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	<title>Arquivos desmatam - FATO MT</title>
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	<description>A notícia de Fato!</description>
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	<title>Arquivos desmatam - FATO MT</title>
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		<title>BNDES empresta R$ 29 mi para compra de tratores que desmatam Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 18:25:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Divulga&#231;&#227;o M&#225;quinas agr&#237;colas Fazendeiros flagrados pelo Ibama desmatando a Amaz&#244;nia conseguiram empr&#233;stimos com dinheiro p&#250;blico a juros subsidiados para comprar tratores e outras m&#225;quinas agr&#237;colas, apesar de seu hist&#243;rico de reiteradas infra&#231;&#245;es ambientais. Os empr&#233;stimos foram concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&#244;mico e Social (BNDES) e operados pelo banco John Deere, que &#233; o&#160;bra&#231;o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<div class="foto-legenda-img"> <img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8b/em/tj/8bemtj719980sezt13v3dgcfs.jpg" width="906" height="509" alt="M&aacute;quinas agr&iacute;colas" title="M&aacute;quinas agr&iacute;colas"> </div><figcaption class="foto-legenda-citacao"> <cite>Divulga&ccedil;&atilde;o</cite> </p>
<div class="foto-legenda-citacao-text">M&aacute;quinas agr&iacute;colas</div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class="">Fazendeiros flagrados pelo Ibama desmatando a Amaz&ocirc;nia conseguiram empr&eacute;stimos com dinheiro p&uacute;blico a juros subsidiados para comprar tratores e outras m&aacute;quinas agr&iacute;colas, apesar de seu hist&oacute;rico de reiteradas infra&ccedil;&otilde;es ambientais. Os empr&eacute;stimos foram concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) e operados pelo banco John Deere, que &eacute; o&nbsp;bra&ccedil;o financeiro da fabricante de m&aacute;quinas&nbsp;que o controla &ndash; e que vendeu os equipamentos. </p>
<p>Ao todo, BNDES e John Deere financiaram R$ 28,6 milh&otilde;es em maquin&aacute;rio para cinco produtores com embargos em seu nome emitidos pelo Ibama por desmatamento. Uma&nbsp;resolu&ccedil;&atilde;o do Banco Central do Brasil&nbsp;veda a concess&atilde;o de cr&eacute;dito rural para propriedades na Amaz&ocirc;nia sobre as quais recaem embargos, mas n&atilde;o imp&otilde;e restri&ccedil;&otilde;es para que os donos dessas &aacute;reas obtenham empr&eacute;stimos para outras fazendas. Por&eacute;m, entre os casos levantados pela reportagem, h&aacute; empr&eacute;stimos destinados a locais onde o produtor possui apenas uma propriedade &ndash; e embargada. </p>
<p>O mapeamento feito pela&nbsp;Rep&oacute;rter Brasil,&nbsp;com base na plataforma de dados&nbsp;Florestas e Finan&ccedil;as, mostra ainda financiamentos para produtores que deram um calote no Ibama. Ao todo, 11 fazendeiros que compraram m&aacute;quinas John Deere acumulam um total de R$ 31,4 milh&otilde;es em multas ambientais nunca pagas &mdash; o montante total dos empr&eacute;stimos do BNDES, R$ 39,7 milh&otilde;es, daria para quitar as d&iacute;vidas com sobra. </p>
<p>&ldquo;&Eacute; dinheiro dos contribuintes para o agroneg&oacute;cio que est&aacute; desmatando. Al&eacute;m dos juros, que s&atilde;o muito melhores do que qualquer outro financiamento, os produtores podem obter anistia no pagamento [dessa d&iacute;vida] em casos como ataques de pragas, secas ou qualquer problema que prejudique a safra. &Eacute; um risco que deveria ser assumido pelos plantadores de soja, mas acaba ficando para os cofres p&uacute;blicos&rdquo;, critica Philip Fearnside, cientista do Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz&ocirc;nia e&nbsp;vencedor do Nobel da Paz&nbsp;com a equipe do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (IPCC) em 2007. </p>
