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	<title>Arquivos esquina - FATO MT</title>
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	<description>A notícia de Fato!</description>
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	<title>Arquivos esquina - FATO MT</title>
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		<title>&#8220;Não tem prazo de validade&#8221;, diz Lô Borges sobre o Clube da Esquina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 09:45:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Foto: Jo&#227;o Diniz &#8211; 31.03.2022 L&#244; Borges lan&#231;a &#225;lbum &#8220;Chama Viva&#8221; em 2022 50 anos se passaram desde que o &#8220;Clube da Esquina&#8221; foi lan&#231;ado. Muito aconteceu nestas cinco d&#233;cadas desde que Milton Nascimento convidou um jovem de 19 anos, chamado L&#244; Borges, para ser co-autor de um disco que marcaria a m&#250;sica brasileira para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
<html><body></p>
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<div class="Noticia_Foto">
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<div class="foto-legenda-img"> <img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2s/o2/ai/2so2ai876bqg43leyfsa835ld.jpg" width="906" height="509" alt="L&ocirc; Borges lan&ccedil;a &aacute;lbum " title="L&ocirc; Borges lan&ccedil;a &aacute;lbum "> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Foto: Jo&atilde;o Diniz &#8211; 31.03.2022</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">L&ocirc; Borges lan&ccedil;a &aacute;lbum &#8220;Chama Viva&#8221; em 2022</div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p>50 anos se passaram desde que o &ldquo;Clube da Esquina&rdquo; foi lan&ccedil;ado. Muito aconteceu nestas cinco d&eacute;cadas desde que Milton Nascimento convidou um jovem de 19 anos, chamado L&ocirc; Borges, para ser co-autor de um disco que marcaria a m&uacute;sica brasileira para sempre. Apesar do anivers&aacute;rio do &aacute;lbum duplo mobilizar a cultura atual, o artista mineiro garante: &ldquo;O Clube da Esquina &eacute; uma obra que n&atilde;o tem prazo de validade&rdquo;. </p>
<p>Em entrevista exclusiva ao iG Gente, L&ocirc; conta que segue com a mesma certeza que tinha em comemora&ccedil;&otilde;es anteriores do disco: que continuar&aacute; criando m&uacute;sicas. &ldquo;10 anos atr&aacute;s eu estava falando dos 40 anos do Clube da Esquina e me perguntaram, daqui a 10 anos, o que estaria fazendo. Eu falei que certamente eu vou estar fazendo m&uacute;sica e certamente eu vou estar falando dos 50 anos do Clube da Esquina&rdquo;. </p>
<div>
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</ul>
</aside>
</div>
<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p>Borges manteve sua promessa e, aos 70 anos, lan&ccedil;ou em mar&ccedil;o deste ano o quarto disco de in&eacute;ditas em quatro anos. &ldquo;Chama Viva&rdquo; conta com as participa&ccedil;&otilde;es de Milton Nascimento (o &ldquo;Bituca&rdquo;), Beto Guedes, Patricia Ma&ecirc;s e Paulinho Moska. O projeto chega trazendo a sonoridade do &oacute;rg&atilde;o, j&aacute; que o cantor relata que explorou a fun&ccedil;&atilde;o do instrumento no teclado da pr&oacute;pria casa e se afei&ccedil;oou por um som in&eacute;dito que n&atilde;o havia trabalhado anteriormente. </p>
<p> <strong>+&nbsp;Entre no&nbsp; <a href="https://t.me/iGGente" data-mce-href="https://t.me/iGGente">canal do iG Gente no Telegram</a> e fique por dentro de todas as not&iacute;cias sobre as celebridades,&nbsp;cultura e muito mais!</strong> </p>
<p>L&ocirc;&nbsp;afirma que, ap&oacute;s o Clube da Esquina, criou uma agilidade para compor novas can&ccedil;&otilde;es &#8211; principalmente depois de seu primeiro disco solo, &ldquo;L&ocirc; Borges&rdquo; (1972), tamb&eacute;m conhecido como &ldquo;Disco do T&ecirc;nis&rdquo;.&nbsp;Ele permanece at&eacute; hoje compondo com uma grande frequ&ecirc;ncia, o que n&atilde;o mudou quando a pandemia come&ccedil;ou. No per&iacute;odo de isolamento,&nbsp;o artista se dedicou a esta tarefa e acabou fazendo m&uacute;sicas suficientes para quatro discos. </p>
