17 e US$ 269 por m&ecirc;s, o que na cota&ccedil;&atilde;o atual do real (4,82) equivale a R$ 82 e R$ 1.299 por m&ecirc;s. O youtuber mant&eacute;m ainda outros tr&ecirc;s canais sobre ci&ecirc;ncia na rede. </p>
<p>Com 290 mil visualiza&ccedil;&otilde;es, o v&iacute;deo &#8220;Ricardo Fel&iacute;cio: Aquecimento global serve para mascarar os problemas da humanidade&#8221;, publicado pelo canal P&acirc;nico Jovem Pan em 23 de julho de 2019, tamb&eacute;m se destaca. Nele, o meteorologista critica o relat&oacute;rio do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) por supostamente mostrar apenas &#8220;o pior&#8221; cen&aacute;rio &#8220;para amea&ccedil;ar as pessoas&#8221;. Nos &uacute;ltimos anos, a Jovem Pan tem sido criticada pelo alinhamento ao bolsonarismo e pela dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es falsas sobre a pandemia de Covid-19. A monetiza&ccedil;&atilde;o do canal do P&acirc;nico gera entre US$ 5,2 mil e US$ 82,4 mil, o equivalente a R$ 25 mil e R$ 398 mil por m&ecirc;s. </p>
<p>Felicio &mdash; para quem a pandemia de Covid-19, que j&aacute; matou 656 mil brasileiros, &eacute; uma &#8220;fraudemia&#8221; &mdash; aparece em diversos v&iacute;deos negacionistas analisados pela reportagem, como alguns do canal de Maia. No in&iacute;cio do governo de Jair Bolsonaro, ele chegou a ser cotado para o cargo de ministro do Meio Ambiente.&nbsp; </p>
<p>Al&eacute;m de manter an&uacute;ncios em conte&uacute;dos com mentiras sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, o algoritmo do YouTube parece n&atilde;o conseguir identificar nem mesmo quais v&iacute;deos abordam o tema. Dos 37 v&iacute;deos que propagam ideias negacionistas sobre o clima, apenas 15 apresentam o chamado &#8220;painel informativo com contexto do assunto&#8221;, uma medida aplicada pela rede desde 2018 para &#8220;temas propensos &agrave; desinforma&ccedil;&atilde;o&#8221;, de forma a apresentar ao usu&aacute;rio informa&ccedil;&otilde;es apuradas e contradizer mentiras que podem estar circulando na plataforma. No painel, a rede explica que &#8220;as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o transforma&ccedil;&otilde;es a longo prazo nos padr&otilde;es de temperatura e clima, principalmente causadas por atividades humanas, especialmente a queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis&#8221;, e leva o p&uacute;blico ao site da ONU.&nbsp; </p>
<p>A plataforma aplica o painel em alguns conte&uacute;dos, mas n&atilde;o esclarece os crit&eacute;rios que utiliza na sele&ccedil;&atilde;o. O v&iacute;deo &#8220;Ricardo Fel&iacute;cio desmente farsa do aquecimento global I Identidade Geral&#8221;, que somou 140 mil visualiza&ccedil;&otilde;es pelo canal Revista Novo Tempo, &eacute; um dos que n&atilde;o apresentam o texto. Escrever &#8220;farsa do aquecimento global&#8221; no t&iacute;tulo n&atilde;o foi o suficiente para que o algoritmo da rede pudesse identificar o tom negacionista do conte&uacute;do e alertar seus usu&aacute;rios.&nbsp; </p>
<p>Por meio de sua assessoria de imprensa, o Youtube afirmou que &#8220;em geral, nossos sistemas n&atilde;o recomendam ou deixam em evid&ecirc;ncia conte&uacute;do que apresente desinforma&ccedil;&otilde;es sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&#8221; e que age &#8220;rapidamente&#8221; sobre conte&uacute;dos em desacordo com suas pol&iacute;ticas. O Youtube tamb&eacute;m afirmou que exige que todos os canais monetizados cumpram suas regras. <a href="https://apublica.org/wp-content/uploads/2022/03/retorno-negacionismo-climatico-yt-page-0001.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-mce-href="https://apublica.org/wp-content/uploads/2022/03/retorno-negacionismo-climatico-yt-page-0001.pdf">Leia a resposta na &iacute;ntegra</a> . </p>
<h3>Bolsonaristas e ruralistas tentam emplacar negacionismo clim&aacute;tico no YouTube</h3>
<p>&#8220;Climatologista contesta aquecimento global e inocenta a boiada&#8221; &eacute; o t&iacute;tulo de um dos v&iacute;deos negacionistas que circulam no YouTube desde 3 de dezembro de 2015, data de sua publica&ccedil;&atilde;o. Dispon&iacute;vel no canal DBO Play, focado em &#8220;neg&oacute;cios da agropecu&aacute;ria&#8221;, o conte&uacute;do passou de 23 mil visualiza&ccedil;&otilde;es e 1.600 curtidas, al&eacute;m de ter recebido 119 coment&aacute;rios.&nbsp; </p>
