quarta-feira, outubro 7, 2026

Piso fixo de R$ 400 incluído na MP do Auxílio Brasil tem de ser votado até dia 16


O Senado precisa votar até 16 de maio a Medida Provisória (MP) 1.076/2021, que, após mudanças feitas na Câmara, poderá garantir de forma permanente o valor mínimo de R$ 400 para as famílias beneficiárias do Auxílio Brasil. Esse é o prazo final de validade da proposta, que, devido a alterações feitas na Câmara dos Deputados, foi convertida em um projeto de lei de conversão: o PLV 6/2022.

Inicialmente, o texto enviado pelo governo federal previa esse piso somente até dezembro deste ano — o que foi viabilizado após a aprovação, em dezembro, da PEC dos Precatórios (Emenda Constitucional 114). Mas o substitutivo aprovado pelos deputados federais na última quarta-feira (27) instituiu o “benefício extraordinário”, uma espécie de complemento ao valor do Auxílio Brasil de forma permanente. Sem o benefício extraordinário para completar o valor mínimo de R$ 400, o Auxílio Brasil teria um tíquete médio de R$ 224.

A estimativa é que o governo precise desembolsar R$ 41 bilhões por ano para bancar o complemento do benefício. Só com o Auxílio Brasil, o governo gasta cerca de R$ 47,5 bilhões.

Empréstimo consignado

Outra mudança nessa medida provisória estabelece que o benefício extraordinário passa a fazer parte do conjunto de benefícios que compõem o Programa Auxílio Brasil. Isso permitirá aumentar o valor de empréstimo que o beneficiário pode obter dando como garantia os valores a receber na modalidade de crédito consignado, permitida pela MP 1.106/2022.

Seguro defeso

O relator da matéria na Câmara, deputado federal João Roma (PL-BA), também incluiu uma alteração que limita a 30% os descontos do valor pago mensalmente às famílias que recebem o seguro defeso, para os casos em que houve pagamento indevido do Auxílio Brasil durante os seis primeiros meses (com o acúmulo dos dois benefícios).

Atualmente, o Ministério da Cidadania pode descontar até a totalidade dos valores que foram pagos juntamente com o seguro defeso.

O seguro defeso é pago ao pescador artesanal durante o período de três a cinco meses no qual ele não pode pescar para preservar as espécies na época reprodutiva.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Idoso é atingido por três tiros na porta de casa e internado em estado grave no pronto-socorro

Imagens de uma câmara de segurança mostram o momento em que um idoso de 62 anos é seguido por um homem em uma moto...

Jovem é sequestrada por ex-marido, agredida na frente dos filhos e quebra vidro de carro para fugir

Uma jovem de 20 anos que possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, de 52 anos, afirmou ter sido agredida por ele na madrugada deste...

Ex-prefeito afirma que modelo criado por Pivetta em Lucas virou referência no Brasil

A transformação de Lucas do Rio Verde iniciada por Otaviano Pivetta em 1997 foi o exemplo que inspirou o irmão Adriano Pivetta a entrar...

Motociclista em alta velocidade mata jovem atropelado após manobra perigosa e foge do local

Lucas Daniel Souza de Oliveira, de 22 anos, morreu, na madrugada deste domingo (13), após ser atropelado por um motociclista que trafegava em alta...