<div class="Noticia_Embed"> <span class="componente-embed"> <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/zrEzX-oewBA" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe> </span> </div>
<p>&ldquo;Nesses dois anos de pandemia e isolamento social, sem viajar, sem poder fazer show e sem encontrar as pessoas, eu falei: &lsquo;Eu n&atilde;o vou ficar em casa triste da da vida&rsquo;. Eu tenho muito o que fazer em casa. Por exemplo, compor. Por exemplo, compor. Por exemplo, compor&rdquo;, compartilha entre risadas. </p>
<p class="">
<p class="">L&ocirc; descreve como &ldquo;gratificante&rdquo; a sensa&ccedil;&atilde;o de acompanhar novas gera&ccedil;&otilde;es entrando em contato com seus trabalhos nesses 50 anos do Clube. &ldquo;Eu acho que isso &eacute; um processo que j&aacute; vem acontecendo j&aacute; h&aacute; algumas d&eacute;cadas, alguns anos [&#8230;] Sempre tiveram gera&ccedil;&otilde;es posteriores &agrave; nossa que se interessaram pelo Clube da Esquina&rdquo;. </p>
<p>O compositor tamb&eacute;m relembra: &ldquo;Teve um momento que o Clube da Esquina foi um pouco rejeitado. Nos primeiros momentos, nos anos 80, no final dos anos 70. Teve um come&ccedil;o que ele foi um pouco rejeitado, eu considero isso. Mas depois que ele atingiu a maioridade, que ele fez 20 anos, as pessoas come&ccedil;aram a aceitar mais. &Eacute; aquela coisa que vai passando de pai pra filho, de av&ocirc; pra neto&rdquo;. </p>
<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2p/sd/yb/2psdyb0mc334bhcsmeyxp3lld.jpg" width="906" height="509" alt="L&ocirc; Borges fala sobre comemora&ccedil;&atilde;o dos 50 anos do Clube da Esquina" title="L&ocirc; Borges fala sobre comemora&ccedil;&atilde;o dos 50 anos do Clube da Esquina"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Foto: Jo&atilde;o Diniz &#8211; 31.03.2022</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">L&ocirc; Borges fala sobre comemora&ccedil;&atilde;o dos 50 anos do Clube da Esquina</div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p class="">Borges ainda defende que o impacto do disco &ldquo;vai durar por muito tempo&rdquo;: &#8220;Se durou 20, 30, 40, 50 anos, eu acho que pode durar 60, 70&hellip; &Eacute; uma obra que foi feita com muita inspira&ccedil;&atilde;o de todos envolvidos. Eu agrade&ccedil;o muito o Milton por ter me convidado, eu t&atilde;o jovem, para ser co-autor do &aacute;lbum junto com ele. Foram as minhas primeiras composi&ccedil;&otilde;es, que j&aacute; foram para &lsquo;Clube da Esquina&rsquo;. Foi a minha estreia como compositor&rdquo;.  </p>
<p> <strong>O convite de Bituca</strong> </p>
<p>Relembrando a estreia como compositor, que decolou sua carreira ap&oacute;s 1972, L&ocirc; Borges recorda que o convite de Milton Nascimento aconteceu ap&oacute;s o sucesso de &lsquo;Para Lennon e McCartney&rsquo;, m&uacute;sica que havia colaborado com Fernando Brant e M&aacute;rcio Borges dois anos antes. &ldquo;Ele [Bituca] disse: &lsquo;Queria fazer um disco com voc&ecirc;&rsquo;. Eu falei: &lsquo;N&oacute;, cara. Estou me preparando pra fazer vestibular, tenho que pedir &agrave; minha m&atilde;e e ao meu pai&rsquo;. Naquela &eacute;poca, 18 anos pareciam ser 15. Era diferente desses meninos espertos que tem hoje&rdquo;, pontua. </p>
<p>Contudo, apesar da surpresa e felicidade com o convite, ele revela que a fam&iacute;lia foi resistente com a ideia de deix&aacute;-lo ir ao Rio de Janeiro para gravar o disco. &ldquo;Minha m&atilde;e n&atilde;o quis deixar eu ir para o Rio. Ela falava: &lsquo;Voc&ecirc; n&atilde;o vai morar sozinho com o Bituca no Rio. &Eacute; Ditadura Militar, se juntar 3, 4 pessoas no apartamento, eles v&atilde;o achar que voc&ecirc;s s&atilde;o subversivos, voc&ecirc;s v&atilde;o ser presos&rsquo;&rdquo;. </p>