<p>Durante 14 minutos, o jornalista Richard Jakubaszko entrevista Ricardo Fel&iacute;cio, que repete o discurso desmentido pela ci&ecirc;ncia e sugere que os pecuaristas e agricultores &#8220;reajam contra a religi&atilde;o ambientalista, fazendo lobby da mesma maneira que os adeptos do clima&#8221;. Para ele, a inten&ccedil;&atilde;o dos ambientalistas &eacute; &#8220;minar &eacute; o agroneg&oacute;cio&#8221; para &#8220;minar toda a economia do pa&iacute;s&#8221;. Seu entrevistador, o jornalista Jakubaszko, &eacute; um dos autores do livro &#8234;&#8221;CO2&#8236;, aquecimento e &#8234;mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&#8236;: est&atilde;o nos enganando?&#8221;, publicado pela editora DBO. De acordo com o ranking da Amazon, a obra ocupa o 41&ordm; lugar de cem entre os livros mais vendidos da lista de &#8220;direitos ambientais e de recursos naturais profissional e t&eacute;cnico&#8221;. </p>
<p>Al&eacute;m deste, existem outros conte&uacute;dos na amostra analisada pela P&uacute;blica nos quais representantes do agroneg&oacute;cio defendem o discurso contr&aacute;rio &agrave; ci&ecirc;ncia. No canal AgroPapo, que tem mais de 2 mil inscritos, o v&iacute;deo &#8220;Aquecimento global &eacute; uma mentira, assegura jornalista-escritor&#8221; segue a mesma linha, mas inverte os pap&eacute;is: traz Jakubaszko como entrevistado.&nbsp; </p>
<p>De acordo com Meghie Rodrigues, doutoranda no Departamento de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica da Unicamp, onde pesquisa o negacionismo clim&aacute;tico no YouTube, a defesa do negacionismo clim&aacute;tico no Brasil &eacute; feita com mais intensidade pelo agroneg&oacute;cio, mesmo que isso coloque em risco a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia do setor, e independe de quem esteja no poder. &#8220;N&atilde;o &eacute; uma coisa s&oacute; desse governo, em todos os governos da democracia recente. O agroneg&oacute;cio &eacute; uma for&ccedil;a pol&iacute;tica expressiva da democracia brasileira&#8221;, explica.&nbsp; </p>
<p>Mesmo que a situa&ccedil;&atilde;o se estenda para al&eacute;m do bolsonarismo, o levantamento da reportagem mostra que os defensores do atual presidente &mdash; que j&aacute; chamou a discuss&atilde;o sobre o tema de &#8220;jogo comercial&#8221; e mentiu sobre o desmatamento da Amaz&ocirc;nia, importante para a regula&ccedil;&atilde;o do clima global, em discurso na Assembleia Geral da ONU &mdash; tamb&eacute;m aparecem com frequ&ecirc;ncia negando a ci&ecirc;ncia.&nbsp; </p>
<p>Para Bernhard Rieder, pesquisador da Universidade de Amsterd&atilde; e criador do YouTube Data Tools, ferramenta que extrai e colhe dados diretamente do c&oacute;digo da plataforma, isso n&atilde;o surpreende, j&aacute; que a rede se destaca por &#8220;encontrar um p&uacute;blico para atores que, tradicionalmente, t&ecirc;m dificuldades de encontrar um p&uacute;blico, como a extrema direita&#8221;. Dessa forma, &#8220;o YouTube &eacute; muito atrativo e essas pessoas v&atilde;o investir muito tempo nesta plataforma para se comunicar com o p&uacute;blico e para ganhar dinheiro. Por isso h&aacute; muitas incita&ccedil;&otilde;es para fazer v&iacute;deos com esse conte&uacute;do na plataforma&#8221;. </p>
<p>&Eacute; o caso de Fl&aacute;vio Morgenstern, criador do podcast Guten Morgen e do site Senso Incomum, citado pela CPI da Pandemia como propagador de desinforma&ccedil;&atilde;o sobre a Covid-19. No epis&oacute;dio 39 do podcast, tamb&eacute;m dispon&iacute;vel no YouTube e recomendado pela rede a quem busca sobre aquecimento global, Morgenstern afirma que n&atilde;o acredita no fen&ocirc;meno e que n&atilde;o existe consenso cient&iacute;fico, o que &eacute; mentira. &#8220;V&aacute;rios estudos que tentaram provar o aquecimento global e n&atilde;o conseguiram, ao contr&aacute;rio do que voc&ecirc; vai ver na grande m&iacute;dia&#8221;. </p>
<p>A conex&atilde;o da extrema direita com o negacionismo clim&aacute;tico se repete mundialmente, apontou Allgaier, que encontrou a mesma liga&ccedil;&atilde;o em seus estudos sobre o tema na Alemanha. A narrativa, entretanto, varia: &#8220;N&atilde;o existe apenas uma hist&oacute;ria, eles [os negacionistas] se utilizam de mensagens bem espec&iacute;ficas para atingir a audi&ecirc;ncia. Do ponto de vista da comunica&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, eles est&atilde;o fazendo um &oacute;timo trabalho, porque est&atilde;o chegando a muitas pessoas com sucesso. As pessoas assistem aos v&iacute;deos e conhecem seus argumentos. Por&eacute;m, do ponto de vista da ci&ecirc;ncia, &eacute; um desastre, &eacute; muito ruim&#8221;, avalia.&nbsp; </p>
<h3>Canais de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos disseminam mentiras sobre o clima</h3>
