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	<title>Arquivos coletaram - FATO MT</title>
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		<title>Apps de ensino remoto coletaram dados sensíveis de crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 May 2022 10:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Unsplash/Annie Spratt Crian&#231;as tiveram dados coletados por apps de ensino remoto O mais recente relat&#243;rio da Human Rights Watch revelou o lado sujo dos apps e sites de ensino remoto: em uma extensa pesquisa realizada em diversos pa&#237;ses, Brasil incluso, a organiza&#231;&#227;o em prol dos direitos humanos descobriu que dos 89% das ferramentas online utilizaram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/REC-html40/loose.dtd"><br />
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<div class="foto-legenda-citacao-text">Crian&ccedil;as tiveram dados coletados por apps de ensino remoto</div>
</figcaption></figure>
</div>
<p class="">O mais recente relat&oacute;rio da Human Rights Watch revelou o lado sujo dos apps e sites de ensino remoto: em uma extensa pesquisa realizada em diversos pa&iacute;ses, Brasil incluso, a organiza&ccedil;&atilde;o em prol dos direitos humanos descobriu que dos 89% das ferramentas online utilizaram meios para coletar dados sens&iacute;veis, rastrear o comportamento e h&aacute;bitos dos usu&aacute;rios, sem o consentimento ou o conhecimento deles, ou de seus pais.  </p>
<p>A pr&aacute;tica &eacute; uma consequ&ecirc;ncia do movimento para implementar ferramentas de ensino remoto em resposta ao isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19, no que empresas e governos aproveitaram para vigiar os jovens, coletar dados e vend&ecirc;-los para terceiros.</p>
<p>O relat&oacute;rio da Human Rights Watch (HRW) publicado na quarta-feira (25) &eacute; nitroglicerina pura. A organiza&ccedil;&atilde;o analisou 164 aplicativos e sites voltados ao ensino remoto de crian&ccedil;as e adolescentes, em 49 pa&iacute;ses; dessas, 146 plataformas, ou 89% do total, apresentaram problemas diversos, que &#8220;colocavam em risco ou violavam diretamente a privacidade&#8221; dos alunos.</p>
<p>No Brasil, as plataformas identificadas como problem&aacute;ticas foram os apps e sites Stoodi, Descomplica, Escola Mais, DragonLearn, Mangahigh, Explica&ecirc;, CMSP (Centro de M&iacute;dias da Educa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo), da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo, e Estude em Casa (hoje Se Liga), da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>A HRW aponta que os apps com comportamentos indevidos possuem ferramentas sofisticadas de rastreamento, coleta e cruzamento de dados, com o principal intuito de saber quem s&atilde;o os usu&aacute;rios e os demais membros de sua fam&iacute;lia, onde vivem, quais s&atilde;o seus h&aacute;bitos online, que sites e apps eles acessam fora do hor&aacute;rio letivo, qual o dispositivo que utilizam para assistir &agrave;s aulas, o poder aquisitivo das fam&iacute;lias, entre outros aspectos.</p>
<p>De posse desses dados, as plataformas os compartilhavam (vulgo vendiam) para ag&ecirc;ncias de publicidade e outras companhias; &eacute; importante lembrar que a quase totalidade dos apps e sites de ensino remoto s&atilde;o supervisionados, e alguns distribu&iacute;dos diretamente, por governos federais e regionais.</p>
<p>A Human Rights Watch identificou 196 empresas de propaganda online como clientes dos sites e apps de ensino remoto. Com tamanha demanda por dados de crian&ccedil;as e adolescentes em idade escolar, fica f&aacute;cil compreender por que desenvolvedores, e governos, transformaram seus alunos em mercadorias.</p>
<p>As t&eacute;cnicas usadas pelas plataformas para coletar os dados dos usu&aacute;rios jovens s&atilde;o uma cole&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas nocivas. Focando nos programas brasileiros, sites como Descomplica, Stoodi, Mangahigh e Dragon Learn implementaram uma ferramenta conhecida como session recording, que registra todo o comportamento do aluno enquanto ele mantiver o site aberto, como movimentos de mouse e p&aacute;gina, cliques e tudo o que digitam, atrav&eacute;s de keyloggers, usados pelos mencionados acima, exceto o Dragon Learn.</p>
<p>A HRW detectou tamb&eacute;m SDKs maliciosos inclu&iacute;dos em apps como Descomplica, CMSP, Explica&ecirc; e Stoodi, dedicados a avaliar o comportamento do usu&aacute;rio, coletar dados e exibir an&uacute;ncios direcionados; sites de diversos pa&iacute;ses tamb&eacute;m usaram cookies de terceiros para realizar a coleta de informa&ccedil;&otilde;es e rastrear h&aacute;bitos.</p>
<p>No que tange ao uso de dispositivos m&oacute;veis, a coisa n&atilde;o fica muito melhor. O Stoodi, uma plataforma desenvolvida especificamente para ensino de crian&ccedil;as e adolescentes, &eacute; capaz de coletar o IMEI de celulares e tablets, e executa um procedimento inclusive considerado nocivo pelo Google, chamado &#8220;ID Bridging&#8221;, que liga o n&uacute;mero ao AAID (Android Advertising ID), a identidade digital de um gadget para an&uacute;ncios.</p>
<p>Como o AAID n&atilde;o pode ser resetado, a comunica&ccedil;&atilde;o com o IMEI abre um rombo enorme em todas as medidas e ferramentas de privacidade e seguran&ccedil;a implementadas em dispositivos Android. O ID Bridging viabiliza a coleta de dados e h&aacute;bitos e a inser&ccedil;&atilde;o de an&uacute;ncios atrav&eacute;s de uma conex&atilde;o permanente, imposs&iacute;vel de ser cortada.</p>
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<p class="">Como crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o muito mais facilmente influenci&aacute;veis do que adultos, a rede de coleta de dados e exibi&ccedil;&atilde;o de an&uacute;ncios, criada com o endosso de governos atrav&eacute;s de apps de ensino remoto, e companhias como Meta, Google, Oracle, Adobe, Nielsen, Warner Bros. Discovery, Twitter, Microsoft, Amplitude, Akamai e Zendesk, entre outras, foi identificada como benefici&aacute;ria dessas informa&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rios pa&iacute;ses.  </p>
<p>A HRW lembra que, conforme a Conven&ccedil;&atilde;o da ONU sobre os Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente, governos e empresas t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de proteger a privacidade e a integridade de jovens em idade escolar, e n&atilde;o lucrar em cima de seus dados, aproveitando-se de um per&iacute;odo de vulnerabilidade no sistema de ensino para rechear os cofres.</p>
<p>O site <em>G1</em> entrou em contato com os respons&aacute;veis pelas plataformas brasileiras de ensino remoto, alvos do relat&oacute;rio da Human Rights Watch. Escola Mais, Stoodi e a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado de Minas Gerais, respons&aacute;vel pelo Estude em Casa, negam as den&uacute;ncias; a Dragon Learn n&atilde;o foi localizada; as demais, incluindo a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo, que responde pelo CMSP, n&atilde;o responderam.</p>
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<div id="infocoweb_rodape" class="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://tecnologia.ig.com.br/colunas/meio-bit/2022-05-29/apps-ensino-remoto-coletaram-dados-sensiveis-criancas.html#263" rel="noopener">IG TECNOLOGIA</a></div>
</div>
<p><script src="https://gestor.infocoweb.com.br/analytics_content.js?a=263&amp;b=1190277&amp;c=7382589"></script></body></html></p>
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