<p> <strong> <em>&ldquo;Minha m&atilde;e foi muito resistente &agrave; minha ida para o Rio. Mas eu conversei com o meu pai, que era um pouco mais liberal que ela. Minha m&atilde;e &eacute; aquela pol&iacute;tica da galinha que quer os pintinhos embaixo da asa. Era isso que ela queria. Ent&atilde;o ela foi meio intransigente no primeiro momento e meu pai convenceu ela, falou que era uma oportunidade que eu ia ter muito importante, de iniciar uma carreira discogr&aacute;fica. Ent&atilde;o foi muito importante para mim ter ido para o Rio&rdquo;</em> </strong> </p>
<p class="">Ainda que 50 anos depois do lan&ccedil;amento do &aacute;lbum, L&ocirc; destacou em diversos momentos da entrevista sua gratid&atilde;o por Milton: &ldquo;Agrade&ccedil;o mais uma vez o Bituca por ter me levado para o Rio e ter apostado em mim, me dando aquela responsabilidade, quando eu tinha 19 anos [&#8230;] Me dando a responsabilidade de dividir um &aacute;lbum com o Milton Nascimento, que j&aacute; era um cara consagrado&rdquo;. </p>
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</p>
<p></a> </p>
<p style="color: #c9c8cd;font-family: Arial,sans-serif;font-size: 14px;line-height: 17px;margin-bottom: 0;margin-top: 8px;overflow: hidden;padding: 8px 0 7px;text-align: center"> <a href="https://www.instagram.com/p/CYjrQPOP0LE/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style="color: #c9c8cd;font-family: Arial,sans-serif;font-size: 14px;font-style: normal;font-weight: normal;line-height: 17px;text-decoration: none" target="_blank" rel="noopener">Uma publica&ccedil;&atilde;o compartilhada por Milton Nascimento (@miltonbitucanascimento)</a> </p>
</div>
</blockquote>
<p></span> </div>
<p class="">
<p>Borges diz que a gravadora havia estranhado o convite de Nascimento em um a princ&iacute;pio, j&aacute; que ele era apenas &ldquo;um adolescente desconhecido e inexperiente chamado L&ocirc; Borges&rdquo;. &ldquo;Eles nunca tinham ouvido falar em L&ocirc; Borges na vida. Eu era um menino desconhecido, eu ficava al&iacute; na esquina tocando viol&atilde;o e cursando o ensino m&eacute;dio para fazer vestibular, eu nem lembro para o que era mais. Mas eu gostava de compor. Eu gostava muito de m&uacute;sica e o Milton apostou em mim, apostou nas minhas m&uacute;sicas&rdquo;. </p>
<p> <strong>Da ditadura ao marco na hist&oacute;ria</strong> </p>
<p>Ap&oacute;s enfrentar a resist&ecirc;ncia da fam&iacute;lia, L&ocirc; lidou com outras quest&otilde;es quando esteve no Rio de Janeiro para a grava&ccedil;&atilde;o do disco: &ldquo;A gente morou em v&aacute;rios apartamentos [&#8230;] Morar no Rio antes de gravar o &aacute;lbum foi dif&iacute;cil, porque a gente era itinerante. A gente passava 2 meses em um apartamento e o pessoal pedia para sair do apartamento. Ent&atilde;o era dif&iacute;cil, n&atilde;o existia liberdade naquela &eacute;poca&rdquo;. </p>
<p> <strong> <em>&ldquo;A ditadura confere aos autorit&aacute;rios todo o autoritarismo que cada um tem de si. Todo autorit&aacute;rio se sentia respaldado pela ditadura. Ent&atilde;o a gente n&atilde;o era visto com bons olhos [&#8230;] No primeiro lugar que a gente morou, a gente foi expulso porque o porteiro falava que a gente era doido, maluco, que a gente bebia e era cabeludo. E o s&iacute;ndico acabou expulsando a gente do pr&eacute;dio. A&iacute; a gente saiu em peregrina&ccedil;&atilde;o [&#8230;] E olha que a gente era comportado, n&atilde;o fazia barulho alto, n&atilde;o tinha som ligado alto. Era um viol&atilde;ozinho dentro de casa, s&oacute; isso. Mas era muito preconceito contra tudo&rdquo;</em> </strong> </p>
<p>O compositor explica que eles s&oacute; conseguiram se dedicar completamente ao &aacute;lbum ap&oacute;s o empres&aacute;rio de Nascimento encontrar &ldquo;uma casa paradis&iacute;aca no litoral de Niter&oacute;i, em Piratininga, numa enseadinha chamada Marazul&rdquo;. &ldquo;E al&iacute; a gente n&atilde;o tinha s&iacute;ndico, vizinho ou porteiro, s&oacute; tinha o mar e os instrumentos pra gente compor. A&iacute; foi uma maravilha&rdquo;, comenta. </p>