<p>No YouTube, a contesta&ccedil;&atilde;o do consenso cient&iacute;fico acerca da influ&ecirc;ncia humana na intensifica&ccedil;&atilde;o do aquecimento global n&atilde;o est&aacute; somente em canais de influenciadores de extrema direita ou pesquisadores abertamente negacionistas. Tr&ecirc;s dos v&iacute;deos que tratam da quest&atilde;o como se ainda fosse um tema em debate &mdash; o que &eacute; falso &mdash;&nbsp; s&atilde;o do Senado Federal, cujo canal n&atilde;o &eacute; monetizado. Os conte&uacute;dos figuram tamb&eacute;m entre as indica&ccedil;&otilde;es da plataforma para quem quer saber mais sobre o tema.&nbsp; </p>
<p>O v&iacute;deo &#8220;Aquecimento global n&atilde;o &eacute; causado por a&ccedil;&atilde;o do homem, defendem debatedores no Senado&#8221; foi publicado pela TV Senado, &oacute;rg&atilde;o oficial de comunica&ccedil;&atilde;o da casa, em 29 de maio de 2021. Trata-se de um resumo das discuss&otilde;es de um evento promovido pelas Comiss&otilde;es de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores (CRE) e de Meio Ambiente (CMA) no primeiro ano de governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). &#8220;Nesta ter&ccedil;a-feira (28), os convidados declararam n&atilde;o acreditar no aquecimento global. Para eles, isso &eacute; um movimento para impedir o crescimento de pa&iacute;ses em desenvolvimento&#8221;, resume a TV Senado na descri&ccedil;&atilde;o. O YouTube n&atilde;o fez nenhum alerta, j&aacute; que o v&iacute;deo n&atilde;o apresenta o painel informativo de contexto.&nbsp; </p>
<p>Com quatro minutos e meio, o v&iacute;deo come&ccedil;a com uma narra&ccedil;&atilde;o do locutor: &#8220;Os cientistas apontam o aquecimento global como o vil&atilde;o para o que pode vir pela frente. Quem j&aacute; n&atilde;o ouviu falar do efeito estufa, [que quanto] maior a quantidade de di&oacute;xido de carbono na atmosfera, mais quente [se torna] o nosso planeta. Ser&aacute;?&#8221;. O rep&oacute;rter ent&atilde;o reproduz a opini&atilde;o dos especialistas convidados, que afirmam que n&atilde;o h&aacute; comprova&ccedil;&atilde;o de que a a&ccedil;&atilde;o humana aquece a Terra. O conte&uacute;do negacionista respaldado pelo Senado chegou a 7.415 visualiza&ccedil;&otilde;es, 299 curtidas e 30 coment&aacute;rios.&nbsp; </p>
<p>Al&eacute;m de Ricardo Fel&iacute;cio, participou da audi&ecirc;ncia Luiz Carlos Molion, professor associado aposentado do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que defende as mesmas ideias negacionistas. De acordo com o site do Senado, os especialistas foram convocados pelo senador M&aacute;rcio Bittar (MDB-AC), que afirmou ao programa de r&aacute;dio da emissora que a cren&ccedil;a de que as a&ccedil;&otilde;es do homem provocam o aquecimento global n&atilde;o foi comprovada cientificamente e tem um vi&eacute;s ideol&oacute;gico.&nbsp; </p>
<p>O v&iacute;deo &#8220;Especialistas divergem sobre causas do aquecimento global&#8221;, publicado pelo mesmo canal e tamb&eacute;m com cenas do evento, segue uma linha parecida. Os dois s&atilde;o apenas um recorte de outro maior, de nome &#8220;CRE/CMA &ndash; Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e aquecimento global &ndash; TV Senado ao vivo &ndash; 28/05/2019&#8221;, que foi transmitido ao vivo durante o evento e tamb&eacute;m se encontra dispon&iacute;vel. O conte&uacute;do de tr&ecirc;s horas de dura&ccedil;&atilde;o obteve ainda mais visualiza&ccedil;&otilde;es: 38.305. A &iacute;ntegra do debate foi curtida 1.500 vezes e chegou a 126 coment&aacute;rios.&nbsp; </p>
<p>A pesquisadora Meghie Rodrigues argumenta que, quando pesquisadores como Fel&iacute;cio e Molion ganham esse tipo de espa&ccedil;o, &#8220;parece que [as ideias que defendem] s&atilde;o parte do debate cient&iacute;fico, parte do que a comunidade cient&iacute;fica est&aacute; falando, mas na verdade n&atilde;o &eacute;, porque &eacute; uma parcela m&iacute;nima e residual&#8221;. &#8220;Dar palco para esse tipo de discurso faz parecer que ele &eacute; maior do que ele &eacute;, mas na verdade eles est&atilde;o ali servindo claramente interesses de pessoas que querem ouvir aquilo que eles falam, que os levam l&aacute; pra poder dar uma roupagem de legitimidade a um debate que n&atilde;o &eacute; leg&iacute;timo&#8221;, afirma. </p>
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<h3>Leia Tamb&eacute;m</h3>
</div>
<p>Al&eacute;m da TV Senado, a TV Brasil, tamb&eacute;m financiada com dinheiro p&uacute;blico, mant&eacute;m em seu perfil uma s&eacute;rie de tr&ecirc;s v&iacute;deos que propagam informa&ccedil;&otilde;es que se chocam com o consenso cient&iacute;fico e criam a sensa&ccedil;&atilde;o de que existe um debate sobre o aquecimento global e suas causas. Assim como o da TV Senado, o canal n&atilde;o &eacute; monetizado. Publicados em mar&ccedil;o de 2010, cada um dos v&iacute;deos tem cerca de 10 minutos e faz parte da entrevista do programa 3a1, com o pesquisador Luiz Carlos Molion, que defende suas ideias negacionistas sobre as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Juntos, os conte&uacute;dos somam mais de 142 mil visualiza&ccedil;&otilde;es, 5.291 curtidas e 201 coment&aacute;rios.&nbsp; </p>