<p>Os financiamentos investigados nesta reportagem foram feitos na modalidade indireta autom&aacute;tica, em que o BNDES libera o cr&eacute;dito, mas quem realiza o contrato &eacute; outra institui&ccedil;&atilde;o financeira. &Eacute; uma forma de o banco p&uacute;blico reduzir sua exposi&ccedil;&atilde;o a riscos e falta de pagamentos. </p>
<p>Em resposta aos questionamentos da reportagem, o BNDES informou que exige dos tomadores de cr&eacute;dito a &ldquo;assinatura de declara&ccedil;&otilde;es em que se ateste a inexist&ecirc;ncia de infra&ccedil;&otilde;es de natureza ambiental previamente &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o de qualquer contrato&rdquo;. Tamb&eacute;m informou que a responsabilidade de verificar &ldquo;o atendimento de tais exig&ecirc;ncias&rdquo; &eacute; do banco parceiro, no caso da John Deere. Apesar disso, em sua p&aacute;gina na internet, o banco&nbsp;admite que a aprova&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito&nbsp;&eacute; sua responsabilidade: &ldquo;Passo 4: O BNDES avalia a solicita&ccedil;&atilde;o, observa se est&aacute; de acordo com as normas e, em caso positivo, autoriza o financiamento&rdquo;. </p>
<p>A John Deere, por sua vez, frisou que &ldquo;cumpre rigorosamente&rdquo; as normas para concess&atilde;o de cr&eacute;dito, &ldquo;com avalia&ccedil;&atilde;o criteriosa da &aacute;rea que ser&aacute; beneficiada com determinado produto&rdquo;. </p>
<h3>Falhas no sistema e falta de transpar&ecirc;ncia</h3>
<p>A&nbsp;Rep&oacute;rter Brasil&nbsp;tentou checar a legalidade dos empr&eacute;stimos a fazendeiros desmatadores concedidos pelo BNDES e operados pelo banco John Deere, mas n&atilde;o conseguiu. O banco p&uacute;blico se recusa a fornecer o n&uacute;mero do Cadastro Ambiental Rural utilizado para solicita&ccedil;&atilde;o de financiamento e, sem ele, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel confirmar se a resolu&ccedil;&atilde;o do Banco Central foi ou n&atilde;o respeitada. &ldquo;Em rela&ccedil;&atilde;o aos Cadastros Rurais (CARs), informamos que estamos impedidos de fornec&ecirc;-los&rdquo;, informou, via LAI, o banco. </p>
<p>Apesar da negativa, chamam a aten&ccedil;&atilde;o tr&ecirc;s casos em que os financiamentos foram enviados para os mesmos munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia nos quais os beneficiados possuem embargos &mdash; um indicativo de que a norma pode ter sido ignorada. A&nbsp;Rep&oacute;rter Brasil&nbsp;j&aacute; mostrou como o BNDES descumpre uma regra interna e empresta a frigor&iacute;ficos flagrados&nbsp;comprando gado criado em &aacute;reas desmatadas&nbsp;ou em fazendas que usam m&atilde;o de obra escrava. </p>
<p>A produtora de soja Alexandra Perinoto possui apenas um CAR ativo no munic&iacute;pio de Cl&aacute;udia, no Mato Grosso. Entre 2016 e 2019, ela recebeu R$ 4,5 milh&otilde;es do BNDES para comprar tratores e outros equipamentos nessa localidade. Por&eacute;m, em 2021,&nbsp;seu im&oacute;vel foi embargado&nbsp;depois que o Ibama constatou o&nbsp;desmatamento de &ldquo;1.188,618 hectares&nbsp;de floresta nativa no Bioma Amaz&ocirc;nico, em &Aacute;rea de Reserva Legal, sem a devida autoriza&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o ambiental competente&rdquo;. </p>
