quarta-feira, julho 17, 2024
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Sem acordo: PSB pede mais poder em federação com PT, PCdoB e PV


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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o presidente do PSB, Carlos Siqueira
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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o presidente do PSB, Carlos Siqueira

O número de assentos que caberiam ao PSB numa eventual federação com PT, PV e PCdoB, além de impasses na composição de palanques estaduais, mantém as negociações entre os partidos estacionadas. Na reunião realizada nesta quinta-feira em Brasília, os caciques das legendas decidiram que passarão a tratar da situação de cada estado individualmente, em vez de tentarem desatar todos os nós de uma só vez.

O PSB sugeriu que a assembleia do grupo considere em sua composição, além da proporcionalidade existente na Câmara dos Deputados, o número de prefeitos e vereadores eleitos por cada partido no pleito de 2020. Neste caso, o PSB ganharia certa vantagem, já que elegeu 250 prefeitos, contra 179 prefeitos petistas.

Pelo modelo atual, o mesmo adotado pela Justiça Eleitoral para distribuição de fundo partidário, que considera as bancadas de deputados de cada partido, o PT teria 27 membros na assembleia, o PSB 15, enquanto PCdoB e PV teriam quatro, respectivamente.

Sem consenso, um novo encontro para tratar das regras da composição da federação está previsto para daqui a cerca de dez dias.

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Outro ponto de divergência envolve proposta do PSB para que a maioria qualificada dos votos na assembleia da federação corresponda a quatro quintos de seus membros. O PT, por sua vez, defende a formação de maioria por dois terços.

Entre questões consensuais apresentadas hoje pelo PSB está considerar como “candidaturas natas” aquelas que envolvam a reeleição de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Neste caso, a solução evita embates nessas situações em 2024, caso a aliança se confirme.

Estiveram presentes no encontro desta quinta-feira, na sede do PSB, em Brasília, os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, do PT, Gleisi Hoffmann, do PCdoB, Luciana Santos, e do PV, José Luiz Penna.

Pelas regras, caso se juntem, as siglas teriam que atuar como se fossem um único partido pelo prazo de quatro anos nos planos federal, estadual e municipal. A federação só permite um candidato em cada estado.

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