<p>Em junho de 2017, a entrevista foi republicada pelo canal monetizado do ex-bolsonarista Nando Moura, quando este ainda apoiava o presidente. No v&iacute;deo que alcan&ccedil;ou mais de 283 mil visualiza&ccedil;&otilde;es, 29.071 curtidas e 543 coment&aacute;rios, Moura afirma que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o uma inven&ccedil;&atilde;o: &#8220;&Eacute; imposs&iacute;vel acreditar nisso quando voc&ecirc; v&ecirc; os dados&#8221;. Depois, o m&uacute;sico indicou a entrevista do Molion para a TV Brasil como conte&uacute;do para &#8220;estudar e acreditar nesse tema&#8221;. </p>
<p>Os v&iacute;deos publicados diretamente pela TV Brasil e pela TV Senado n&atilde;o apresentam o painel informativo com contexto sobre o tema, o que, para Meghie Rodrigues, representa mais um problema. &#8220;&Eacute; importante ter mecanismos que regulem, que alertem e que pelo menos sinalizem &agrave;s pessoas que aquele conte&uacute;do est&aacute; errado, que aquilo &eacute; um neg&oacute;cio que n&atilde;o &eacute; cient&iacute;fico&#8221;, diz a pesquisadora. </p>
<p>Em retorno, a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), que responde pela TV Brasil, afirmou que os v&iacute;deos &#8220;t&ecirc;m mais de 12 anos&#8221; e que &#8220;o programa em quest&atilde;o n&atilde;o integra a grade da TV Brasil desde 2014&#8221;. J&aacute; a assessoria do Senado afirmou que &#8220;a TV Senado tem entre suas obriga&ccedil;&otilde;es gravar e transmitir as sess&otilde;es plen&aacute;rias e as reuni&otilde;es das comiss&otilde;es do Senado Federal sem edi&ccedil;&atilde;o&#8221;, al&eacute;m de realizar &#8220;a cobertura jornal&iacute;stica dos eventos legislativos&#8221;. </p>
<p>O Senado afirmou tamb&eacute;m que &#8220;o tema &#8216;Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas&#8217; vem sendo amplamente debatido&#8221; e que &#8220;nenhum ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o do Senado propaga desinforma&ccedil;&atilde;o&#8221;. &#8220;Observamos que o Senado Federal tem compromisso com o combate &agrave;s chamadas fake news. Nesse sentido, realiza campanhas de divulga&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o em todos os seus ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o e nas redes sociais; e mant&eacute;m o servi&ccedil;o &#8216;Senado Verifica: Fato ou Fake?'&#8221;. </p>
<h3>Dois cientistas est&atilde;o em 70% dos v&iacute;deos mentirosos&nbsp;</h3>
<p>Em 2018, quando saiu a not&iacute;cia de que Bolsonaro estaria pensando no negacionista Ricardo Fel&iacute;cio para a cadeira do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, alguns apoiadores do presidente se animaram. Luiz Camargo, que mant&eacute;m um canal de extrema direita no YouTube com mais de meio milh&atilde;o de inscritos, &eacute; um deles. </p>
<p>&#8220;Bolsonaro est&aacute; cogitando ningu&eacute;m menos que o Ricardo Fel&iacute;cio, o climatologista professor da USP que foi pioneiro no Brasil em nos revelar todas as fal&aacute;cias dos movimentos ambientalistas na grande m&iacute;dia&#8221;, afirmou, em 7 de dezembro de 2018, em v&iacute;deo com mais de 122 mil visualiza&ccedil;&otilde;es. De acordo com Camargo, &#8220;existe o lado dos aquecimentistas e os que negam o aquecimento&#8221;, e ele se encaixa no segundo, porque acredita que &#8220;a a&ccedil;&atilde;o do homem pode causar uma altera&ccedil;&atilde;o local do clima, e n&atilde;o global como os aquecimentistas tentam nos enfiar goela abaixo&#8221;. Para ele, os estudos cient&iacute;ficos se resumem a &#8220;previs&otilde;es alarmistas&#8221; para gerar medo.&nbsp; </p>
<p>&#8220;Mesmo que o escolhido n&atilde;o seja Ricardo Fel&iacute;cio, tenho certeza que ter&aacute; pensamento semelhante. De repente pode ser o professor Luiz Carlos Molion, quem sabe, seria &oacute;timo tamb&eacute;m&#8221;, aventou em previs&otilde;es que nunca se concretizaram. Ainda assim, os nomes s&atilde;o relevantes no cen&aacute;rio do negacionismo: mesmo que n&atilde;o ocupem o minist&eacute;rio, os dois pesquisadores respaldam boa parte da desinforma&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica no Brasil. Juntos, aparecem em ao menos 26 dos 37 v&iacute;deos mapeados pela reportagem. </p>
<p>Os dois professores s&atilde;o pr&oacute;ximos de parte do agroneg&oacute;cio brasileiro. Em 2021, reportagem da BBC News Brasil mostrou que eles participaram de diversos eventos e palestras financiados pela Aprosoja Mato Grosso, a principal associa&ccedil;&atilde;o de produtores de soja e milho do estado. Nos eventos, negavam a influ&ecirc;ncia do homem nas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para plateias formadas por estudantes de agronomia, fazendeiros e produtores rurais.&nbsp; </p>