<p>As m&uacute;sicas criadas nesta &eacute;poca foram vistas como um &ldquo;grito de esperan&ccedil;a&rdquo; dos pr&oacute;prios artistas envolvidos no projeto, diante do contexto de repress&atilde;o dos militares. &ldquo;A gente fazia m&uacute;sica para se sentir mais esperan&ccedil;oso, a gente queria sentir essa esperan&ccedil;a [&#8230;] A gente vivia em tempos muito duros, muito dif&iacute;ceis da ditadura militar nos anos M&eacute;dici, a barra mais pesada, onde mais gente foi morta, presa e desaparecida&rdquo;, relembra. </p>
<p>&ldquo;Ent&atilde;o [o Clube da Esquina] foi um grito pela liberdade da gente. Queremos ser livres? Vamos fazer arte. N&atilde;o existia outra coisa para fazer sen&atilde;o arte&rdquo;, segue L&ocirc;, que ainda v&ecirc; esta inoc&ecirc;ncia art&iacute;stica como um elemento que faz com que as can&ccedil;&otilde;es do disco continuem marcantes at&eacute; hoje. </p>
<p> <strong> <em>&ldquo;Eu acho que foi uma conspira&ccedil;&atilde;o do cosmos. Juntou pessoas certas, na hora certa e no lugar certo para fazer uma coisa cheia de inspira&ccedil;&atilde;o, de liberdade criativa. Acho que um dos motivos do Clube da Esquina ter essa longevidade &eacute; que ningu&eacute;m tava fazendo aquele &aacute;lbum para se dar bem na vida, para vender milh&otilde;es de c&oacute;pias, para ficar milion&aacute;rio ou super famoso. Ningu&eacute;m estava pensando nisso [&#8230;] Eu acho que isso ajudou o Clube da Esquina, n&atilde;o ter essa inten&ccedil;&atilde;o de se dar bem comercialmente. A gente queria fazer arte, obra de arte&rdquo;</em> </strong> </p>
<p>Borges defende que a liberdade dada por Milton em um ambiente criativo dos est&uacute;dios e a genuinidade nas can&ccedil;&otilde;es fez com que o &aacute;lbum n&atilde;o tivesse tal &ldquo;prazo de validade&rdquo;. &ldquo;Porque as pessoas, quando escutam at&eacute; hoje, percebem que as coisas foram feitas ali com inspira&ccedil;&atilde;o, com verdade e sem uma for&ccedil;a&ccedil;&atilde;o de barra de querer se dar bem, de vender milh&otilde;es de c&oacute;pias. As pessoas percebem que as coisas foram feitas com muita amizade, com muita inspira&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o e liberdade&rdquo;, reflete. </p>
<p>&ldquo;Era uma oficina com grandes letristas, arranjadores, m&uacute;sicos, artistas, regentes&hellip; Todo mundo queria somar para fazer uma obra de arte. A gente queria fazer uma obra de arte, n&atilde;o queria se dar bem na vida, n&atilde;o era essa a inten&ccedil;&atilde;o. Eventualmente se dar bem na vida faz bem, &eacute; legal se dar bem na vida. Mas a inten&ccedil;&atilde;o nunca foi essa. A inten&ccedil;&atilde;o era fazer uma obra de arte, fazer uma p&eacute;rola, uma coisa preciosa. Quando eu escuto o Clube da Esquina, eu acho que a gente conseguiu isso, fazer uma obra de arte&rdquo;, conclui. </p>
<p> <strong>Futuro</strong> </p>
<p>Companheiros da cria&ccedil;&atilde;o desta obra de arte seguem na vida de L&ocirc; Borges, como Milton Nascimento e Beto Guedes, que aceitaram o convite de colaborar no recente disco do artista, &ldquo;Chama Viva&rdquo;. Patricia Ma&ecirc;s tamb&eacute;m foi de extrema import&acirc;ncia para todo o projeto, j&aacute; que colaborou com o mineiro nas letras de todas as can&ccedil;&otilde;es do &aacute;lbum. </p>
<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7o/kd/am/7okdam095edl03lxujnokculx.jpg" width="906" height="509" alt="L&ocirc; Borges e Patricia Ma&ecirc;s, compositores do &aacute;lbum " title="L&ocirc; Borges e Patricia Ma&ecirc;s, compositores do &aacute;lbum "> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Foto: Jo&atilde;o Diniz &#8211; 31.03.2022</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">L&ocirc; Borges e Patricia Ma&ecirc;s, compositores do &aacute;lbum &#8220;Chama Viva&#8221;</div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class="">