<p>De acordo com a norma do Banco Central, &ldquo;em caso de embargo posteriormente &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; suspensa a libera&ccedil;&atilde;o de parcelas at&eacute; a regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental do im&oacute;vel&rdquo;. Apesar disso, os empr&eacute;stimos em nome de Perinoto constam como &ldquo;ativos&rdquo; no&nbsp;portal de Transpar&ecirc;ncia do BNDES. </p>
<p>Em nota, o banco esclareceu que nada &ldquo;impede que as libera&ccedil;&otilde;es sejam suspensas a partir da comprova&ccedil;&atilde;o de uma irregularidade&rdquo; e que &ldquo;iniciar&aacute; intera&ccedil;&otilde;es com a institui&ccedil;&atilde;o financeira citada a fim de averiguar os fatos relatados&rdquo;. </p>
<p>Perinoto possui outros dois embargos em Marcel&acirc;ndia, para onde o BNDES tamb&eacute;m enviou dinheiro p&uacute;blico para a compra de m&aacute;quinas John Deere. Entre os produtores investigados nesta reportagem, ela possui o maior volume de multas ambientais. S&atilde;o R$ 18 milh&otilde;es, quase o dobro dos empr&eacute;stimos que recebeu, R$ 11 milh&otilde;es. Ela nunca pagou suas d&iacute;vidas por destruir a natureza. </p>
<p>  Uma investiga&ccedil;&atilde;o anterior da&nbsp;Rep&oacute;rter Brasil&nbsp;j&aacute; havia demonstrado como Perinoto, apesar da&nbsp;origem irregular&nbsp;de sua produ&ccedil;&atilde;o, forneceu soja para empresas signat&aacute;rias da Morat&oacute;ria da Soja &mdash; um pacto setorial que bloqueia a comercializa&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os produzidos em &aacute;reas desmatadas da Amaz&ocirc;nia depois de 2008. Entre os clientes que compraram a soja de Perinoto est&atilde;o fornecedores de algumas das maiores traders mundiais do gr&atilde;o, como Cargill, Bunge e Cofco. Perinoto tamb&eacute;m responde a um&nbsp;processo na Justi&ccedil;a&nbsp;por desmatamento em Sinop, apurado no &acirc;mbito da opera&ccedil;&atilde;o Amaz&ocirc;nia Protege, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. </p>
<p>  Apesar das tentativas, n&atilde;o foi poss&iacute;vel fazer contato com a produtora para que ela comentasse as den&uacute;ncias. Em maio de 2021, ela se negou a responder perguntas. &ldquo;N&atilde;o tenho nada a declarar. O que voc&ecirc; publicar vai ter que provar&rdquo;, disse, na ocasi&atilde;o. </p>
<div class="maislidas_container">
<h3>Leia Tamb&eacute;m</h3>
</div>
<h3>&ldquo;O Ibama errou&rdquo;</h3>
<p>Outro produtor que possui apenas um CAR em um munic&iacute;pio em que tomou empr&eacute;stimo, mas tamb&eacute;m &eacute; titular de um embargo, &eacute; Milton Casari. Entre 2018 e 2020, ele tomou empr&eacute;stimos de quase R$ 1 milh&atilde;o para comprar m&aacute;quinas e equipamentos John Deere em Parana&iacute;ta, Mato Grosso &mdash; no mesmo local em que, desde 2012, possui um&nbsp;embargo do Ibama. </p>
<p>As coordenadas geogr&aacute;ficas do embargo n&atilde;o recaem sobre sua terra, embora a autua&ccedil;&atilde;o esteja em seu nome. A &aacute;rea vedada para produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; localizada a cerca de 1,5 quil&ocirc;metro de suas terras, conforme o limite declarado pelo produtor ao Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (Sicar). </p>