<p>Allgaier explica que os negacionistas clim&aacute;ticos n&atilde;o s&atilde;o os primeiros cientistas a emprestar sua credibilidade para negar o consenso de seus pares. O mesmo teria acontecido quando a ci&ecirc;ncia descobriu que o cigarro causa c&acirc;ncer &mdash; e as empresas de tabaco contrataram pesquisadores que negassem os fatos. &#8220;Eles ganham dinheiro, e basicamente sua &uacute;nica fun&ccedil;&atilde;o &eacute; usar seu t&iacute;tulo e background para basicamente destruir o consenso em qualquer tema, como mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&#8221;, afirmou o pesquisador. </p>
<p>Ricardo Fel&iacute;cio se apoia em sua gradua&ccedil;&atilde;o e mestrado na &aacute;rea de meteorologia e ci&ecirc;ncias atmosf&eacute;ricas e no doutorado em geografia pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) para dar credibilidade &agrave;s suas afirma&ccedil;&otilde;es. Ele &eacute; professor de climatologia na universidade, onde, segundo relatos de alunos, n&atilde;o deu aulas desde o in&iacute;cio da pandemia e continuou recebendo sal&aacute;rio. Em 2018, Fel&iacute;cio foi candidato a deputado federal pelo PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro, mas n&atilde;o foi eleito, tendo apenas 11 mil votos. Quando ainda era pr&eacute;-candidato, colocava entre suas propostas a retirada da &#8220;abordagem ideol&oacute;gica&#8221; na educa&ccedil;&atilde;o ambiental do ensino superior do pa&iacute;s.&nbsp; </p>
<p>J&aacute; Luiz Molion se apoia em seu PhD em meteorologia na Universidade de Wisconsin e na alcunha de professor aposentado da Ufal. Molion tamb&eacute;m tem rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima ao canal Not&iacute;cias Agr&iacute;colas &ndash; Oficial, que traz atualiza&ccedil;&otilde;es e conte&uacute;dos sobre o &#8220;mundo agro&#8221;. Nos v&iacute;deos, o professor aparece dando previs&otilde;es de clima e tempo, levando em considera&ccedil;&atilde;o os per&iacute;odos de colheita. Em um dos v&iacute;deos, ele contesta o relat&oacute;rio de 2021 do IPCC e classifica o documento como &#8220;terrorismo clim&aacute;tico&#8221;. </p>
<p>Questionado pela reportagem, Molion respondeu que trabalha como consultor para o Not&iacute;cias Agr&iacute;colas. Segundo o professor, que negou ser financiado pelo agroneg&oacute;cio, &#8220;o CO2 &eacute; o g&aacute;s da vida&#8221; e sua maior concentra&ccedil;&atilde;o na atmosfera aumenta a &#8220;produtividade vegetal&#8221;.&nbsp; </p>
<p>Quatro meses depois do an&uacute;ncio das novas pol&iacute;ticas do Youtube sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, em de fevereiro de 2022, Fel&iacute;cio parou de publicar em seu canal no YouTube Ricardo Fel&iacute;cio &ndash; Oficial, onde tem 161 mil inscritos, afirmando que a plataforma encerrou as atividades com os membros do canal e tirou sua monetiza&ccedil;&atilde;o. Fel&iacute;cio acusou o site de censura e convidou seus seguidores a se inscreverem em um novo canal no Youtube, o RF Brasil &ndash; Embaixada do Reino, onde j&aacute; uniu mais de 11 mil interessados a acompanhar suas atividades enquanto busca por uma nova plataforma.&nbsp; </p>
<p>A migra&ccedil;&atilde;o para redes com menos monitoramento &eacute; comum entre aqueles retirados de plataformas tradicionais. Uma das alternativas do pesquisador &eacute; a canadense Rumble, que j&aacute; conta com quase 3 mil inscritos. A Rumble &eacute; conhecida por abrigar criadores de conte&uacute;do que acusam o YouTube de censura e figuras da extrema direita. Ap&oacute;s afirmar que a exist&ecirc;ncia de um partido nazista deveria ser tolerada no Brasil, o influenciador Monark, criador do Flow Podcast, comemorou a chegada da Rumble no pa&iacute;s, como uma &#8220;plataforma que respeita a liberdade de express&atilde;o e n&atilde;o vai censurar ningu&eacute;m&#8221;, sinalizando ser seu novo destino. </p>
<p>A P&uacute;blica tamb&eacute;m entrou em contato com Fel&iacute;cio e outros canais citados pela reportagem, mas n&atilde;o recebeu nenhum retorno. </p>
<div>
<aside class="leiaTambem-container">
<h3>Leia tamb&eacute;m</h3>
<ul>
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</ul>
</aside>
</div>
<h3 class="">Especialistas criticam a aplica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas do YouTube  </h3>