<p>&ldquo;Os convidados vieram mais no fim do disco, n&atilde;o pensei em um &lsquo;disco com convidados&rsquo;. Foi algo quase sinf&ocirc;nico mesmo. Na medida que os arranjos foram ficando prontos, a gente trabalhava a est&eacute;tica, nas minhas vozes&hellip; A&iacute; pensei em convidar uma galera pra cantar comigo nesse disco&rdquo;, explica. </p>
<p>Prestes a voltar a realizar shows na divulga&ccedil;&atilde;o da novidade, L&ocirc; diz acreditar que conseguiu se dedicar ao universo da composi&ccedil;&atilde;o pelo fato de n&atilde;o estar em turn&ecirc; nos &uacute;ltimos anos: &ldquo;Eu estava com um pouco de saudade dessa coisa de show, que &eacute; gostoso. Mas &eacute; gostoso e desgastante. Eu acho que eu s&oacute; fiz essa quantidade de m&uacute;sica porque eu n&atilde;o estava viajando. Porque quando a gente pega estrada pra viajar e fazer show em turn&ecirc;, a gente chega em casa um pouco cansado das viagens, dos shows. Quando eu chego das turn&ecirc;s eu n&atilde;o tenho muito &acirc;nimo para compor, por exemplo&rdquo;. </p>
<p>&ldquo;Eu acho que pra compor tem que estar at&eacute; fisicamente preparado tamb&eacute;m. Tem que estar com a cogni&ccedil;&atilde;o funcionando. Tem que estar bem, porque show &eacute; uma coisa desgastante. Ainda mais eu que j&aacute; cheguei nos 70 nesse ano. N&atilde;o sou mais um garoto de 40. Mas eu vou pegar a estrada esse ano&rdquo;, pontua. </p>
<p>Voltando para a estrada, Borges ainda relata que se permitiu &ldquo;nem passar muito perto de composi&ccedil;&atilde;o&rdquo; em 2022. &ldquo;Porque eu estou compondo desde 2019, um disco na sequ&ecirc;ncia do outro. O &lsquo;Chama Viva&rsquo; &eacute; meu quarto disco de in&eacute;ditas em quatro anos. &Eacute; muita composi&ccedil;&atilde;o. E composi&ccedil;&atilde;o &eacute; uma coisa da cogni&ccedil;&atilde;o da inspira&ccedil;&atilde;o, n&eacute;? Mas gasta um pouco da cabe&ccedil;a, porque voc&ecirc; tem que organizar, arquitetar. &Eacute; uma arquitetura fazer m&uacute;sica&rdquo;, conclui.  </p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://gente.ig.com.br/cultura/2022-04-01/nao-tem-prazo-validade-lo-borges-clube-da-esquina.html#263" rel="noopener">IG GENTE</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1107142&amp;c=6677278"></script></body></html></p>
<p>O post <a href="https://fatomt.com.br/nao-tem-prazo-de-validade-diz-lo-borges-sobre-o-clube-da-esquina/">&#8220;Não tem prazo de validade&#8221;, diz Lô Borges sobre o Clube da Esquina</a> apareceu primeiro em <a href="https://fatomt.com.br">FATO MT</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Do amor à inovação: o impacto do Clube da Esquina após 50 anos</title>
		<link>https://fatomt.com.br/do-amor-a-inovacao-o-impacto-do-clube-da-esquina-apos-50-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 09:50:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Divulga&#231;&#227;o &#8211; 23.03.2022 Capa do &#225;lbum &#8220;Clube da Esquina&#8221; (1972) &#8220;Paisagem da Janela&#8221; &#233; a m&#250;sica que marcou o relacionamento de meus pais antes mesmo de eles colocarem um r&#243;tulo para tal. O namoro n&#227;o aconteceria logo de cara nos anos 1980, mas a faixa lan&#231;ada quase uma d&#233;cada antes no &#8220;Clube da Esquina&#8221; seria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<div class="foto-legenda-citacao-text">Capa do &aacute;lbum &#8220;Clube da Esquina&#8221; (1972)</div>
