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	<title>Arquivos esfria - FATO MT</title>
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		<title>Inflação dos remédios esfria as compras de consumidores nas farmácias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jul 2022 17:10:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fred Casagrande/Prefeitura de Praia Grande Alta acumulada nos preços dos medicamentos chega a 13,81% nos últimos 12 meses e faz consumidores restringirem as compras nas farmácias Na alta de preços que impacta os mais diferentes aspectos do dia a dia dos brasileiros, um dos setores, de muita necessidade e que já normalmente pesa no orçamento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><meta name="robots" content="noindex"><mreta name="googlebot" content="noindex"></p>
<div class="Noticia_Foto">
<figure class="foto-legenda">
<div class="foto-legenda-img"> <img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3b/nr/s1/3bnrs1pq1euf2kdfu8comyui4.jpg" width="906" height="509" alt="Alta acumulada nos preços dos medicamentos chega a 13,81% nos últimos 12 meses e faz consumidores restringirem as compras nas farmácias" title="Alta acumulada nos preços dos medicamentos chega a 13,81% nos últimos 12 meses e faz consumidores restringirem as compras nas farmácias"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Fred Casagrande/Prefeitura de Praia Grande</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">Alta acumulada nos preços dos medicamentos chega a 13,81% nos últimos 12 meses e faz consumidores restringirem as compras nas farmácias</div>
</figcaption></figure>
</p>
</div>
<p class="">Na alta de preços que impacta os mais diferentes aspectos do dia a dia dos brasileiros, um dos setores, de muita necessidade e que já normalmente pesa no orçamento, tem impactado ainda mais as famílias: os medicamentos. Desde o início do ano, o aumento mensal dos medicamentos foi subindo, como mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro, com 0,31%, foi para 0,57% em fevereiro, e disparou a 6,13% em abril. Em maio e junho, a carestia foi menor, de 2,51% e 0,61%, mas a alta acumulada escalou a 13,81% nos últimos doze meses, acima da inflação geral, que bateu 11,89% em junho (IPCA-IBGE).</p>
<p>O aumento atingiu toda a categoria de produtos farmacêuticos. Os dermatológicos puxam a alta, com aumento de 17,21%, seguidos por antigripais e atitussígenos (17,06%) e analgésicos e antitérmicos (16,06%). Os antibióticos ficaram 14,82% mais caros, enquanto medicamentos para o estômago subiram 14,78% e antialérgicos e broncodilatadores, 14,45%.  </p>
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<p>Com preços mais altos, famílias acabam deixando de comprar medicamentos necessários por não conseguirem pagar. A dona de casa Ticiane Alves, de 32 anos, começou a observar o aumento nos preços ao procurar pelo remédio de pressão do marido, que subiu de R$ 80, no ano passado, para atuais R$ 106. A bombinha (ou nebulímetro) que ajuda a tratar a asma do filho do casal também ficou mais cara, passando de R$ 37 para R$ 60.</p>
<p>Com o orçamento mais caro, agora a família compra apenas o &#8220;essencial do essencial&#8221;:</p>
<p>&#8220;Um dos antibióticos que meu filho está precisando tomar está custando R$ 130. Não comprei porque não consigo pagar. Saí da farmácia só com metade da lista.&#8221;</p>
<p>Hipertensa e com artrite e problemas de estômago, Edite Maria de Jesus, 63, vai frequentemente à farmácia e tem um gasto mensal alto com medicamentos que, segundo conta, &#8220;nem lembra mais&#8221;. Os aumentos vem sendo sentidos já há algum tempo. Só o remédio da pressão aumentou R$ 10 no último mês. Mesmo já aposentada, ela ainda trabalha como cuidadora de idosos para conseguir fechar o orçamento.</p>
<p>&#8220;Ou tomo remédio, ou como. Só a aposentadoria, não dá&#8221;, diz.</p>
<p>Servidor público aposentado, Antônio Carlos Fontes, 82, lembra ainda que a situação, claro, é mais grave para quem temos recursos:</p>
<p>&#8220;Gasto cerca de R$ 1 mil por mês com remédio, e cada dia que venho a farmácia é uma surpresa. Eu ainda tenho condições, mas canso de ver quem deixa caixas e caixas de medicamento para trás por conta do preço.&#8221;</p>