<p>Para Joachim Allgaier, as diretrizes do YouTube sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas n&atilde;o s&atilde;o suficientes para classificar os conte&uacute;dos que cont&ecirc;m informa&ccedil;&otilde;es enganosas sobre o tema. &#8220;O que eu aprendi lendo sobre o assunto &eacute; que, para a plataforma, desinforma&ccedil;&atilde;o sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; basicamente se voc&ecirc; falar que o aquecimento global &eacute; uma farsa e n&atilde;o est&aacute; acontecendo. Por&eacute;m, eles [os negacionistas] usam estrat&eacute;gias diferentes para diminuir a credibilidade dos cientistas clim&aacute;ticos, como dizer que eles s&atilde;o corruptos e outras coisas. Isso n&atilde;o vai ser considerado desinforma&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica do ponto de vista do YouTube e ainda vai poder ser monetizado&#8221;. </p>
<p>Ao anunciar suas pol&iacute;ticas em outubro de 2021, a rede explicou que examinaria &#8220;cuidadosamente o contexto em que as reivindica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o feitas, diferenciando entre o conte&uacute;do que faz uma afirma&ccedil;&atilde;o falsa como fato e o conte&uacute;do que relata ou discute essa afirma&ccedil;&atilde;o&#8221;, mas n&atilde;o deu mais informa&ccedil;&otilde;es acerca dos crit&eacute;rios utilizados para a an&aacute;lise nem divulgou dados sobre o que j&aacute; foi feito.&nbsp; </p>
<p>O levantamento da P&uacute;blica indicou que nem mesmo em v&iacute;deos com t&iacute;tulos negacionistas a rede aplica suas pol&iacute;ticas. Alguns dos conte&uacute;dos monetizados encontrados pela reportagem afirmam em seus t&iacute;tulos que o aquecimento global &eacute; uma &#8220;farsa&#8221; ou &#8220;mito geopol&iacute;tico&#8221;, al&eacute;m de adjetivar o discurso ambientalista como &#8220;hist&eacute;rico&#8221;, &#8220;catastr&oacute;fico&#8221; ou afirmar que sua &uacute;nica inten&ccedil;&atilde;o &eacute; &#8220;provocar medo&#8221;. Ainda assim, geram dinheiro para os canais e a plataforma.&nbsp; </p>
<p>Allgaier considera que a falta de transpar&ecirc;ncia tamb&eacute;m representa um problema. &#8220;N&atilde;o existe transpar&ecirc;ncia sobre o que est&aacute; realmente acontecendo no YouTube e como o algoritmo funciona. &Eacute; uma f&oacute;rmula secreta&#8221;, explica. &#8220;Mais do que desmonetizar, o YouTube precisa ser transparente quanto aos algoritmos de recomenda&ccedil;&atilde;o e precisa revisar a forma como esse algoritmo funciona, o que &eacute; basicamente reformar toda a forma como a rede funciona&#8217;, concorda Meghie Rodrigues. &#8220;A desinforma&ccedil;&atilde;o caminha em uma velocidade muito mais r&aacute;pida do que as a&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o feitas para conter o espalhamento dela&#8221;, aponta ela. </p>
<p>Rieder, entretanto, acha dif&iacute;cil que a rede mexa no seu lucro: &#8220;Hoje h&aacute; uma grande audi&ecirc;ncia que quer ver esse tipo de conte&uacute;do [negacionismo clim&aacute;tico] no YouTube, e, se h&aacute; pessoas que v&atilde;o procurar esses v&iacute;deos, &eacute; dif&iacute;cil imaginar que o YouTube vai mudar completamente a l&oacute;gica da recomenda&ccedil;&atilde;o numa dire&ccedil;&atilde;o de sugerir v&iacute;deos pouco populares&#8221;. </p>
<p>O pesquisador&nbsp;evidencia tamb&eacute;m a diferen&ccedil;a na aplica&ccedil;&atilde;o das diretrizes da plataforma nos diferentes pa&iacute;ses do mundo. &#8220;L&iacute;nguas como o portugu&ecirc;s s&atilde;o l&iacute;nguas importantes [para a rede], mas acho que o foco comercial do YouTube fica sempre, principalmente, nos Estados Unidos&#8221;, onde tamb&eacute;m existem &#8220;muitos v&iacute;deos que conseguem passar por esses filtros&#8221;. </p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>Para colher as informa&ccedil;&otilde;es que baseiam esta reportagem, foi usada a ferramenta YouTube Data Tools, criada pela Iniciativa de M&eacute;todos Digitais da Universidade de Amsterd&atilde;, que extrai dados diretamente da plataforma. A reportagem buscou por &#8220;aquecimento global&#8221; no m&oacute;dulo Video Network para obter acesso aos v&iacute;deos diretamente relacionados a essa busca em portugu&ecirc;s, publicados no Brasil, e em profundidade 1. O resultado foi uma planilha com 1.622 entradas. Para obter amostra analis&aacute;vel, a reportagem selecionou todos os v&iacute;deos em que o termo &#8220;aquecimento global&#8221; aparecia no t&iacute;tulo, o que gerou uma amostra de 121 v&iacute;deos, que foram organizados de acordo com o n&uacute;mero de visualiza&ccedil;&otilde;es.&nbsp; </p>