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<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p>&ldquo;Paisagem da Janela&rdquo; &eacute; a m&uacute;sica que marcou o relacionamento de meus pais antes mesmo de eles colocarem um r&oacute;tulo para tal. O namoro n&atilde;o aconteceria logo de cara nos anos 1980, mas a faixa lan&ccedil;ada quase uma d&eacute;cada antes no &ldquo;Clube da Esquina&rdquo; seria lembrada para sempre por minha m&atilde;e como parte de um dos primeiros presentes que ela ganhou de meu pai: um LP com performances ao vivo de Milton Nascimento. A can&ccedil;&atilde;o estaria nas ra&iacute;zes daquilo que, anos depois, daria in&iacute;cio a um casamento que completa 30 anos em 2022. </p>
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<p>As m&uacute;sicas do aclamado projeto de 1972 marcaram n&atilde;o s&oacute; a trajet&oacute;ria de meus pais, como foram parte da trilha sonora de toda uma gera&ccedil;&atilde;o que cresceu na ditadura militar. E ainda mais: o &aacute;lbum duplo do cantor apelidado como &ldquo;Bituca&rdquo; e do mineiro L&ocirc; Borges continua sendo um dos maiores marcos da cultura e m&uacute;sica brasileira at&eacute; hoje, exatos 50 anos ap&oacute;s o lan&ccedil;amento. </p>
<p> <strong>O som que falava com o cora&ccedil;&atilde;o de uma gera&ccedil;&atilde;o</strong> </p>
<p>Apesar de toda a grandeza por tr&aacute;s de um &uacute;nico nome, o Clube da Esquina n&atilde;o nasceu com a pretens&atilde;o de se tornar um movimento, assim como explica Paulo Thiago de Mello no livro &ldquo;Clube da Esquina: Milton Nascimento e L&ocirc; Borges&rdquo;. Na verdade, o projeto surgiu a partir de uma amizade formada nos anos 1960, entre Milton e os irm&atilde;os Borges &#8211; Marilton, M&aacute;rcio e L&ocirc;. O companheirismo dos amigos foi o pontap&eacute; inicial do projeto, que j&aacute; chegava ao p&uacute;blico impactando a juventude da &eacute;poca. </p>
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<div class="foto-legenda-img"> <img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0z/86/kp/0z86kprxn1r617rdg8mon7ka2.jpg" width="906" height="509" alt="Milton Nascimento, L&ocirc; Borges e M&aacute;rcio Borges em Minas Gerais" title="Milton Nascimento, L&ocirc; Borges e M&aacute;rcio Borges em Minas Gerais"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Reprodu&ccedil;&atilde;o &#8211; 23.03.2022</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">Milton Nascimento, L&ocirc; Borges e M&aacute;rcio Borges em Minas Gerais</div>
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<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p>Em entrevista ao iG Gente, o autor da obra explica porque escolheu contar a hist&oacute;ria do Clube no livro que integra a cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;O livro do disco&rdquo;, da editora Cobog&oacute;: &ldquo;Escolhi o Clube da Esquina porque foi um disco importante para mim pessoalmente, marcando minha transi&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia para a adolesc&ecirc;ncia (tinha 12 anos quando foi lan&ccedil;ado)&rdquo;. </p>
<p>O jornalista e antrop&oacute;logo teve um primeiro contato com o Clube da Esquina antes de o &aacute;lbum ser comercializado, por conta de um familiar que trabalhava em uma loja de discos. &ldquo;Mas antes mesmo de ouvir o disco, eu intuitivamente j&aacute; esperava por aquele som, que falava ao cora&ccedil;&atilde;o de minha gera&ccedil;&atilde;o. Eu entendia todas aquelas refer&ecirc;ncias subjetivas e mergulhava na sonoridade rural e simultaneamente global do disco (&lsquo;Sou do mundo, sou Minas Gerais&rsquo;)&rdquo;, compartilha.  </p>
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<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p class="">Ainda que o nome do lan&ccedil;amento de 1972 fa&ccedil;a refer&ecirc;ncia ao cruzamento das ruas Parais&oacute;polis e Divin&oacute;polis, localizado no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, a esquina em quest&atilde;o apresenta um significado muito mais subjetivo do que literal. &ldquo;O Clube &eacute; uma ideia, um Brasil on&iacute;rico, uma esquina cuja refer&ecirc;ncia &eacute; f&iacute;sica, por&eacute;m mais ainda uma ess&ecirc;ncia, a terceira margem do rio&rdquo;, afirma o jornalista e antrop&oacute;logo. </p>