<p>Segundo os esclarecimentos prestados &agrave; Rep&oacute;rter Brasil pelo produtor (cuja &iacute;ntegra pode ser lida&nbsp;aqui), ele arrendava a &aacute;rea de um vizinho seu para cria&ccedil;&atilde;o de gado, mas a derrubada ilegal da mata n&atilde;o foi sua responsabilidade. Segundo sua defesa no processo administrativo que tenta reverter o embargo, &ldquo;o agente ambiental concluiu que ocorreu a destrui&ccedil;&atilde;o baseado em den&uacute;ncias falsas&rdquo; de pessoas interessadas na terra. Casari tamb&eacute;m reclama que a descri&ccedil;&atilde;o feita pelo &oacute;rg&atilde;o ambiental da infra&ccedil;&atilde;o &eacute; &ldquo;imprecisa&rdquo;. &ldquo;Eu n&atilde;o tenho &aacute;rea embargada. Tem uma decis&atilde;o do juiz dizendo que o Ibama est&aacute; errado&rdquo;, argumenta.&nbsp; </p>
<p>  Casari tamb&eacute;m recebeu outros R$ 3,8 milh&otilde;es em financiamentos em Alta Floresta, totalizando quase R$ 5 milh&otilde;es em empr&eacute;stimos. Embora estejam em munic&iacute;pios diferentes, suas terras s&atilde;o vizinhas, porque est&atilde;o na fronteira entre Alta Floresta e Parana&iacute;ta &mdash; logo, n&atilde;o haveria dificuldade de aplicar as m&aacute;quinas em lavouras de um lado ou de outro e, inclusive, alcan&ccedil;ar a &aacute;rea embargada. </p>
<h3>Cerrado sem prote&ccedil;&atilde;o</h3>
<p>A regra do BC que impede financiamentos em terras embargadas na Amaz&ocirc;nia&nbsp;evitou a devasta&ccedil;&atilde;o&nbsp;de 2.700 km&sup2; entre 2008 e 2011, segundo estimativa da Climate Policy Initiative. &ldquo;Essa norma &eacute; uma das &uacute;nicas coisas que trouxe consequ&ecirc;ncias para o desmatamento ilegal, porque a multa raramente &eacute; paga&rdquo;, observa Fearnside. </p>
<div>
<aside class="leiaTambem-container">
<h3>Leia tamb&eacute;m</h3>
<ul>
<li> <a href="https://economia.ig.com.br/2022-02-14/banco-central-consulta-dinheiro-esquecido-memes.html" title="Consulta a dinheiro 'esquecido' do BC rende memes na internet; veja" target="_self" rel="noopener">Consulta a dinheiro &#8216;esquecido&#8217; do BC rende memes na internet; veja</a> </li>
<li> <a href="https://economia.ig.com.br/2022-02-14/auxilio-brasil-quem-recebe-hoje.html" title="Aux&iacute;lio Brasil: veja quem recebe R$ 400 nesta segunda-feira" target="_self" rel="noopener">Aux&iacute;lio Brasil: veja quem recebe R$ 400 nesta segunda-feira</a> </li>
<li> <a href="https://economia.ig.com.br/2022-02-14/bc-libera-consulta-dinheiro-esquecido-bancos-nesta-segunda.html" title="BC libera consulta para dinheiro &lsquo;esquecido&rsquo; nos bancos nesta segunda" target="_self" rel="noopener">BC libera consulta para dinheiro &lsquo;esquecido&rsquo; nos bancos nesta segunda</a> </li>
</ul>
</aside>
</div>
<p class="">&ldquo;Cabe aos bancos o monitoramento e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito rural, observando as leis e eventuais regulamenta&ccedil;&otilde;es infralegais aplic&aacute;veis ao uso do solo e ao exerc&iacute;cio de atividade econ&ocirc;mica&rdquo;, informa o Banco Central, em nota, cuja &iacute;ntegra pode ser&nbsp;lida aqui. </p>
<p class="">Por&eacute;m, os empr&eacute;stimos de quase R$ 7 milh&otilde;es concedidos ao segundo maior devedor de multas ambientais entre os investigados nesta reportagem n&atilde;o se enquadram na norma. Ad&atilde;o Ferreira Sobrinho possui&nbsp;seis embargos em seu nome&nbsp;(em im&oacute;veis em cidades diferentes para as quais obteve financiamentos) e &eacute; o respons&aacute;vel por colocar abaixo 2 mil hectares de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa no Cerrado, incluindo um naco de 192 hectares da&nbsp;Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o Parque das Nascentes do Rio Parna&iacute;ba, na divisa dos quatro estados que formam o Matopiba (Maranh&atilde;o, Tocantins, Piau&iacute; e Bahia), a&nbsp;nova fronteira agr&iacute;cola&nbsp;brasileira. Para se ter uma ideia da &aacute;rea, o desmatamento apontado pelo Ibama &eacute; equivalente a todo o territ&oacute;rio da&nbsp;Ilha do Mel, no Paran&aacute;. </p>
