segunda-feira, outubro 5, 2026

Governo de MT busca dobrar número de indústrias de beneficiamento de algodão até 2024

Com incentivos fiscais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) quer dobrar a quantidade de indústrias de beneficiamento de algodão em Mato Grosso até 2024. Atualmente, são cinco indústrias de fiação utilizam apenas 2% da produção do algodão colhido no Estado.

O Estado é o maior produtor de algodão do Brasil e de ótima qualidade em cor, resistência, pureza e comprimento da fibra, de acordo com USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Nesta safra 2022/2023, a expectativa é colher 4,65 milhões de toneladas de algodão em caroço e 1,94 mil toneladas de pluma, volumes 6,15% e 6,80% superiores aos da safra 2021/22, conforme os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea).

“Cerca de 30% do algodão de Mato Grosso abastece o Brasil, sendo que 2% fica no estado. Contudo, o que fica no mercado interno atende 100% da indústria brasileira. O restante é exportado aos demais países”, explicou o secretário adjunto de Agronegócios e Investimentos da Sedec, Anderson Lombardi.

Por meio do Programa de Incentivo de Algodão do Mato Grosso (Proalmat), os produtores rurais tem benefícios fiscais para a cotonicultura, com crédito presumido equivalente a 65% do valor do ICMS.

Agora, para incentivar a indústria do setor, o Governo de Mato Grosso concede até 90% de benefício fiscal para as indústrias de fiação de algodão e o mesmo percentual para a indústria Alimentícia de Origem Vegetal para fábricas de torta de algodão, para extração do óleo, fertilizante e ração animal.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, destacou que em dezembro de 2022 foi alterada a legislação permitindo que a indústria de fiação tivesse 90% de desconto no ICMS – Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços -, que antes era até 85% nas operações interestaduais. Além disso, o percentual de contribuição com o Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes) foi reduzido de 6% para 1%.

“A Sedec está fazendo contato com indústrias, mostrando as vantagens de se investir no Estado, onde está a matéria-prima, ao invés de expandir as fábricas em outros estados. Levamos 11 empresários do setor têxtil de Mato Grosso, São Paulo, Bahia, Sergipe, Santa Catarina e Paraná para um tour pela indústria e lavoura algodoeira mato-grossense. Temos boas perspectivas de negócios e aumentar a industrialização do algodão no Estado”.

Fonte: GOV MT

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