sábado, outubro 3, 2026

“A princípio não cogitei prestar residência em Ortopedia e Traumatologia porque diziam que é uma área para homens e não para mulheres”, diz única mulher residente da COREME-ECSP


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Hoje, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Luta das Mulheres para conquistar direitos e espaço na sociedade. Luta que continua sendo muito atual e extremamente necessária em todos os aspectos.

Na área médica, a especialidade em ortopedia e Traumatologia ainda é tabu quando exercida por mulheres, mas isso não foi empecilho para a médica Ivana Miranda, 29 anos, de realizar o sonho de se especializar na área.

A médica foi aprovada no primeiro processo seletivo da Comissão de Residência Médica da Empresa Cuiabana de Saúde Pública – COREME-ECSP. E iniciou no ano de 2020, a residência médica em Ortopedia e Traumatologia. Ela atua no Hospital Municipal de Cuiabá, “Dr. Leony Palma de Carvalho” – HMC e Hospital Municipal São Benedito- HMSB. 

“A princípio não cogitei prestar residência em ortopedia e Traumatologia, porque diziam que é uma área para homens e não para mulheres. Mesmo assim, eu resolvi que precisava tentar e não me arrependo. Estou gostando, encontrei a especialidade certa”, contou Dra. Ivana que será a primeira mulher a se formar na COREME-ECSP, em fevereiro de 2023.

O ambiente predominantemente masculino não é um problema para a médica.  “Sou respeitada como mulher. É da minha essência ser expressiva e eu percebi que isso foi importante para ocupar meu espaço no grupo. Com o tempo, provei pra mim e para os outros que eu era capaz. Busquei e busco o conhecimento, pois é através dele que avançamos. E a força de vontade vem de nós.” ressalta Dra Ivana.

Segundo ela, a residência médica em Ortopedia e Traumatologia é uma das áreas da medicina que menos tem mulheres. “Eu entendo, nossa população não está habituada a se consultar com ortopedistas mulheres, por todos os motivos que justificam a predominância masculina. Muitas pessoas têm a concepção que para atuar precisa ser forte e bruto, e que por isso profissionais do gênero feminino não são capazes, mas isso não é verdade, sou prova viva”, destaca.

A médica pontua que o programa de residência médica em Ortopedia e Traumatologia da ECSP está suprindo todas as expectativas. “Estou recebendo boa formação, tanto da parte teórica como prática. Me sinto acolhida pela maioria das pessoas. E o supervisor do programa, Dr. Renam Bumlai, é muito justo e correto”, elogia.

Sobre o futuro, ela conta que ao finalizar a residência médica em Ortopedia e Traumatologia pretende concorrer a sub-especialização em cirurgia da mão e depois concorrer a sub-especialização em micro cirurgia. “É importante que todas as mulheres acreditem que são capazes, e que lutem para conquistar seu espaço de participação”, encoraja a médica. 

Programa de residência médica da ECSP

O programa de residência médica da ECSP tem preceptores de todas as especialidades dentro da Ortopedia e Traumatologia.  “Os residentes participam de aulas teóricas e de procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais com treinamento supervisionado. A duração da residência são três anos, com carga horária de 60 horas semanais”, ressalta Dr. Renam Bumlai, supervisor do programa. “A procura é grande, por conta da qualidade do ensino e por se tratar de uma especialidade ampla”, completa.

O Diretor da ECSP, Paulo Rós, enfoca que os investimentos para formação de médicos residentes é parte fundamental no processo de melhorar a qualidade no atendimento a nossa população. “A educação continuada é uma das missões da gestão Emanuel Pinheiro e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública”, finaliza.

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