<p>Nos v&iacute;deos analisados est&atilde;o presentes os 50 v&iacute;deos que comp&otilde;em a resposta inicial da plataforma &agrave; busca pelo termo, ou seja, os 50 se referem &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es da rede a partir da busca na barra de pesquisa. Os outros 71 v&iacute;deos foram colhidos pela ferramenta utilizada a partir das recomenda&ccedil;&otilde;es da API do YouTube em associa&ccedil;&atilde;o sucessiva aos 50 primeiros. O YouTube possui v&aacute;rios mecanismos para fazer suas recomenda&ccedil;&otilde;es; nesse caso, se trata dos v&iacute;deos conectados pela plataforma como relacionados.&nbsp; </p>
<p>A P&uacute;blica analisou o conte&uacute;do dos v&iacute;deos e classificou-os segundo seu alinhamento com o consenso cient&iacute;fico sobre o aquecimento global, de acordo com o sexto relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC). Al&eacute;m de v&iacute;deos que negam o aquecimento global, foram considerados como contr&aacute;rios ao consenso oficial v&iacute;deos que simulassem a exist&ecirc;ncia de um debate na comunidade cient&iacute;fica sobre a possibilidade do ser humano afetar o clima, j&aacute; que esse fato j&aacute; &eacute; consensual entre os cientistas da &aacute;rea. A reportagem classificou os conte&uacute;dos entre monetizados e n&atilde;o monetizados e identificou se os v&iacute;deos foram oficialmente apontados pelo YouTube como sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas a partir da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o do painel de contexto. </p>
<p>As buscas foram feitas na aba an&ocirc;nima em 10 de mar&ccedil;o de 2022, em IP localizado em Bras&iacute;lia, no Distrito Federal. Como o YouTube utiliza tamb&eacute;m par&acirc;metros como data e localidade para recomendar v&iacute;deos, os resultados representam com mais especificidade as recomenda&ccedil;&otilde;es para usu&aacute;rios que estivessem naquela data e localidade. A aba an&ocirc;nima foi utilizada para diminuir o grau de personaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados.&nbsp; </p>
<p>A reportagem &#8220;YouTube de Bolsonaro leva a canais investigados no STF por desinforma&ccedil;&atilde;o e atos antidemocr&aacute;ticos&#8221;, publicada pela P&uacute;blica em janeiro de 2021, utilizou metodologia semelhante.&nbsp; </p>
<p> <em>*Colaborou: Raphaela Ribeiro</em>  </p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://tecnologia.ig.com.br/2022-03-29/youtube-ganha-dinheiro-negacionismo-climatico.html#263" rel="noopener">IG TECNOLOGIA</a></div>
</div>
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		<title>Negacionismo ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 12:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[negacionismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comiss&#227;o de Meio Ambiente aprovou requerimentos para realiza&#231;&#227;o de audi&#234;ncias p&#250;blicas. Entre eles, o REQ 11/2022, para debate sobre a pauta ambiental do governo federal e den&#250;ncias de posi&#231;&#227;o negacionista de servidores. Mais informa&#231;&#245;es a seguir Fonte: Ag&#234;ncia Senado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<p>A Comiss&atilde;o de Meio Ambiente aprovou requerimentos para realiza&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas. Entre eles, o REQ 11/2022, para debate sobre a pauta ambiental do governo federal e den&uacute;ncias de posi&ccedil;&atilde;o negacionista de servidores.                 </p>
<p style="color: #3E6892">Mais informa&ccedil;&otilde;es a seguir</p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="https://www12.senado.leg.br/noticias/senado-agora/2022/03/09/negacionismo-3#263" rel="noopener">Ag&ecirc;ncia Senado</a></div>
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		<title>CMA pode convocar ministra da Agricultura para falar de negacionismo na pauta ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 22:50:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com cinco itens na pauta de vota&#231;&#245;es, a Comiss&#227;o de Meio Ambiente (CMA) re&#250;ne-se na quarta-feira (23), a partir das 8h30. A reuni&#227;o ser&#225; semipresencial. Um dos itens que podem ser votados &#233; um requerimento do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para convoca&#231;&#227;o da ministra da Agricultura, Tereza Cristina (REQ 2/2022-CMA). De acordo com o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<p>Com cinco itens na pauta de vota&ccedil;&otilde;es, a Comiss&atilde;o de Meio Ambiente (<a class="external-link" href="http://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao?codcol=50" target="_self" title="" rel="noopener">CMA</a>) re&uacute;ne-se na quarta-feira (23), a partir das 8h30. A <a class="external-link" href="http://legis.senado.leg.br/comissoes/reuniao?reuniao=10556&amp;codcol=50" target="_self" title="" rel="noopener">reuni&atilde;o</a> ser&aacute; semipresencial. Um dos itens que podem ser votados &eacute; um requerimento do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para convoca&ccedil;&atilde;o da ministra da Agricultura, Tereza Cristina (<a class="external-link" href="http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/151819" target="_self" title="" rel="noopener">REQ 2/2022-CMA</a>).</p>
