segunda-feira, janeiro 12, 2026
spot_img

Mulher com maior risco de câncer fará mamografia a partir dos 30, prevê projeto

Instituir o rastreamento mamográfico anual a partir dos 30 anos de idade para mulheres com registro de câncer de mama em parentes consanguíneos até o segundo grau é o objetivo de um projeto de lei de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE).

O PL 3.021/2024 propõe mudanças na Lei 11.664, de 2008, que define ações para prevenção, detecção, tratamento e acompanhamento dos cânceres do colo uterino, de mama e colorretal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O autor ressalta a gravidade do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) projetam 73.610 novos casos anuais para o período de 2023 a 2025, representando 30,1% dos novos diagnósticos de câncer em mulheres no país.

Na justificativa da proposta, Laércio destaca que, globalmente, o câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma, com 2,1 milhões de casos registrados no mundo em 2018. A taxa de mortalidade é significativa, com 627 mil óbitos anuais, o que corresponde a 6,6% de todas as mortes por câncer. Ele ressalta que mulheres com histórico familiar de câncer de mama enfrentam riscos maiores de desenvolver a doença em idade jovem. Aproximadamente 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, e mulheres com parentes de primeiro grau afetados têm o risco dobrado.

O objetivo do projeto, segundo Laércio, é possibilitar a detecção precoce da doença em grupos de alto risco, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e reduzindo a mortalidade.

“A detecção precoce pode reduzir significativamente a mortalidade por câncer de mama e também contribuir para melhores desfechos clínicos e maior qualidade de vida para as pacientes tratadas”, afirma o senador.

Embora o aumento inicial dos custos com exames de rastreamento seja previsível, o projeto prevê economia a longo prazo para o Sistema Único de Saúde (SUS). Laércio argumenta que a detecção precoce reduz a necessidade de tratamentos mais agressivos e caros, comuns nos estágios avançados da doença, proporcionando melhor qualidade de vida para as pacientes.

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda mamografias de rastreamento bienais para mulheres entre 50 e 69 anos. Contudo, para aquelas com alto risco, incluindo mutações genéticas ou histórico familiar de câncer precoce, a antecipação do rastreamento é justificada, segundo o senador.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Hospital Metropolitano realiza cerca de 5 mil cirurgias em 2025

O Hospital Metropolitano, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) em Várzea Grande, realizou 4.926 cirurgias de janeiro a novembro deste ano. Conforme...

Tolerância Zero no Sistema Penitenciário resulta em 1.048 operações para remoção de materiais ilícitos

Criado para o enfrentamento às facções criminosas em Mato Grosso, o programa Tolerância Zero resultou, em um ano de atividade, em 1.048 operações realizadas...

Hospital Regional de Cáceres realiza 7.610 cirurgias em 2025

O número de cirurgias realizadas no Hospital Regional de Cáceres, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), aumentou de 7.464, de janeiro a...

Mato Grosso registra abertura de 2.727 novas indústrias em 2025

O setor industrial de Mato Grosso segue em forte expansão em 2025. De janeiro a outubro, foram abertas e permanecem ativas 2.727 novas indústrias...