<p>Nesta intersec&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo subjetiva e mineira, um grupo formado por Milton, os irm&atilde;os Borges e v&aacute;rios outros grandes artistas inovou ao criar um &aacute;lbum conceitual. A proposta foi algo diferente do que era observado no mercado da &eacute;poca e chamou a aten&ccedil;&atilde;o, principalmente, pela inova&ccedil;&atilde;o na sonoridade. </p>
<p class=""> <em> <strong>&#8220;Em termos de sonoridade, o disco foi inovador por reunir m&uacute;sicos e letristas muito jovens para criar um som inovador, misturando a m&uacute;sica do interior do Brasil, com suas melodias simples e marcantes, a uma harmonia sofisticada, que trazia elementos do jazz fusion americano (sobretudo Wayne Shorter e Herbie Hancock), da bossa nova, e, com chegada de L&ocirc; Borges e Beto Guedes, a influ&ecirc;ncia do rock psicod&eacute;lico brit&acirc;nico, sobretudo os Beatles de &lsquo;Sgt. Peppers&rsquo; [&#8230;] Era uma m&uacute;sica que tinha a ver menos com o som dos centros culturais do litoral (Salvador, Recife, Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo)&#8221;</strong> </em> </p>
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<p class="">Ele segue apontando as influ&ecirc;ncias de nomes que auxiliaram nesta cria&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica: &ldquo;Nas letras, Bituca e M&aacute;rcio Borges aplicaram uma poesia cifrada para escapar da censura, em que prevalecia a met&aacute;fora da estrada (viagem, trem etc.). Ao mesmo tempo, Ronaldo Bastos e Fernando Brant trouxeram elementos da poesia marginal, sobretudo a vertente carioca&rdquo;.  </p>
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<div class="foto-legenda-img"> <img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/d7/pn/qz/d7pnqz7vzmc8hqve4hc1kxme7.jpg" width="906" height="509" alt="L&ocirc; Borges e Milton Nascimento " title="L&ocirc; Borges e Milton Nascimento "> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Reprodu&ccedil;&atilde;o &#8211; 23.03.2022</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">L&ocirc; Borges e Milton Nascimento </div>
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<p class=""> <br data-mce-bogus="1"> </p>
<p> <strong>Um sopro de esperan&ccedil;a diante da asfixia da ditadura</strong> </p>
<p>As m&uacute;sicas do Clube da Esquina foram concebidas j&aacute; vigiadas de perto pelos censores da ditadura militar brasileira. O &aacute;lbum chegou ao p&uacute;blico em um contexto de repress&atilde;o intensa, durante o governo Em&iacute;lio M&eacute;dici (1969-1974). O projeto n&atilde;o deixa de retratar entre seus temas centrais o esfor&ccedil;o para &ldquo;sobreviver ou superar a asfixia opressiva&rdquo; da ditadura, assim como &eacute; dito no livro de Paulo. </p>
<p>Mesmo&nbsp;reprimidos, os artistas do Clube seguiram produzindo e enfrentaram desafios t&eacute;cnicos que ocorriam desde a grava&ccedil;&atilde;o at&eacute; a distribui&ccedil;&atilde;o. Ainda na obra, o jornalista destaca o paradoxo do panorama em que o &aacute;lbum foi lan&ccedil;ado: &ldquo;Num momento em que quase tudo era censurado ou proibido, a inova&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e comportamental explodia, sem limites&rdquo;. </p>
<p>&ldquo;O disco e sua mensagem sonora e poesia l&iacute;rica marca um sopro de esperan&ccedil;a, apesar da conjuntura de ditadura. Era como se aquele som fosse uma promessa de luz no fim do t&uacute;nel, como de certa forma foi&rdquo;, aponta o jornalista ao iG, que ainda que cita a conjuntura hist&oacute;rica deu ao &aacute;lbum &ldquo;um tom de vida e morte&rdquo;. </p>