<p>De acordo com o requerimento, a ministra ter&aacute; que falar &agrave; comiss&atilde;o para prestar informa&ccedil;&otilde;es sobre den&uacute;ncias da imprensa &ldquo;em rela&ccedil;&atilde;o ao Sr. Evaristo Eduardo de Miranda, empregado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa), sua influ&ecirc;ncia sobre a pauta ambiental do governo federal, baseada em negacionismo cient&iacute;fico e distor&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, e sua nomea&ccedil;&atilde;o para assessorar a presid&ecirc;ncia daquela empresa p&uacute;blica&rdquo;.</p>
<p>Segundo Jean Paul Prates, Evaristo de Miranda &ldquo;se tornou o &lsquo;guru ambiental&rsquo; do presidente da Rep&uacute;blica, Jair Bolsonaro, e, nessa condi&ccedil;&atilde;o, opondo-se sistematicamente ao consenso cient&iacute;fico, contribuiu decisivamente com movimentos pol&iacute;ticos voltados a adiar ou impedir as a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o ambiental do governo e a desmantelar as pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>
<p>O senador informa, ainda, que o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecu&aacute;rio (Sinpaf) pediu &agrave; dire&ccedil;&atilde;o da Embrapa &ldquo;a imediata exonera&ccedil;&atilde;o do Sr. Miranda da assessoria da presid&ecirc;ncia&rdquo; da empresa.</p>
<h3><strong>Recursos h&iacute;dricos</strong></h3>
<p class="">Tamb&eacute;m est&aacute; na pauta da CMA o <a class="external-link" href="http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/118404" target="_self" title="" rel="noopener">PLS 248/2014</a>, da senadora K&aacute;tia Abreu (PP-TO), com relatoria de Jayme Campos (DEM-MT). O projeto trata da preserva&ccedil;&atilde;o do Rio Araguaia, um dos principais cursos d&rsquo;&aacute;gua do Brasil, estabelecendo regras para preservar o curso natural do rio e as caracter&iacute;sticas naturais de sua calha principal, que &eacute; a medida de um leito a outro nos per&iacute;odos normais do ano, sem cheias ou secas.</p>
<p class="">As regras dispostas no texto aplicam-se a toda a extens&atilde;o do Araguaia, desde sua nascente, na Serra do Caiap&oacute; (sul de Goi&aacute;s), at&eacute; sua conflu&ecirc;ncia com o Rio Tocantins, na tr&iacute;plice divisa entre os estados de Tocantins, Maranh&atilde;o e Par&aacute;.</p>
<p>Outra proposta pronta para vota&ccedil;&atilde;o &eacute; o <a class="external-link" href="http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/150289" target="_self" title="" rel="noopener">PL 3.603/2021</a>, do senador Veneziano Vital do R&ecirc;go (MDB-PB). O projeto obriga a ado&ccedil;&atilde;o de medidas de economia de energia el&eacute;trica e de &aacute;gua pela administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal. O relator &eacute; o senador Jaques Wagner (PT-BA).</p>
<p>De acordo com o projeto poder&atilde;o ser adotadas: avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica dos equipamentos e circuitos; substitui&ccedil;&atilde;o progressiva de l&acirc;mpadas e equipamentos para os de menor consumo energ&eacute;tico e os que tenham certifica&ccedil;&atilde;o ambiental;&nbsp; monitoramento peri&oacute;dico dos equipamentos e circuitos; estabelecimento e avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de metas de redu&ccedil;&atilde;o de consumo; utiliza&ccedil;&atilde;o de fontes de energia renov&aacute;veis; elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de programas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental. O voto do relator &eacute; pela aprova&ccedil;&atilde;o total do projeto, sem altera&ccedil;&otilde;es.</p>
<p class="text-muted"><small>Ag&ecirc;ncia Senado (Reprodu&ccedil;&atilde;o autorizada mediante cita&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Senado)</small></p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/02/18/cma-pode-convocar-ministra-da-agricultura-para-falar-de-negacionismo-na-pauta-ambiental#263" rel="noopener">Ag&ecirc;ncia Senado</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1051483&amp;c=6213574"></script></body></html></p>
<p>O post <a href="https://fatomt.com.br/cma-pode-convocar-ministra-da-agricultura-para-falar-de-negacionismo-na-pauta-ambiental/">CMA pode convocar ministra da Agricultura para falar de negacionismo na pauta ambiental</a> apareceu primeiro em <a href="https://fatomt.com.br">FATO MT</a>.</p>
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