<p>No orçamento da professora Aline Borges, 37, os aumentos recentes ainda contaram com outro fator: as alergias da pequena Mariana, de 1 ano e 9 meses, que pioram nessa época do ano, junto com as viroses que começaram a aparecer quando a menina entrou para a creche. Só na última quinta-feira (21), foram R$ 500 entre medicações para a filha e os pais de Aline.</p>
<p class="">&#8220;A gente vê a diferença no fim do mês, quando olha a fatura do cartão&#8221;, lamenta.</p>
<div class="Noticia_Embed"> <span class="componente-embed-noticia"> <img decoding="async" loading="lazy" src="https://extra.globo.com/incoming/25546171-dd0-51e/w448/info_economia_farmacia-01.jpg" style="width: 100%;height: auto"> </span> </div>
<h3>Falta de indústria nacional forte</h3>
<p>Para especialistas, a subida dos preços tem diferentes explicações. O último reajuste anual dos medicamentos, de 10,89%, passou a valer em 1º de abril, após autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O aumento, no entanto, não vale para o preço que o consumidor encontra nas farmácias, e sim para o teto, ou seja, os valores máximos que podem ser praticados pelas drogarias.</p>
<p>Na época do reajuste, especialistas já alertavam que o impacto no bolso do consumidor poderia ser ainda maior, já que a brecha entre os valores praticados pelas farmácias e o teto permite que os preços aumentem mais do que o reajuste da CMED e ainda assim dentro dos limites legais estabelecidos, tornando o teto de preços “artificial”.</p>
<p>&#8220;Esse preço máximo é muito alto, o que acaba fazendo com que a regulação não aconteça de maneira adequada, porque as empresas tem muita margem para aumentar os preços ao consumidor&#8221;, explica o advogado Matheus Falcão, e pesquisador do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).</p>
<div>
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<h3>Leia também</h3>
<ul>
<li> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2022-07-24/eleicao-no-rio-leva-a-nova-separacao-entre-os-maia-e-eduardo-paes.html" title="Eleição no Rio leva a nova separação entre os Maia e Eduardo Paes" target="_self" rel="noopener">Eleição no Rio leva a nova separação entre os Maia e Eduardo Paes</a> </li>
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</ul>
</aside>
</div>
<p class="">O percentual de reajuste é definido por meio de uma fórmula que leva em conta a variação da inflação medida pelo IPCA-IBGE, ganhos de produtividade das fabricantes de medicamentos e variação dos custos dos insumos e características de mercado.</p>
<p>Mas não foi apenas o reajuste do teto que fez aumentar o valor dos medicamentos nas farmácias. Fatores externos também impactam na alta de custos e no consequente repasse ao consumidor, como a guerra na Ucrânia e a política de lockdown em cidades da China, que causa fechamentos de fábricas, afetando a produção industrial e as exportações de produtos como as matérias prima usadas na fabricação de medicamentos.</p>
<p>&#8220;Dependemos muito de insumos importados para a produção de medicamentos, porque não temos uma indústria nacional forte. Além disso, há ainda um agravante que é o fator sazonal. Nessa época do ano, temos mais procura por antialérgicos e antitussígenos, por exemplo, o que ajuda a elevar o preço&#8221;, analisa Matheus Peçanha, pesquisador e economista do FGV/IBRE.</p>
<p>O EXTRA perguntou ao Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) e a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) se houve e de quanto foi o aumento de custos nos últimos meses. O presidente do sindicato, Nelson Mussolini, afirmou em nota que &#8220;os medicamentos têm um dos mais previsíveis e estáveis comportamentos de preço da economia brasileira”. Já a Abrafarma informou que não iria se manifestar.</p>
<p id="infocoweb_fonte" class="infocoweb_fonte">Fonte: <a target="_blank" href="http://economia.ig.com.br/2022-07-24/preco-remedios-inflacao-consumidores.html#bc13b4d2-9a1f-43f7-bcc9-753b20ebee7c" rel="noopener">IG ECONOMIA</a></p>
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