<p>&ldquo;S&oacute; quem viveu a ditadura pode entender completamente. As novas gera&ccedil;&otilde;es podem imaginar, mas o terror que rolava naquela &eacute;poca tornava tudo urgente, sobretudo nossos afetos. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que Milton Nascimento come&ccedil;a a compor ap&oacute;s assistir v&aacute;rias sess&otilde;es seguidas de &lsquo;Jules et Jim&rsquo;, o filme de [Fran&ccedil;ois] Truffaut. O amor que aparece no filme e no disco estava &agrave; flor da pele como rem&eacute;dio contra a asfixia daqueles dias&rdquo;, conta ao portal. </p>
<p> <strong>Experi&ecirc;ncia emocional que n&atilde;o se explica racionalmente</strong> </p>
<p>Se &ldquo;Paisagem da Janela&rdquo; tem at&eacute; hoje um significado especial para a trajet&oacute;ria de meus pais, &eacute; vis&iacute;vel como o Clube da Esquina tamb&eacute;m conseguiu tocar uma gera&ccedil;&atilde;o a partir deste aspecto mais afetivo. Paulo Thiago de Mello destaca a import&acirc;ncia do disco como um instrumento de conex&atilde;o emocional com as pessoas. </p>
<p> <em> <strong>&ldquo;Esse &eacute; o aspecto emocional, afetivo e psicol&oacute;gico que torna toda essa qualidade musical e l&iacute;rica de sua poesia uma experi&ecirc;ncia misteriosamente grandiosa e que n&atilde;o se explica racionalmente. &Eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o, uma intui&ccedil;&atilde;o. Os elementos racionais aparecem aqui e ali, mas o todo &eacute; maior que as partes&rdquo;</strong> </em> </p>
<p>O autor ainda compartilha hist&oacute;rias de conhecidos tocados pelo livro que escreveu sobre a obra de Bituca e L&ocirc;: &ldquo;Dois escritores, Marcelo Moutinho e Fernando Molica, ambos nascidos depois do lan&ccedil;amento do disco, mas que se sentem visceralmente ligados com aquele som, escreveram sobre o impacto emocional da leitura do livro. Molica chegou a exagerar, afirmando que se pegou chorando no Metr&ocirc;. Nem tanto por m&eacute;rito do texto, mas pelo conte&uacute;do que toca a todos&rdquo;. </p>
<p>&ldquo;De qualquer modo, &eacute; surpreendente que o Clube da Esquina continue emocionando de forma impactante as novas gera&ccedil;&otilde;es, mesmo quem n&atilde;o viveu aquela &eacute;poca&rdquo;, completa. Mas como um projeto de 50 anos atr&aacute;s segue com uma mem&oacute;ria t&atilde;o viva e celebrada at&eacute; hoje? Paulo acredita que o motivo est&aacute; no fato de que o &aacute;lbum &ldquo;atravessa o tempo&rdquo;. </p>
<p> <strong> <em>&ldquo;M&aacute;rcio Borges diz que o disco s&oacute; poderia existir naquela conjuntura espec&iacute;fica e casual que reuniu aqueles jovens em torno do talento de Bituca e naquele momento espec&iacute;fico da hist&oacute;ria. Talvez seja isso que torne o Clube um disco &uacute;nico e influente, independentemente da gera&ccedil;&atilde;o que o escuta. At&eacute; porque n&atilde;o se fizeram no Brasil muitos discos conceituais, em que se ouve n&atilde;o s&oacute; um punhado de can&ccedil;&otilde;es, mas uma esp&eacute;cie de sinfonia em que as m&uacute;sicas est&atilde;o ligadas. E o que liga as can&ccedil;&otilde;es do disco n&atilde;o &eacute; uma coisa racional, mas afetivamente emocional. Penso que &eacute; isso que atravessa o tempo&rdquo;.</em> </strong> </p>
<p>A turn&ecirc; &ldquo;Clube da Esquina&rdquo;,&nbsp;iniciada em 2019, &eacute; um exemplo de como o fator emocional impacta as pessoas ainda atualmente. &ldquo;A conex&atilde;o emocional &eacute; marcante. Basta ver a turn&ecirc; recente que Bituca e L&ocirc; fizeram e, agora, na celebra&ccedil;&atilde;o dos 50 anos do disco. Sempre me surpreende a quantidade de jovens que sentem essa conex&atilde;o emocional, talvez a mesma que Milton sentiu vendo a trama de amor e amizade do filme de Truffaut&rdquo;, conclui.</p>
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<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://gente.ig.com.br/cultura/2022-03-25/do-amor-inovacao-impacto-clube-da-esquina-50-anos.html#263" rel="noopener">IG GENTE</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1096915&amp;c=6590189"></script></body></html></p>
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