<p class="">O banco John Deere afirmou que veta financiamentos &agrave; &aacute;reas embargadas em todos os biomas brasileiros. </p>
<p class="">Mesmo ap&oacute;s ser&nbsp;condenado a dois anos de cadeia&nbsp;pelos maus feitos ambientais (pena substitu&iacute;da pelo pagamento de multa e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios), em 2020, o infrator obteve novos empr&eacute;stimos do BNDES &mdash; depois dos quais reincidiu no crime e foi multado outras quatro vezes, somando nova d&iacute;vida de R$ 1,7 milh&otilde;es por&nbsp;derrubar mais 457 hectares&nbsp;de floresta nativa no bioma Cerrado. </p>
<p class="">  Sobrinho n&atilde;o reconhece a condena&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Existem as autua&ccedil;&otilde;es realizadas pelo Ibama, mas n&atilde;o procedem e, por isso, apresentei defesa administrativa e via judicial&rdquo;. Ele tamb&eacute;m assinala &ldquo;que o im&oacute;vel beneficiado com o financiamento est&aacute; distante mais de mil km daqueles autuados&rdquo;. A &iacute;ntegra da resposta pode ser lida&nbsp;aqui. </p>
<h3>Mercado brasileiro &eacute; decisivo para John Deere</h3>
<p class="">A pol&iacute;tica de cr&eacute;dito agr&aacute;rio brasileira e a import&acirc;ncia do agroneg&oacute;cio no Brasil (em 2020, o setor respondeu por&nbsp;26,6% do PIB) transformaram o pa&iacute;s no&nbsp;segundo mercado&nbsp;mais importante para a John Deere, que &eacute;&nbsp;l&iacute;der mundial&nbsp;em equipamentos agr&iacute;colas. </p>
<p>A&nbsp;centen&aacute;ria&nbsp;empresa americana tem entre seus investidores o fundador da Microsoft Bill Gates, que&nbsp;det&eacute;m 9,3% das a&ccedil;&otilde;es da companhia. A gestora de investimentos BlackRock, que em 2020 anunciou seu afastamento de&nbsp;investimentos danosos ao meio ambiente, tamb&eacute;m det&eacute;m participa&ccedil;&atilde;o na fabricante de m&aacute;quinas. </p>
<p>A maioria dos contratos brasileiros para compra de m&aacute;quinas agr&iacute;colas no Brasil&nbsp;(cerca de 65%) &eacute; subsidiada pelo BNDES &mdash; ou seja, s&atilde;o custeados com verba p&uacute;blica. O banco John Deere foi o terceiro que mais operou financiamentos na &uacute;ltima d&eacute;cada no Plano Safra, conforme&nbsp;ranking do BNDES, principalmente para financiar programas de compra e renova&ccedil;&atilde;o de maquin&aacute;rio, como o&nbsp;Moderfrota. </p>
<p>As m&aacute;quinas financiadas pelo contribuinte brasileiro para desmatadores n&atilde;o s&atilde;o triviais. Elas possuem tecnologia de ponta, conforme o cientista e soci&oacute;logo Arilson Favareto, coordenador do Cebrap-Sustentabilidade e pesquisador da C&aacute;tedra J. Castro/USP. </p>
<p>A John Deere se orgulha de ser refer&ecirc;ncia em tecnologia no campo. &ldquo;Hoje sabemos onde uma m&aacute;quina est&aacute; com a precis&atilde;o de 2 cent&iacute;metros&rdquo;, confirmou o presidente da marca no Brasil, Paulo Herrmann,&nbsp;em entrevista &agrave; revista Forbes. Mas essa capacidade de rastreamento n&atilde;o impediu que a empresa vendesse seus equipamentos a fazendeiros com hist&oacute;rico de crimes ambientais.  </p>
</div>
<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://economia.ig.com.br/2022-02-14/bndes-emprestimo-empresas-dematamento.html#263" rel="noopener">IG ECONOMIA</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1044379&amp;c=6152750"></script></body></html></p>
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